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Arquivo da categoria: ponto de vista

Nesses posts falo a respeito de qualquer coisa que tenha a ver com o design de livros, em forma de opiniões, resenhas, discussões, pontos de vista, etc.

Entrevista TVT – Programa Clique e Ligue

No dia 02 de agosto dei uma entrevista para Marcelo Godoy no programa Clique e Ligue. Nele, falo sobre eBooks, eReaders, o mercado dos livros digitais nacionais e também sobre a profissão do Designer de eBooks.

http://tvt.vflow.tv/api/embed.js?idContent=6005 (Sinto muito, o WordPress é chato e não me permitiu colocar o vídeo aqui :P)

O link para toda a matéria é esse.

Uma foto dos participantes, via Regina Azevedo.

 

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Curso: Entenda o Livro Digital

No dia 22 de Junho dei o curso Entenda o Livro Digital juntamente com o Eduardo Melo, sócio da Simplíssimo.

Tivemos participação de mais de 23 pessoas, e passamos um dia inteiro falando sobre todos os aspectos essenciais para que um interessado possa se iniciar no mundo do Livro Digital. Enquanto eu passei a manhã falando sobre os aspectos técnicos, o Eduardo usou a tarde para aprofundar os espectadores na área comercial do Livro Digital, um assunto que muitos traziam dúvidas.

Foi uma ótima experiência, e esperamos reunir mais interessados em breve para realizarmos mais uma vez esse curso.

Compartilho com vocês a apresentação do dia:

 
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Publicado por em junho 25, 2011 em eventos, ponto de vista

 

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Cara nova!

Olá a todos.

Resolvi renovar o visual do blog, que já era o mesmo desde 2008. Está mais moderno para se adequar aos novos assuntos que eu trato por aqui também.

Visite e compartilhe com os amigos!

 
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Publicado por em maio 26, 2011 em ponto de vista

 

Positivo Alfa: ainda há esperança!

Nessa Bienal do Livro eu cobri os leitores de livros eletrônicos que estiveram presentes na feira, e tive a oportunidade de brincar um pouco com o Positivo Alfa. Confesso que antes de vê-lo trinha preconceito, achava que não era grandes coisa e que o Kindle dava de 10 a zero nele.

Porém, 5 minutos com ele na mão bastam para uma paixão quase que instantânea. Seu pequeno tamanho e a tela de toque fazem dele um ótimo concorrente para o Kindle.

Para começar, ele tem tela de toque de 6 polegadas (mesmo tamanho que a do Kindle) e peso de apenas 240 gramas. Além do Kindle não ter tela de toque, ele é maior que o Alfa justamente por possuir um teclado físico em sua carcaça. No Alfa o teclado virtual QWERTY funcionou a contento, já esperando pela velocidade mais baixa da tela de E-Ink.

Fora isso, ele tem alguns botôes físicos também. Você pode virar a página do livro por eles, ativar o menu, etc. Quando você gira o Alfa, a tela gira com ele, facilitando a leitura de PDFs, por exemplo. Ele vem acompanhado de uma capinha, mas não pude vê-la.

Seu menu é bem simples, ele tem poucas configurações e funções. Foi difícil encontrar a biblioteca de livros, eu ficava entrando sempre no que estava sendo lido, mas creio que isso seja apenas a falta de uso e costume. Pelo menu é possível fazer anotações no livro, marcar páginas, escolher trechos, etc.

Como era de se esperar de um leitor brasileiro, ele suporta abertamente livros nos formatos ePub. Seus principais vendedores serão a Saraiva e a Cultura, mas qualquer editora que forneça livros no formato ePub poderá se aproveitar desse aparelhinho.

Ele também lê arquivos em PDF, mas se você não quer se estressar, não recomendo isso nem para quem tem Kindle. PDFs sem conversão não são uma boa ideia para aparelhos com telas desse tamanho (para isso, adquira um Kindle DX ou um iPad).

No que ele ainda não ganha do Kindle: Se você lê em inglês, o tamanho da biblioteca digital da Amazon é monstruosamente maior do que qualquer uma brasileira. Além disso, é fácil converter arquivos em PDF e doc para a leitura no Kindle. E se você gosta de conectividade, o Alfa não vem com 3G e nem com Wi-Fi (o Kindle tem os dois). Para os mais minuciosos, a tela do Kindle é melhor e mais nítida do que a do Alfa.

E a saída de som do Alfa existe, mas ainda não funciona, enquanto que já é possível escutar áudio no Kindle. E, logicamente, trazer um Kindle oficialmente para o Brasil custa R$550, enquanto que o Alfa custa R$700.

Mas são vantagens passageiras, já que a Positivo prometeu o Wi-Fi e o som até o final do ano e é bem provável que o valor do Alfa caia um pouco no Natal ou no começo do ano que vem.

Segundo a Positivo, o objetivo do Alfa é abalar o mercado editorial eletrônico no Brasil. Como bem vimos no artigo que publiquei dois dias atrás, realmente esse mercado está precisando disso. E espero que a Positivo consiga seu objetivo. Para isso, acho apenas que ela precisa baixar o preço do Alfa para menos de R$500. Quando fizer isso, o resto começa a caminhar sozinho.

Obs.: Por favor, não tente comparar o Kindle e o Alfa com o iPad. Essa é uma comparação injusta e equivocada, já que são aparelhos de “espécies” e usos diferentes.

 
 

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Porque eBooks e eReaders ainda não vingaram no Brasil (e porque podem vingar)

No meio onde eu trabalho, cercada de notícias e debates sobre tecnologia, um dos assuntos mais correntes é o do livro eletrônico no Brasil.

Eu estive na Bienal do Livro desse ano e o que vi sobre livros eletrônicos foi ínfimo. As editoras não só têm medo desse nicho como também não estão investindo nele. E, apesar da presença forte de vários aparelhos para leitura de livros eletrônicos (eReaders), era difícil encontrar um lugar em que eles estivesse à venda, e não só para teste (e alguns nem isso).

Também foi possível notar que pouquíssimos estandes anunciavam lançamentos de eBooks. E mais: os eBooks lançamentos eram o iPad, que ainda nem é vendido no Brasil. Os livros em ePub, disponíveis para os leitores vendidos aqui, nem eram citados.

Ou seja, as editoras estão investindo diretamente no iPad, passando por cima de Alfa, iRiver e Kindle, e não estão dando qualquer atenção para os livros digitais mais simples.

E aí caímos em mais um grave problema: vocês já viram quanto custa um eBook aqui no Brasil? Como exemplo, posso citar um livro que eu adquiri esses dias. “O Andar do bêbado”, de Leonard Mlodinow, está por R$20 na Fnac. Com o frete, paguei R$22. O mesmo livro, mesma edição, nada de diferente a não ser o caso de ser um livro digital faz com que o preço fique mais de 25% mais alto, incluindo o frete! Você paga R$28 por um livro eletrônico que sequer é lançamento!

Infelizmente, com esses preços, o comércio de livros eletrônicos não vai pra frente. Já basta ter que pagar no mínimo R$700 para ter um leitor compatível com ePub, ainda vai pagar mais caro por um arquivo que, se formos pensar, nem ocupa espaço físico no mundo real. E que, ainda por cima, demanda menor trabalho de produção.

É pura especulação em cima de produtos digitais. Só porque é digital, fica mais caro, esse é o pensamento no Brasil. Mas isso no caso do valor final, lógico, porque o preço pago ao designer que faz esses livros eletrônicos é bem menor do que o pago para um designer gráfico, afinal “já tá tudo lá, é so mudar”.

Então por enquanto, com esses preços assombrosos, apenas a pequena parte financeiramente melhor atendida e os curiosos investirão no mercado do livro digital. E isso trará para as editoras o retorno de que livro digital no Barsil não vale a pena, ao invés de pensarem em abaixar um pouco os preços dos leitores e dos livros.

Porém, depois disso, alguns anos depois que o livro eletrônico esttiver mais popular lá fora, irá se popularizar aqui também. Quando os chineses trouxerem leitores barainhos para serem vendidos em camelôs, também ficará mais fácil. E, obviamente, a pirataria de livros da qual as editoras e lojas tanto reclamam, vai continuar a todo vapor, impulsionando as vendas dos livros mais caros.

Quando o leitor eletrônico aqui custar R$500 ou menos, e os livros digitais custarem R$10 ou menos, o mercado deslancha. Esteja preparado e modernizado para isso, daqui a uns 3 anos.

 
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Publicado por em agosto 28, 2010 em ponto de vista

 

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21ª Bienal do Livro em São Paulo: impressões

Visitei a Bienal de São Paulo de 2010 em duas ocasiões, no começo e no final. As diferenças existem e recomendo que todos façam o mesmo. Pelo que pude ler em jornais, esse foi um evento muito proveitoso para todos. O público foi de 740 mil pessoas, o que significa que mais pessoas visitaram o evento e mais editoras venderam livros. Nada melhor.

Nos primeiros dias (fui no dia 14, sábado) você pode olhar os livros com mais calma. Para quem é designer, são os dias mais indicados, já que é mais fácil andar pelos corredores, os estoques de novos livros ainda estão completos, é possível observar coleções e estandes mais arrumadinhos…

Os últimos dias (fui no dia 21, com maior público, 110 mil pessoas) são caóticos e exigem paciência. No sábado e no domingo é quando as editoras já estão meio no desespero para vender, e começam a baixar preços. É possível encontrar seu livro preferido com até 50% de desconto, caso da Editora Objetiva. Então para quem quer comprar algum livro, esses são os melhores dias para buscar descontos.

Mas, resumindo, eu considero essa uma feira melhor do que a de 2008 e 2006, com certeza. Mais diversidade, mais programação cultural, mais participação por parte das editoras. Tem quem reclamou de preços mais caros que na internet, mas como eram lançamentos, e a logística é outra, dá pra entender.

Quem foi atrás de livros alternativos se deu bem. Lá tinham sebos e livrarias vendendos livros usados e também muitos desconhecidos com desconto. para crianças, por exemplo, a Bienal é sempre uma boa ideia. Com preços que começam em R$1, não tem criança que não saia de lá com pelo menos um livrinho, uma boa iniciativa.

Quem foi procurando o novo mercado de livros eletrônicos, se decepcionou. A Imprensa Oficial montou o Espaço Digital, onde o público podia mexer com iPads, Kindles DX, dois modelos de Sony Reraders e Cool-ERs. No estande da Positivo um solitário Alfa ficava dentro de uma redoma, ninguém podia mexer. O estande da Submarino tinha vários Cool-ERs para teste (eles fecharam uma parceria com a Gato Sabido).

Mas ninguém realmente estava vendendo os leitores eletrônicos, era só para o público mexer, mesmo. Além disso, ninguém anunciava catálogos de livros digitais no formato ePub. Os poucos estandes que trataram do livro digital estavam anunciando volumes para iPad, que nem é vendido no Brasil ainda.

A Editora A anunciava um livro técnico para iPad e a Editora Globo lançava o primeiro livro infantil interativo brasileiro para iPad, Narizinho. Fora isso, poucos outros se interessaram em mostrar seu mercado nessa área, uma pena.

É provável que na próxima Bienal, em 2012, os livros eletrônicos estejam mais presentes, inclusive porque o iPad já deverá estar sendo vendido oficialmente por aqui. Porém, antes é necessário que os preços dos eReaders E dos eBooks baixem um pouco, ou continuará sendo uma coisa para ricos.

 
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Publicado por em agosto 26, 2010 em eventos, ponto de vista

 

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Content is the king: aprendendo com webdesigners

Pode confessar: eu sei que você tem um pouco de preconceito daquele seu primo que é webdesigner. Você, como designer gráfico ou designer de livros, se acha muito mais designer por ter que pensar em coisas mais “artísticas”, em papéis, acabamentos, tintas, tons, etc. É muito mais tradicional, muito mais puro, muito mais clássico. Pouco interessa quem é o autor do texto que irá caber nas páginas perfeitas que você irá moldar. O que importa é a arte, o cheiro, o ambiente, tudo, menos o conteúdo.

Só que agora você está olhando arregalado para o trem que vem vindo em sua direção, o livro eletrônico. Ele ainda não assusta tanto assim, mas as pessoas têm falado dele mais do que você gostaria. E, de repente, a cadeira em que você está sentado parece um pouco desconfortável. O desconhecido assusta todo mundo, e você não sabe bem o que é um livro eletrônico e nem como ele é produzido. Como assim um mesmo arquivo de livro tem que caber em uma tela colorida de toque com 3 polegadas e em uma preta e branca, fosca, de 6 polegadas? Não existe rodapé? Podemos aumentar e diminuir o tamanho da fonte? Não tenho que me preocupar mais com viúvas? Que mundo é esse?

Se você trabalha com o inDesign, deve saber que um dos recursos dele é o “Export to Digital Editions”. E sabe o que ele faz? Ele transforma o texto que você acabou de diagramar em uma página de internet, um arquivo em HTML. Códigos e tags se misturam, e o arquivo ficou uma porcaria, nada parecido com o que você acabou de fazer. Sim, o arquivo gerado não estava adequado ao seu navegador ou ao aplicativo especial da Adobe para ler eBooks. Como é?

Imprimir um livro é, vendo desse aspecto, relativamente simples. Ele é retangular, costuma caber sem problemas em um variado tipo de mãos. Mulheres, crianças, adultos, engenheiras, donos de casa, motoristas, etc. E quando o livro é muito grande ou muito pesado, basta mantê-lo sobre uma mesa e não levar na bolsa. Já um arquivo de livro eletrônico deve ser pensado e feito levando em consideração uma série de plataformas. Desde o navegador, passando por aplicativos para computadores como aparelhos diversos como iPod, Kindles, Cool-ERs, iPads e uma série de outros que você nem conhece ou que ainda nem existem.

O desafio do ePub, formato de arquivo que está se firmando como o padrão mundial em livros eletrônicos, é produzir um arquivo que consiga ser aberto e manipulado de forma fácil e funcional em uma série de lugares. O acesso a seus recursos deverá ser rápido e simples, significando que o designer deverá realizar uma inversão na ordem do seu pensamento e da sua organização de prioridades porque, dessa vez, o CONTEÚDO É REI.

Essa é uma lição que bons webdesigners sabem há muito mais tempo do que eu e você. Para termos um bom arquivo em ePub pouco importará a cor do fundo, os grafismos no final da página, as aberturas de capítulos ou os símbolos usados embaixo dos números da página. Se você não prestar atenção e não indexar corretamente todos os títulos e subtítulos, o livro eletrônico já não terá uma de suas melhores funções funcionando, o sumário.

Ou seja, é como mandar o designer não pensar no design do livro. É maluco, mas só será assim se você não enxergar que funcionalidade, usabilidade e praticidade são formas de design. Eu caminho no meio de dois mundos, já que sou designer de interfaces por formação e deisnger de livros por paixão, e acho que posso me adaptar a isso muito mais facilmente.

Em um livro, o importante sempre foi sua beleza. Imagens, fonte, diagramação, arte. Um designer realizado é aquele que olha pro seu livro feito e vê beleza nele, em suas cores, impressão, imagens, formato, olhar. O que deve ser incorporado ao designer gráfico agora é a priorização da funcionalidade. Não importa se o livro é só texto preto no fundo branco, sem a menor possibilidade de edição de fonte ou versalete. Sua beleza e o bom serviço do designer residirão no sucesso de abertura em todos os aparelhos, no tamanho reduzido do arquivo e da ausência de problemas.

Quando pensamos em um bom site, o sucesso é exatamente pelos mesmos termos. Se os usuários não reclamaram, se conseguiram alcançar seus objetivos no site, é porque ele está bom. O resto, a arte e outras preocupações, vêm depois, bem depois. E se quando o arquivo for aberto os acentos estiverem trocados, o sumário não funcionar e as fontes não aumentarem, isso significará que você falhou, mesmo com belas imagens, uma capa linda e enfeitezinhos fofos no começo do capítulo.

É cruel, mas ninguém falou que seria fácil. E pra complicar mais ainda a vida você já sabe: vai ter que aprender a mexer em HTML e CSS. Quiçá em Javascript. Pé-de-pato-mangalô-três-vezes, mas é verdade. O deisnger bom, aquele que daqui a algum tempo terá mais oportunidades, será aquele que sabe caminhar entre os dois mundos, e que poderá facilitar a vida do produtor editorial, gastar menos dinheiro da editora e entregar DOIS trabalhos bem feitos. E lembre-se de sempre levar esses dois produtos juntos. Apesar de serem coisas totalmente diferentes, eles devem ser produzidos e planejados em conjunto, e não um após o outro.

 

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