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eReader iriver Cover Story

eReader iriver Cover Story

Tela de toque, alta compatibilidade e interface bonita

iriver Cover Story
Preço: R$880
Site: qcstore.com.br

Adoro resenhar eReaders. Sei que eles não são os gadgets mais procurados das listinhas das lojas de eletrônicos, mas acho esses equipamentos muito legais. Já testei todos os aparelhos desse tipo à venda no Brasil, e agora a Qualicable me emprestou mais um modelo que acaba de chegar por aqui.

Esse é o iriver cover story, parente do já resenhado iriver story. Como diferencial ele traz a tela de toque, pronto para concorrer diretamente com o Positivo Alfa, um dos melhores eReaders disponíveis à venda no Brasil.

Design

Ele é uma graça. Não tem como não olhar pra ele sem dizer “aunnnn”. Ele é pequeno e compacto. É mais pesado do que o Positivo Alfa – pesa 282 gramas –, mas não perde em nada para ele. Seu corpo é todo branco e a tela de 6 polegadas de tinta eletrônica é cercada pela moldura de plástico e só possui um botão comprido na lateral.

eReader iriver cover story

Capinha se prende com ímãs no produto

Acima encontramos o botão de menu, de um lado a entrada para a stylus, do outro os botões de volume e embaixo temos o botão de energia, a entrada padrão para fones, um LED de aviso, um microfone e uma tampa que protege a entrada miniUSB – ops – e a entrada para cartões SD. Atrás, uma pequena linha é o alto falante, bem discreto.

Para coroar essa bonita peça temos a capinha de plástico que já vem na caixa. Com uma estampa quadriculada, ela se trata de uma tampa, que se prende ao leitor apenas por ímãs. Quando desligado o aparelho, ela fica protegendo a tela, sem pressionar o único botão na frente. E quando o iriver story estiver em uso ela se encaixa harmoniosamente na traseira, deixando o respiro para o alto falante. É um design bem pensado.

Interface bonita

O cover story segue a linha de bonitos interfaces da marca. A home é linda, com prateleiras segurando livros e as outras funções do aparelho. Um pouco poluída, é verdade, mas logo você se acha nos comandos. Para quem não gostar do visual caseiro, pode trocar para um outro tema, mais moderno.

eReader iriver cover story

Interface bem cuidada

É tudo bem pensado. São menos de três toques para chegar na maioria das configurações e funções. Essas estão dividas em muitos menus, confundindo um pouco, mas são de fácil acesso. Entre elas está a função que define se você é destro ou canhoto, para facilitar a navegação.

Como a tela é de toque, há um único botão comprido na lateral dele. Esse botão tem quatro funções, avançar e voltar a página do livro, voltar à função anterior e a home. Cada uma dessas funções é ativada realizando uma atividade com o botão, como empurrá-lo ou apertá-lo em cima ou embaixo.

Também é possível marcar páginas, consultar o sumário, escolher entre quatro tamanhos de letras e girar a tela em todas as direções possíveis. Você pode ativar o acelerômetro do aparelho e deixar ele fazer essa rotação sozinho, mas isso acaba mais atrapalhando do que ajudando.

eReader iriver cover story

Todos os comandos

Consultei o site da iriver para pesquisar mais sobre as features do aparelho. Achei legal ele vir com WiFi e também com uma área especial para ler e enviar emails. Também lembrei que o iriver story – seu primo – tinha a capacidade de ler arquivos com Adobe DRM, coisa que o cover story não faz.

A falta da conexão sem fio se dá por este ser o modelo simples do cover story, que também possui uma versão com WiFi e o tal programa de emails. Que pena.

Funções de escrita

Não há teclado QWERTY físico como os que encontramos no iriver story ou no Kindle, mas o teclado virtual que há no aparelho é suficiente. Apesar da tela não ser de resposta imediata, o processamento é instantâneo, então mesmo não parecendo, é possível ir escrevendo rápido, que tudo aparece.

eReader iriver cover story

Screenshot da tela

A escrita no teclado serve para fazer buscas pelo livro. Já a stylus tem três funções em um livro: fazer anotações por cima do texto, em um memorando separado ou ajustar o recorte de uma parte da tela, como um screenshot. Essas são boas funções para um leitor de livros digitais, aproximando-os muito de um livro físico, e funcionam muito bem na tela de toque.

Na memória está embutido um dicionário Oxford, apenas em inglês. Para consultar uma palavra, basta manter a caneta ou o dedo pressionada sobre ela, mas essa função não agiu de acordo, pelo menos nos livros em português. Em inglês deu tudo certo.

eReader iriver cover story

Uma stylus ajuda a escrever na tela

Mas mesmo o dicionário sendo apenas em inglês, toda a interface pode ser configurada para funcionar em português, deixando o aparelho totalmente funcional para quem não entende a língua anglo-saxônica. Pena que o teclado virtual é americano, e não tem cedilha.

Essa tela é estranha…

Quem vê pela primeira vez uma tela de tinta eletrônica sempre se surpreende. Como pode parecer tanto com papel? Como pode não ter luz de fundo? A tela de tinta eletrônica funciona com camadas de óleo e tinta junto com componentes eletrônicos. Quando recebem estímulos – as “viradas de página” –  as bolinhas de tinta se viram para cima ou para baixo, expondo ou escondendo sua parte escura, formando letras e imagens. Por isso, não precisa nem de luz por trás para funcionar, ficando muito parecida com uma folha de papel e deixando a leitura mais confortável.

No caso desse aparelho, temos uma tela de 6 polegadas com 8 tons de cinza – alguns chegam a ter 16 tons de cinza – e resolução padrão de 600 X 800 pixels. Mesmo com menos tons de cinza ela possui bom contraste. A tela é lisa e bem brilhante, mas isso não atrapalha muito.

eReader iriver cover story

Pequeno, tela de 6 poledas

E como já falei, essa é uma tela de toque, muito confortável, que funciona tanto com a stylus como com os dedos. O mínimo toque já ativa funções. Basta arrastar o dedo pela página para virá-la, e clicando em seu centro aparece o menu de anotações.

Formatos aceitos

O carro chefe do cover story é o ePub, considerado padrão mundial. Ele lê arquivos bem feitos sem perder qualidade ou formatações. E uma coisa que até hoje eu só vi os leitores da iriver fazerem é a leitura de arquivos da suíte Office de forma nativa, sem precisar de qualquer conversão. Ele aceita arquivos de Excel, Word e Power Point, além de PDF. Como sempre, já aviso: a leitura de PDFs não é a mais ideal em eReaders, mas ele quebra um galho.

Em sites na internet descobri que os aparelhos da iriver podem ler arquivos com Adobe DRM(espécie de proteção contra pirataria, significando que seria possível ler nele os livros digitais vendidos em lojas brasileiras), bastando conectá-lo ao computador com o aplicativo Adobe Digital Editions ligado, mas testei isso no MacOS e no Windows e não consegui, infelizmente.

eReader iriver cover story

Botões de navegação diferentes

Ele também possui uma área específica para ler quadrinhos. Nada mais é do que um visualizador de imagens, mas é legal ter uma parte do leitor onde você pode guardar e consultar seu acervo de HQs. E mangás ficam muito bons nessas telas, pois seus pretos são bem escuros. Ele aceita arquivos JPG, BMP e GIF (e até ZIP).

E para quem curte ouvir uma música temática, é possível ouvir músicas – além de audiobooks – no cover story, em formatos como MP3, WMA e OGG. O som externo é baixinho, mas nos fones a coisa melhora muito, principalmente com o uso do equalizador. É possível ouvir música enquanto lê, confortável. Na hora de fazer a gravação de voz, tudo fica em MP3.

Bateria

Duração de carga de eReader é sempre uma maravilha de anunciar. Graças à tecnologia de tela, com tinta eletrônica, o iriver cover story só gasta bateria quando a página é recarregada, virada, etc. Ou quando estamos escutando música. Dessa forma, se você apenas usar o aparelho para ler, a iriver garante 11 mil viradas de páginas. Ou seja, tomando uma média de 500 páginas por livro, você pode ler 21 títulos antes de precisar passar perto da tomada.

Em stand by ou desligado, sua bateria vai acabando também, mesmo que de forma lenta. Se você escutar música, a autonomia de bateria cai para 30 horas, e se fizer gravação de voz, tem apenas 5 horas para isso. Mas são bons números.

O que vem com ele?

Pra você já começar lendo – se souber ler em Inglês – esse aparelho já vem com 200 títulos clássicos na memória. São autores como William Shakespeare, Sir Arthur Conan Doyle, Rudyard Kipling, Oscar Wilde, Jane Austen, Charles Dickens e outros. Muitos outros, aproximadamente 1500, podem ser colocados também.

Isso é possível graças à memória interna de 2GB e ao peso geralmente leve dos livros digitais. Caso você queira entupí-lo de músicas e PDFs, basta adquirir um cartão de até 32GB e usá-lo na entrada para cartões SD. É muito espaço.

Na caixa feita de material reciclável, tudo é bem minimalista. Além do aparelho e sua capinha, encontramos apenas o cabo de dados e finos manuais de uso. Nem a tomada para o carregador encontramos. Você que carregue o aparelho no computador ou compre um adaptador.

Mas o iPad faz muito mais coisas!

Normalmente, as pessoas caem no erro de compararem eReaders a tablets. Uma comparação injusta, pois perto de uma tablet, o eReader come grama. O que é preciso levar em consideração é que um eReader não tem o intuito de se parecer com uma tablet, pois é um aparelho específico para leitura.

Frescuras como internet e tweets estão presentes em alguns aparelhos, mas o propósito de um eReaders é apenas ler livros, e por isso possui uma tela que prioriza o conforto na leitura e a economia de bateria mas acaba perdendo recursos como a reprodução de vídeos. Quem compra um eReader compra sabendo que está comprando um gadget para desfrutar de uma obra de leitura.

Quem deve comprar

Infelizmente ainda temos uma triste realidade no Brasil em relação a eReaders. Enquanto no exterior encontramos esses simples aparelhos por preços a partir de US$100 – aproximadamente R$160 –, aqui não há um leitor por menos de R$500. E enquanto seus preços não forem mais baixos, é difícil justificar sua compra perante as vistosas tablets, que não só servem para ler livros como também possuem jogos, navegador, processador de texto, etc.

Tramitam projetos no Governo de excluir os impostos desses aparelhos, mas ainda não há boa novidade quanto a isso. Até lá, os leitores de livros digitais, os eReaders, serão praticamente rejeitados pelos brasileiros.

Prós:
• Tela de toque;
• Design caprichado;
• Já vem com 200 livros na memória;

Contras:
• Possui conexão miniUSB, e não microUSB;
• Não aceita arquivos com DRM;
• Não possui WiFi;

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Publicado por em outubro 3, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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Estante eletrônica facilita coleção de livros

ANA PAULA PASCOALETTO

Do Rudge Ramos Jornal*

Estante eletrônica facilita coleção de livros
Um dos primeiros e-readers a chegar ao Brasil foi o Kindle, da Amazon
Foto: Ana Paula Pascoaletto/RRJ

Mil trezentos e trinta e três. Esse é o número de livros que o consultor de TI (tecnologia da informação) Yuri Sá, 28, tem em sua biblioteca virtual. Ele começou sua coleção quando entrou na faculdade de engenharia, em 2001.

Yuri, que sempre gostou de ler, se desfez de uma coleção de mais de mil livros impressos, para ter tudo em e-books. Ele só guardou os títulos que tinham algum significado especial.

Naquela época, ainda não existiam tablets e smartphones. Esse tipo de plataforma de leitura começou a ganhar mais espaço no país somente em 2009, com a chegada do e-reader da Amazon, o Kindle.

Um e-reader tem algumas diferenças em relação a um tablet, como o iPad. O primeiro é, essencialmente, um dispositivo para armazenar e consumir e-books (versões digitalizadas de livros). O tablet é um computador. Tem todas as funções de um PC ou notebook, só que em versão menor e em formato de “prancheta”.

Além de executar tudo o que um computador maior faz, os tablets têm garantido espaço para o mercado de e-books, pois a leitura em tela colorida, coisa que o e-reader da Amazon não possui, se torna mais prática.

Antes do lançamento do Kindle no Brasil, Yuri digitalizava trechos dos seus livros de cálculo da faculdade de engenharia e os armazenava em um Palm M100, a tecnologia disponível 10 anos atrás. “Desde então venho trabalhando com e-books. Eu sempre gostei muito de ler, inclusive por viajar e estudar fora, mas era muito ruim carregar os livros. Já cheguei a viajar sem nada para ler só porque não tinha como carregar.”

Em 2004, com a chegada dos smartphones, ele trocou o Palm pelo aparelho telefônico. Em 2009, Yuri adquiriu um Kindle, mas não se adaptou bem ao aparelho. “O Kindle é muito limitado, ele não faz mais coisas além de ler livro. Então, me desfiz do meu notebook só para poder comprar um iPad”, contou.

Yuri acredita tanto no potencial dos e-books, que fundou uma editora digital, a Sa2. Criada em julho de 2010 e idealizada por seu pai, Lucas Roberto de Sá, a editora tem como público alvo os acadêmicos. Uma de suas missões é não fazer nada de papel, até mesmo os contratos são assinados virtualmente.

Apesar de ser um mercado emergente, ainda não existem muitas pessoas como esse consultor de TI, que há mais de um ano não compra livros impressos.  De acordo com o coordenador da equipe de e-books da Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, Mauro Widman, ainda vai demorar para que os livros impressos percam espaço. “A procura por livros digitais está grande, a cada dois meses os nossos números de vendas praticamente dobram, mas em relação ao faturamento global da empresa ainda não é muito significativo, pois não chega a 1% do total.”

Outro exemplo de que o mercado de livros digitais ainda é pequeno no Brasil é o número de publicações disponíveis para compra. Na livrara Saraiva, por exemplo, estão disponíveis cerca de 200 mil títulos estrangeiros, enquanto apenas 2.500 são nacionais. O diretor de produtos digitais da Saraiva, Deric Degasperi Guilhen, também não acredita que o mercado editorial será dominado pelos e-books. “Apesar disso, o mercado de e-books é um futuro certo. Isso significa dizer que sua representatividade econômica continuará crescendo por um bom tempo.”

No Brasil, são vendidos em média 300 milhões de exemplares de livros impressos anualmente (pesquisa Fipe-Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, de 2009), o que mostra que muitos leitores ainda não conseguiram abandonar por completo essas edições. A designer de livros Stella Rodrigues, 25, tem pouco mais de 300 livros digitais, mas ainda prefere o papel. “Não há nada que substitua o cheiro
do papel ou o peso do livro. No ônibus também é mais seguro. Eu acho bem difícil tirar o Kindle da bolsa e ler normalmente.”

Em questão de segurança, poucas pessoas se sentem confortáveis para andar com seus e-readers e tablets pelas ruas, mas o objetivo do consumo de e-books é a praticidade. Sobre valores, as edições vendidas em livrarias nacionais ainda têm o preço um pouco alto, o que vai contra outro princípio das edições digitais, que é a economia. Stella, por exemplo, adquiriu um Kindle porque sente necessidade de trocar o livro de papel pela versão digital. “Às vezes troco porque eu não tenho acesso ao livro, porque ele é antigo ou difícil de achar, ou simplesmente porque o papel é muito caro”, concluiu.

* Notícia originalmente publicada no Rudge Ramos online.

 
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Publicado por em agosto 25, 2011 em eventos, gente, livro eletrônico (ebook)

 

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Simplíssimo Livros divulga grade de cursos para o segundo semestre de 2011 e traz novidades

Além do workshop sobre ePub e da palestra de introdução ao mercado do livro digital, a empresa lança mais três novos cursos nas principais cidades brasileiras

A Simplíssimo Livros, uma das principais empresas de produção de livros digitais no Brasil, já ministra cursos na área desde o início de 2010 em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Agora, com a programação reformulada, a empresa adiciona três novos cursos e novas cidades atendidas nesse segundo semestre de 2011.

Atualmente, a Simplíssimo ministrava apenas os cursos “Workshop Como Produzir E-books no Formato ePub” e “Entenda o Livro Digital e seu Mercado”. Agora, até o final do ano, devem ministrar algumas turmas novas com os cursos “Produzindo capas para livros digitais”, “Produzindo e-books em ePub com software livre” e “Curso Avançado de ePub”.

A empresa já treinou profissionais, entre freelances, escritórios e equipes de editoras – Saraiva, Positivo, Cia das Letras, Zahar, Sextante, Rocco, Objetiva, Intrínseca, Paulinas, Mundo Cristão, Artmed, Record, SESC SP, SENAC SP, entre outras. Os workshops de padrão profissional da Simplíssimo são a oportunidade para os profissionais e estudantes do mercado editorial, além de designers e demais interessados, aprofundarem pela prática seus conhecimentos sobre esta nova realidade profissional, o livro digital em formato ePub.

Após treinar mais de 300 pessoas por todo o Brasil, Fernando Tavares, fundador e diretor de operações da Simplíssimo, decidiu montar a grade de um curso avançado sobre o formato ePub. “O curso foi pensado para quem busca mais interatividade, beleza e personalização nos e-books de modo fácil, acessível e imediato. O formato ePub oferece isto. Podemos estar um passo a frente conhecendo o que de melhor este formato tem a oferecer hoje e no futuro imediato.”, explica ele.

Já para aqueles que querem entrar no mercado de livros digitais mas não possuem grande budget em sua empresa, ou é um autor independente, surgiu a ideia de ministrar um curso sobre produção de ePubs utilizando apenas softwares livres.

E como não só de programação vive o produtor de e-books, Stella Dauer, designer e e-book evangelist da Simplíssimo, montou um curso de curtíssima duração apenas para se aprofundar na capas desse produto. “É muito importante salientar que e-books devem ter capas diferentes daquelas encontradas em livros impressos, pois serão vendidos em locais diferentes”, afirma.

Além dos novos cursos, uma outra novidade é a abertura de turmas em outras cidades brasileiras. “Muitas pessoas de Minas Gerais, Brasília e Rio Grande do Sul nos questionavam sobre cursos nas capitais desses estados, então estamos fazendo um teste e conferindo a demanda em outras cidades”, explica Eduardo Melo, diretor da Simplíssimo. Devido a isso, há agora a opção de pré-inscrição em Porto Alegre e Belo Horizonte. Outras cidades podem ser abrangidas ao longo do ano.

Curso Avançado de ePub

Já treinamos mais de 300 profissionais na produção profissional de e-books em ePub – e este número segue aumentando, mês a mês. Fazer e-books em ePub até já está se tornando algo comum! Se você já dominou o “basicão”, chegou a hora de se diferenciar profissionalmente e alçar vôos mais altos com o formato ePub. O Curso Avançado da Simplíssimo irá capacitar você a explorar profundamente os recursos do ePub e também do ePub 3.

Produzindo capas para livros digitais

A capa é um elemento indispensável dos livros impressos. Com os livros digitais, isso não é diferente, a capa continua cumprindo sua função. Aqui na Simplíssimo, porém, nós percebemos que nem sempre a capa de um livro impresso, funciona bem no livro digital.

Trazemos este novo curso, para ajudar os profissionais e interessados a pensar e planejar a capa de livros digitais. Contextualizamos as principais diferenças, peculiaridades e especificações necessárias para você criar capas de alta qualidade para seus e-books.

Produzindo e-books em ePub com software livre

É possível produzir e-books em ePub de alta qualidade, sem precisar recorrer a softwares caros como o InDesign. O novo curso da Simplíssimo mostra um caminho pouco explorado por autores, editoras e designers, na hora de criarem seus e-books. Vamos mostrar a você como usar software livre e open source, para a produção profissional de e-books no formato ePub.

É uma ótima oportunidade para conhecer e usar, na prática, as melhores técnicas e ferramentas disponíveis para produzir e-books. Você recebe um material completo, com 2 CD’s contendo apostila, slides, os softwares usados no curso e outros recursos.

Entenda o Livro Digital e seu Mercado

Com o desenvolvimento do mercado de livros digitais no Brasil, é preciso compreender o que são os e-books, como funciona esse mercado, quais as oportunidades concretas. Como é tudo muito novo, as dúvidas são muitas, e as respostas, difíceis de encontrar. Neste curso abordamos os principais temas que (ainda) afligem quem está pensando em livro digital: como o mercado funciona, quais seus números no mundo e no Brasil, as estratégias adotadas pelas principais empresas do mercado e diversos exemplos de modelos de negócio já aplicados para os livros digitais.

Workshop Como Produzir E-books no Formato ePub

Aulas 100% práticas! O curso tem por objetivo transmitir as melhores técnicas atualmente utilizadas para produção profissional do formato ePub, além de dicas e truques de como otimizar a produção de e-books. O método de trabalho é pratico, típico do laboratório.

Os cursos também são ministrados no formato in company. Datas, locais e mais informações podem ser encontradas no link: http://www.simplissimo.com.br/cursos-treinamentos-livro-digital-e-books/

Sobre a Simplíssimo Livros

A Simplíssimo Livros atua no mercado de livros digitais desde 2010, especializado em produção de ePubs e publicação de autores independentes. Atualmente ministram cursos de especialização na área e trabalham junto às maiores editoras do país.

Sediada em Porto Alegre (RS), a Simplíssimo Livros é uma startup e conta com uma equipe fixa e diversos colaboradores espalhados pelo Brasil para atender à demanda de produção de livros digitais com qualidade e preços justos. Mais informações em www.simplissimo.com.br.

 
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Publicado por em agosto 12, 2011 em eventos, livro eletrônico (ebook)

 

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Resenha eReaders – Conclusão

No fim, eu chego a dois finalistas, que atenderão a públicos diferentes. Se você está empolgado com o mercado de eBooks brasileiros, não se incomoda em pagar caro por arquivos digitais e está adorando toda essa transição, seu aparelho é o Positivo Alfa. Ele tem rede sem fio, tela de toque e suporta arquivos em ePub e PDF, inclusive com o DRM das grandes livrarias. Mas, se o seu foco está em arquivos pessoais, leituras em Inglês e também no bolso, a melhor pedida é o Kindle, aparelho mais barato do mercado e que oferece qualidade e bom desempenho.

Nossa escolha econômica fica com o W860, que não é incrível, mas oferece um bom serviço pelo preço pedido. Não tiro de forma alguma o mérito dos outros aparelhos testados. O iriver tem um belo design e ótimo acabamento, enquanto que o Digle Book já vem com centenas de livros na memória e o Cool-ER oferece simplicidade de uso. É essencial que você  veja qual desses aparelhos melhor se encaixa no seu orçamento, no seu uso e também no seu entendimento dessa nova tecnologia.

Confira esse post para conferir modelos e valores sempre atualizados! Link

Veja também uma resenha completa de todos os aparelhos:

Tabelão

Algumas fotos comparativas

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Publicado por em fevereiro 14, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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Resenha W860

W860
maniavirtual.com.br
R$400
Diferencial: Capa protetora e fones de ouvido inclusos
Arquivos: ePub, PDF (sem DRM), MOBI, HTML, TXT, RTF, PRC, JPG, BMP, PNG, GIF, MP3 e WMA

O W860 é, junto com o Digle Book, uma aposta de importadoras e lojas brasileiras no mercado de livros eletrônicos. E esse modelo aqui não decepciona: tiramos ele da caixa já com uma boa capinha protetora. Além dela, encontramos também um fone de ouvido, cabo USB e carregador.

Seu design é simples e sóbrio. Ele não é lindo, mas seus detalhes o deixam sério, preto e fosco. Ele possui em sua face botões de toque (que parecem de apertar na primeira impressão) com controle de volume, para virar páginas, home, controle de música, zoom e retorno. Embaixo ficam a saída para fone, porta miniUSB, entrada para cartão, botão de energia e o reset. Ele é o mais leve dos testes, pesa apenas 189 gramas!

O menu é simples, todo em português, dá pra executar uma função ou modificar alguma configuração com poucos cliques. Entretanto, o botão home (representado por uma casinha) tem função atrapalhada, clicar nele não significa que você irá retornar ao menu principal do aparelho, e sim abrir o menu do livro ou outras funções diferentes.

Na hora da leitura estranhamos um pouco o fato dos botões para passar a página só serem encontrados de um dos lados, obrigando o leitor a usar as duas mãos ou obrigatoriamente a mão direita. No resto ele se saiu bem, com uma virada de página em arquivo ePub durando 3 segundos e 6 segundos para abrir o livro. No PDF foram 5 segundos para abrir e 2,5 segundos para virar uma página.

É possível inserir marcadores de página nos arquivos, mas não se pode inserir qualquer anotação ou grifo no texto. Mas, se você não colocar o marcador de páginas, ele não se lembrará do local onde você parou a leitura de um livro, uma função essencial em um eReader. É possível escolher ler em até 8 fontes diferentes.

Ele não lê arquivos ePub e PDF com DRM, então ele não vai funcionar com a maioria dos livros vendidos em grandes livrarias. Porém, ele reconhece arquivos em MOBI, HTML, TXT, RTF e PRC, além de JPG, BMP, PNG, GIF, MP3 e WMA. Ás vezes podem ocorrer alguns problemas de acentuação, mas é possível que sejam devidos à conversão de arquivos.

A tela tem bom contraste, mas quando viramos uma página ou selecionamos uma imagem diferente, a marca da página ou imagem anterior fica na seguinte por um tempo maior do que o esperado. Ele tem apenas 8 tons de cinza na composição da tela, então fotos podem ficar com baixa definição. Porém, é indicado para quadrinhos como mangá, já que a transição de páginas em JPG é rápida.

Ele tem 2GB de memória interna e aceita cartões no padrão SD com capacidade para até 8GB. Ele roda sob sistema Linux e seu chipset é o STMP3780, um processador utilizado em tocadores multimídia, mas não encontramos informações sobre sua potência.

O som externo dele é um pouco baixo, pois só há uma pequena saída de som na traseira. Para tocar áudio sem atrapalhar ninguém o W860 já vem com um par de fones que não também não é dos mais altos, mas dá pra ouvir música ou um audiolivro em local quieto sem problemas. Há uma área dedicada para a música, onde é possível ver artista, álbum e nome da canção, mas navegar pelo tocador é um pouco confuso.

Fotos: Eduardo Rodrigues

Sua bateria tem duração média. Ouvindo música os palitinhos que indicavam a carga caíram rapidamente, e na leitura de livros ele aguentou mais de uma semana de uso intenso. Uma coisa estranha que notamos foi que, no desligamento automático, ele manteve a página que deixamos, então pensamos que ele tinha travado, e não desligado. Seu preço o torna competitivo em relação ao Alfa e ao Cool-ER. Embora não tenha nenhuma conexão sem fio ou outras funções como o Kindle, ele cumpre seu uso com competência e bom custo benefício.

Confira esse post para conferir modelos e valores sempre atualizados! Link

Confiram esse vídeo-resenha que eu fiz:

 
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Publicado por em fevereiro 13, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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Resenha Amazon Kindle 3

Amazon Kindle 3
amazon.com
R$490 (Wi-Fi) R$645 (Wi-Fi e 3G)
Diferencial: Conexões Wi-Fi e 3G, teclado QWERTY
Arquivos: AZW, JPG, TXT, PRC, MOBI, PDF (sem DRM), CBZ, MP3

Esse é o queridinho dos entusiastas da literatura digital. Foi o primeiro a fazer sucesso mundial e um dos primeiros leitores a chegar oficialmente no Brasil. A sua terceira geração tem design bem acabado e caprichado. O corpo pode ser em plástico branco (versão com 3G e Wi-Fi) ou preto (versão com Wi-Fi), os botões são confortáveis e há um teclado QWERTY físico. Seu processador de 532MHz e o sistema operacional baseado em Linux o deixam bem veloz.

Ele é pequeno e leve, 221 gramas. Sua traseira é emborrachada e ele possui entrada padrão para fone, microUSB e um microfone, apesar de não haver uso para ele ainda. Sua tela tem ótimo contraste, as letras são bem definidas e o fundo é bem claro, tudo graças aos 16 tons de cinza e à nova tecnologia de E-Ink, conhecida como Pearl. O Kindle tem a virada mais rápida de página dos nossos testes, apenas 0,7 segundos! A duração da bateria também é ótima: com as conexões desligadas ele aguenta praticamente um mês de uso.

Com o 3G e o Wi-Fi é possível acessar a loja da Amazon diretamente do aparelho, e realizar compras com um clique, bastando ter o cadastro completo no site. O 3G oferecido é gratuito em todo o mundo, mas a Amazon cobra US$2 a mais em cada livro para cobrir esse custo. O acervo do site é monstruoso, mas os títulos em Português ainda são escassos. Se você lê muito em inglês ou possui muitos arquivos pessoais, o Kindle vale a pena.

Esse leitor possui um navegador experimental, que funciona com outros sites mas requer muita paciência para uso, E-Ink não é recomendado para ações dinâmicas. Entre as funções experimentais também estão a leitura em voz alta dos livros comprados na Amazon e o tocador de áudiolivros e mp3, ambos funcionando a contento, mas exigem alguns atalhos bizarros, já que não possuem botões específicos para cada ação. Você precisa ficar apertando combinações de teclas como Shift e Symbol.


A maior facilidade da plataforma Kindle é a possibilidade de ler o mesmo livro em vários lugares como seu desktop, o leitor, o notebook e smartphones de algumas plataformas. É possível ajustar a fonte em até 8 tamanhos diferentes, escolher entre 3 tipos de espaçamento de linhas e também 3 opções de palavras por linha.

E a leitura é agradável, ele é fácil de segurar, os botões de passagem estão em ótimo local e há opções para marcar páginas e textos e fazer anotações, que ficam armazenadas em um arquivo de texto separado e pode ser lido no computador. As anotações e a página em que você parou são compartilhadas entre as plataformas e há também a opção de compartilhar trechos dos livros pelo Twitter ou Facebook. Também dá para assinar direto no Kindle revistas e jornais gringos e brasileiros, que chegam pela manhã.

Fotos por: Eduardo Rodrigues

A principal desvantagem do Kindle está nos grilhões que o prendem à Amazon. Graças a isso não é possível ler arquivos ePub (conhecido como o padrão do mercado brasileiro e mundial) e seus arquivos AZW só podem ser lidos no Kindle e aplicativos da Amazon para outras plataformas. Dá para ler arquivos variados como PRC, MOBI, TXT e CBZ, mas esqueça PDFs com DRM das livrarias brasileiras como Saraiva e Cultura. Isso deixa o Kindle com a vantagem de ler muitos tipos de arquivos mas com o problema de não ler os principais arquivos brasileiros. Para aliviar, a Amazon converte gratuitamente PDFs e DOCs para AZW e até os entrega gratuitamente no aparelho via Wi-Fi. Como sempre, a leitura de PDFs puros não é a mais indicada. Ele possui 4GB de memória interna, mas não há espaço para cartões.

Confira esse post para conferir modelos e valores sempre atualizados! Link

Veja a resenha em vídeo:

 
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Publicado por em fevereiro 13, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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Resenha Digle Book

Digle Book
diglebook.com.br
R$899
Diferencial: Livros e capas já inclusos
Arquivos: ePub, PDF, HTML, RTF, DOC, MP3, WMA, JPG

O Digle Book vem embalado em uma bela caixa e vem acompanhado de uma caprichada capa de couro com fecho, onde o aparelho fica preso através de ímãs. Ele é pequeno mas não é muito leve, pesa 218 gramas.

Sua interface digital é bem simples, ele não possui menus escondidos e está todo em português. Tudo o que pode ser feito está disponível na home, e as configurações possíveis são todas executadas com no máximo três cliques. Há uma seção para os últimos 10 livros lidos recentemente, uma para músicas, uma para visualizar fotos, uma para configurações e uma dedicada ao guia do usuário. Não é possível ver o conteúdo de dentro do leitor e do cartão de memória ao mesmo tempo, é preciso selecionar a pasta e trocar a forma de armazenamento.

Já os botões são confusos. O teclado alfanumérico físico fica na lateral e não tem muita utilidade; os botões que ficam abaixo da tela servem para dar zoom, retornar à home, avançar a página e rotacionar a tela, com alguns textos em inglês. Nem o pad de navegação central e nem qualquer outra tecla permitiram voltar uma página.

Ele vem com 2GB de memória interna, que abriga aproximadamente 1500 livros. Se quiser mais espaço, ele aceita cartões microSD de até 8GB, mais do que suficiente pra carregar tudo o que você desejar. Para completar, esse leitor traz incluso na memória 181 livros em língua portuguesa, todos de domínio público. Já dá pra se distrair por mais de um ano sem gastar um centavo ou ter que ficar garimpando livros em sites por aí.

Com esse armazenamento também é possível ouvir música no Digle, a bateria aguenta até 10 horas tocando áudio. Ele tem um player dedicado e é possível controlar o volume por botões na lateral, tanto do som interno como externo. Entretanto, a entrada do fone não é a padrão, assim como o Cool-ER, então é preciso adquirir um fone específico ou comprar um adaptador, já que esse não vem na caixa.

Ele lê um grande número de arquivos como ePub, PDF, HTML, RTF, TXT e DOC, mas às vezes podem ocorrer alguns problemas com a diagramação, acentuação ou imagens embutidas. Ele não aceita PDF e ePub com DRM, ou seja, não funciona com os arquivos das principais livrarias.

Sua tela de E-Ink tem bom contraste, o preto é bem aplicado. Ele é bom para ler quadrinhos, mas letras muito pequenas podem ficar prejudicadas com a baixa definição e os 8 tons de cinza disponíveis na tela, então ele pode não ser muito bom para visualizar fotos. Não há especificações sobre seu processamento, apenas é indicado que seu chip é um ARM9, o mesmo utilizado em consoles portáteis de vídeogames.

Na hora da leitura ele tem desempenho médio, foram 7 segundos para abrir um livro em ePub e mais 5 segundos para virar a página. Já no teste com um PDF foram 5 segundos para abrir e 2 segundos para virar a página. É possível marcar páginas e rotacionar a tela, mas não há meio de voltar à pagina anterior através de um único botão. É preciso digitar o número da página anterior com a ajuda do teclado lateral.

Fotos: Eduardo Rodrigues

Em compensação, sua bateria teve boa duração em nossos testes, mesmo dizendo no manual que aguenta menos do que outros modelos. Como ele não possui conexão sem fio, passamos vários dias usando-o e a carga não caiu em mais do que 25%. Uma função inteligente permite escolher precisamente em quanto tempo ele irá se desligar, de 1 a 999 minutos. Dá pra carregar tanto pela porta miniUSB conectada ao computador quanto pela tomada, já que um cabo USB e um plugue específico estão na caixa.

Confiram esse vídeo-resenha que eu fiz:

 
3 Comentários

Publicado por em fevereiro 13, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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