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Podcast Sobre Modelos De eReaders

Podcast Sobre Modelos De eReaders

Nesse podcast do site KindleBlogBR eu participo de uma conversa legal com Paulo Carvalho e May Arend sobre os outros modelos de eReaders que encontramos no mercado, além do Kindle.

É comprido, mas é cheio de dicas para quem está pensando em adquirir um eReader, vale a pena.

O link para a conversa é esse aqui.

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Publicado por em novembro 19, 2011 em livro eletrônico (ebook)

 

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eReader iriver Cover Story

eReader iriver Cover Story

Tela de toque, alta compatibilidade e interface bonita

iriver Cover Story
Preço: R$880
Site: qcstore.com.br

Adoro resenhar eReaders. Sei que eles não são os gadgets mais procurados das listinhas das lojas de eletrônicos, mas acho esses equipamentos muito legais. Já testei todos os aparelhos desse tipo à venda no Brasil, e agora a Qualicable me emprestou mais um modelo que acaba de chegar por aqui.

Esse é o iriver cover story, parente do já resenhado iriver story. Como diferencial ele traz a tela de toque, pronto para concorrer diretamente com o Positivo Alfa, um dos melhores eReaders disponíveis à venda no Brasil.

Design

Ele é uma graça. Não tem como não olhar pra ele sem dizer “aunnnn”. Ele é pequeno e compacto. É mais pesado do que o Positivo Alfa – pesa 282 gramas –, mas não perde em nada para ele. Seu corpo é todo branco e a tela de 6 polegadas de tinta eletrônica é cercada pela moldura de plástico e só possui um botão comprido na lateral.

eReader iriver cover story

Capinha se prende com ímãs no produto

Acima encontramos o botão de menu, de um lado a entrada para a stylus, do outro os botões de volume e embaixo temos o botão de energia, a entrada padrão para fones, um LED de aviso, um microfone e uma tampa que protege a entrada miniUSB – ops – e a entrada para cartões SD. Atrás, uma pequena linha é o alto falante, bem discreto.

Para coroar essa bonita peça temos a capinha de plástico que já vem na caixa. Com uma estampa quadriculada, ela se trata de uma tampa, que se prende ao leitor apenas por ímãs. Quando desligado o aparelho, ela fica protegendo a tela, sem pressionar o único botão na frente. E quando o iriver story estiver em uso ela se encaixa harmoniosamente na traseira, deixando o respiro para o alto falante. É um design bem pensado.

Interface bonita

O cover story segue a linha de bonitos interfaces da marca. A home é linda, com prateleiras segurando livros e as outras funções do aparelho. Um pouco poluída, é verdade, mas logo você se acha nos comandos. Para quem não gostar do visual caseiro, pode trocar para um outro tema, mais moderno.

eReader iriver cover story

Interface bem cuidada

É tudo bem pensado. São menos de três toques para chegar na maioria das configurações e funções. Essas estão dividas em muitos menus, confundindo um pouco, mas são de fácil acesso. Entre elas está a função que define se você é destro ou canhoto, para facilitar a navegação.

Como a tela é de toque, há um único botão comprido na lateral dele. Esse botão tem quatro funções, avançar e voltar a página do livro, voltar à função anterior e a home. Cada uma dessas funções é ativada realizando uma atividade com o botão, como empurrá-lo ou apertá-lo em cima ou embaixo.

Também é possível marcar páginas, consultar o sumário, escolher entre quatro tamanhos de letras e girar a tela em todas as direções possíveis. Você pode ativar o acelerômetro do aparelho e deixar ele fazer essa rotação sozinho, mas isso acaba mais atrapalhando do que ajudando.

eReader iriver cover story

Todos os comandos

Consultei o site da iriver para pesquisar mais sobre as features do aparelho. Achei legal ele vir com WiFi e também com uma área especial para ler e enviar emails. Também lembrei que o iriver story – seu primo – tinha a capacidade de ler arquivos com Adobe DRM, coisa que o cover story não faz.

A falta da conexão sem fio se dá por este ser o modelo simples do cover story, que também possui uma versão com WiFi e o tal programa de emails. Que pena.

Funções de escrita

Não há teclado QWERTY físico como os que encontramos no iriver story ou no Kindle, mas o teclado virtual que há no aparelho é suficiente. Apesar da tela não ser de resposta imediata, o processamento é instantâneo, então mesmo não parecendo, é possível ir escrevendo rápido, que tudo aparece.

eReader iriver cover story

Screenshot da tela

A escrita no teclado serve para fazer buscas pelo livro. Já a stylus tem três funções em um livro: fazer anotações por cima do texto, em um memorando separado ou ajustar o recorte de uma parte da tela, como um screenshot. Essas são boas funções para um leitor de livros digitais, aproximando-os muito de um livro físico, e funcionam muito bem na tela de toque.

Na memória está embutido um dicionário Oxford, apenas em inglês. Para consultar uma palavra, basta manter a caneta ou o dedo pressionada sobre ela, mas essa função não agiu de acordo, pelo menos nos livros em português. Em inglês deu tudo certo.

eReader iriver cover story

Uma stylus ajuda a escrever na tela

Mas mesmo o dicionário sendo apenas em inglês, toda a interface pode ser configurada para funcionar em português, deixando o aparelho totalmente funcional para quem não entende a língua anglo-saxônica. Pena que o teclado virtual é americano, e não tem cedilha.

Essa tela é estranha…

Quem vê pela primeira vez uma tela de tinta eletrônica sempre se surpreende. Como pode parecer tanto com papel? Como pode não ter luz de fundo? A tela de tinta eletrônica funciona com camadas de óleo e tinta junto com componentes eletrônicos. Quando recebem estímulos – as “viradas de página” –  as bolinhas de tinta se viram para cima ou para baixo, expondo ou escondendo sua parte escura, formando letras e imagens. Por isso, não precisa nem de luz por trás para funcionar, ficando muito parecida com uma folha de papel e deixando a leitura mais confortável.

No caso desse aparelho, temos uma tela de 6 polegadas com 8 tons de cinza – alguns chegam a ter 16 tons de cinza – e resolução padrão de 600 X 800 pixels. Mesmo com menos tons de cinza ela possui bom contraste. A tela é lisa e bem brilhante, mas isso não atrapalha muito.

eReader iriver cover story

Pequeno, tela de 6 poledas

E como já falei, essa é uma tela de toque, muito confortável, que funciona tanto com a stylus como com os dedos. O mínimo toque já ativa funções. Basta arrastar o dedo pela página para virá-la, e clicando em seu centro aparece o menu de anotações.

Formatos aceitos

O carro chefe do cover story é o ePub, considerado padrão mundial. Ele lê arquivos bem feitos sem perder qualidade ou formatações. E uma coisa que até hoje eu só vi os leitores da iriver fazerem é a leitura de arquivos da suíte Office de forma nativa, sem precisar de qualquer conversão. Ele aceita arquivos de Excel, Word e Power Point, além de PDF. Como sempre, já aviso: a leitura de PDFs não é a mais ideal em eReaders, mas ele quebra um galho.

Em sites na internet descobri que os aparelhos da iriver podem ler arquivos com Adobe DRM(espécie de proteção contra pirataria, significando que seria possível ler nele os livros digitais vendidos em lojas brasileiras), bastando conectá-lo ao computador com o aplicativo Adobe Digital Editions ligado, mas testei isso no MacOS e no Windows e não consegui, infelizmente.

eReader iriver cover story

Botões de navegação diferentes

Ele também possui uma área específica para ler quadrinhos. Nada mais é do que um visualizador de imagens, mas é legal ter uma parte do leitor onde você pode guardar e consultar seu acervo de HQs. E mangás ficam muito bons nessas telas, pois seus pretos são bem escuros. Ele aceita arquivos JPG, BMP e GIF (e até ZIP).

E para quem curte ouvir uma música temática, é possível ouvir músicas – além de audiobooks – no cover story, em formatos como MP3, WMA e OGG. O som externo é baixinho, mas nos fones a coisa melhora muito, principalmente com o uso do equalizador. É possível ouvir música enquanto lê, confortável. Na hora de fazer a gravação de voz, tudo fica em MP3.

Bateria

Duração de carga de eReader é sempre uma maravilha de anunciar. Graças à tecnologia de tela, com tinta eletrônica, o iriver cover story só gasta bateria quando a página é recarregada, virada, etc. Ou quando estamos escutando música. Dessa forma, se você apenas usar o aparelho para ler, a iriver garante 11 mil viradas de páginas. Ou seja, tomando uma média de 500 páginas por livro, você pode ler 21 títulos antes de precisar passar perto da tomada.

Em stand by ou desligado, sua bateria vai acabando também, mesmo que de forma lenta. Se você escutar música, a autonomia de bateria cai para 30 horas, e se fizer gravação de voz, tem apenas 5 horas para isso. Mas são bons números.

O que vem com ele?

Pra você já começar lendo – se souber ler em Inglês – esse aparelho já vem com 200 títulos clássicos na memória. São autores como William Shakespeare, Sir Arthur Conan Doyle, Rudyard Kipling, Oscar Wilde, Jane Austen, Charles Dickens e outros. Muitos outros, aproximadamente 1500, podem ser colocados também.

Isso é possível graças à memória interna de 2GB e ao peso geralmente leve dos livros digitais. Caso você queira entupí-lo de músicas e PDFs, basta adquirir um cartão de até 32GB e usá-lo na entrada para cartões SD. É muito espaço.

Na caixa feita de material reciclável, tudo é bem minimalista. Além do aparelho e sua capinha, encontramos apenas o cabo de dados e finos manuais de uso. Nem a tomada para o carregador encontramos. Você que carregue o aparelho no computador ou compre um adaptador.

Mas o iPad faz muito mais coisas!

Normalmente, as pessoas caem no erro de compararem eReaders a tablets. Uma comparação injusta, pois perto de uma tablet, o eReader come grama. O que é preciso levar em consideração é que um eReader não tem o intuito de se parecer com uma tablet, pois é um aparelho específico para leitura.

Frescuras como internet e tweets estão presentes em alguns aparelhos, mas o propósito de um eReaders é apenas ler livros, e por isso possui uma tela que prioriza o conforto na leitura e a economia de bateria mas acaba perdendo recursos como a reprodução de vídeos. Quem compra um eReader compra sabendo que está comprando um gadget para desfrutar de uma obra de leitura.

Quem deve comprar

Infelizmente ainda temos uma triste realidade no Brasil em relação a eReaders. Enquanto no exterior encontramos esses simples aparelhos por preços a partir de US$100 – aproximadamente R$160 –, aqui não há um leitor por menos de R$500. E enquanto seus preços não forem mais baixos, é difícil justificar sua compra perante as vistosas tablets, que não só servem para ler livros como também possuem jogos, navegador, processador de texto, etc.

Tramitam projetos no Governo de excluir os impostos desses aparelhos, mas ainda não há boa novidade quanto a isso. Até lá, os leitores de livros digitais, os eReaders, serão praticamente rejeitados pelos brasileiros.

Prós:
• Tela de toque;
• Design caprichado;
• Já vem com 200 livros na memória;

Contras:
• Possui conexão miniUSB, e não microUSB;
• Não aceita arquivos com DRM;
• Não possui WiFi;

 
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Publicado por em outubro 3, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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Resenha eReaders – Conclusão

No fim, eu chego a dois finalistas, que atenderão a públicos diferentes. Se você está empolgado com o mercado de eBooks brasileiros, não se incomoda em pagar caro por arquivos digitais e está adorando toda essa transição, seu aparelho é o Positivo Alfa. Ele tem rede sem fio, tela de toque e suporta arquivos em ePub e PDF, inclusive com o DRM das grandes livrarias. Mas, se o seu foco está em arquivos pessoais, leituras em Inglês e também no bolso, a melhor pedida é o Kindle, aparelho mais barato do mercado e que oferece qualidade e bom desempenho.

Nossa escolha econômica fica com o W860, que não é incrível, mas oferece um bom serviço pelo preço pedido. Não tiro de forma alguma o mérito dos outros aparelhos testados. O iriver tem um belo design e ótimo acabamento, enquanto que o Digle Book já vem com centenas de livros na memória e o Cool-ER oferece simplicidade de uso. É essencial que você  veja qual desses aparelhos melhor se encaixa no seu orçamento, no seu uso e também no seu entendimento dessa nova tecnologia.

Confira esse post para conferir modelos e valores sempre atualizados! Link

Veja também uma resenha completa de todos os aparelhos:

Tabelão

Algumas fotos comparativas

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Publicado por em fevereiro 14, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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eReaders no Brasil: Novidades

No começo do ano ter um eReader no Brasil significava ter que pagar mais mil reais para ter um Kindle em casa ou R$750 para ter um Cool-ER, que não vale esse preço. Ou até mais para conseguir produtos importados. Em apenas 6 meses essa realidade mudou completamente, e hoje temos 6 opções oficiais no Brasil. Vou falar um pouco de cada uma delas agora.

Amazon Kindle (R$550)

Agora na terceira geração, o Kindle traz conexão Wi-Fi além da já conhecida 3G gratuita. Com elas você pode comprar livros em qualquer lugar do mundo e também postar pedaços do livro no Twitter ou no Facebook. O Kindle tem uma tela de 6 polegadas e teclado QWERTY físico. Além de ter entrada para fones, tem alto falante externo. Pena só ter 4GB de memória interna sem possibilidade de expansão.

Para quem é: Se você lê muitos livros em inglês, vai adorar a monstruosa biblioteca disponível na Amazon à distância de um clique. Se só lê livros em português, pode se decepcionar com apenas 5 mil títulos em nossa língua. Ler PDFs em qualquer leitor de 6 polegadas é uma droga, mas o Kindle oferece um serviço de conversão gratuita por email, que transforma o PDF em AZW, o formato nativo do Kindle, permitindo anotações nos livros e outros recursos. Então, se você tem muitos PDFs, pode gostar dele também.


Amazon Kindle DX (R$1.365)

O Kindle DX traz conexão Wi-Fi além da já conhecida 3G gratuita. Com elas você pode comprar livros em qualquer lugar do mundo e também postar pedaços do livro no Twitter ou no Facebook. O Kindle DX tem uma espaçosa tela de 9,7 polegadas (igual à do iPad) e teclado QWERTY físico. Além de ter entrada para fones, tem alto falante externo. Pena só ter 4GB de memória interna sem possibilidade de expansão. E pelo preço oficial no Brasil é quase proibitivo, já que é o preço do iPad mais barato contrabandeado no país.

Para quem é: Se você lê muitos livros em inglês, vai adorar a monstruosa biblioteca disponível na Amazon à distância de um clique. Se só lê livros em português, pode se decepcionar com apenas 5 mil títulos em nossa língua. Ler PDFs em um leitor de 9,7 polegadas é bem mais confortável, sendo esse o principal objetivo do DX.

Cool-ER (R$600)

O Cool-ER é o piorzinho dos aparelhos que eu já testei (nunca peguei no iRiver ou no MIX). Ele é o mais simples, mas sua vantagem está na sua queda de preço. Sua tela tem 6 polegadas, toca mp3, mas a sua entrada de fone não é a padrão, precisa de um conversor (que vem na caixa). Tem entrada para cartão SD de até 4GB, para expansão do 1GB de memória interna. O Cool-ER é levinho, só 178 gramas. Ele lê ePub, rtf, txt e PDF (entre outros), mas esse último é feito de forma péssima.

Para que é: Esse atual valor é próximo ao do Kindle, tornando-o o segundo mais barato. E se você quer ler ePub, esqueça o Kindle, mas o Cool-ER pode ser uma boa opção, mais barata que os outros.

iRiver story (R$1099)

No momento, o iRiver é o eReader mais caro do Brasil. Pagar R$1099 por um aparelho que é parecido com um modelo antigo do Kindle parece loucura. Ainda não pude testá-lo, mas de cara posso falar que ele grava voz, tem teclado QWERTY físico, 2GB de memória interna, expansão de até 32GB com cartão SD e tela de 6 polegadas. Ele lê arquivos ePub, PDF, doc e outros menos famosos

Ele tem alguns diferenciais em relação aos outros. Tem gravador de voz, agenda, leitor de histórias em quadrinhos e visualizador de arquivos Office como doc, xls e ppt. Mas é só, tornando ainda injustificável seu preço sem uma tela de toque ou conexões sem fio.

Para quem é: Pelo preço, vale muito mais a pena investir um pouco mais em um iPad importado, mas se você não gostou do Cool-ER, não quer esperar pela nova leva do Alfa e gostou dessas features a mais do story, essa é sua opção.

Positivo Alfa (R$700)

Uma boa surpresa em nosso mercado esse ano. Ele é bem pequeninho, mas tem a mesma tela de 6 polegadas que o Kindle, com a diferença de ser de toque. Por ser de E-Ink e de toque a tela demora mais para responder. Em compensação ele possui entrada de expansão de memória para cartões micro SD de até 32GB. Ele também tem saída de áudio, mas ela ainda não funciona.

Não há qualquer conexão sem fio, como Wi-Fi e 3G, mas uma versão assim é esperada para o final do ano. O preço é seu único problema, já que está R$150 a mais do que um Kindle. Mas ele lê arquivos em formato ePub e PDF, além de vir com o dicionário Aurélio embutido.

Para quem é: Para quem está acreditando no mercado brasileiro de eBooks, precisa de um aparelho que leia ePub, pode pagar mais caro e gostou de um aparelhinho menor e mais bonitinho. Além de querer prestigiar o mercado nacional.

MIX leitor-d (R$890)

A MIX Tecnologia prometeu um leitor por mais de um ano, e agora ele foi lançado praticamente na surdina. Ele lembra o iRiver story, que lembra o Kindle 2. Por ser pouco divulgado, não há muitas informações sobre ele. O fabricante diz que o aparelho já vem com centenas de livros gratuitos em sua memória, tornando-o interessante para o meio educacional.

Ele não tem qualquer conexão sem fio, mas tem saída de áudio e teclado QWERTY. Ele tem 2GB de memória interna e aceita até 16GB a mais em sua expansão para cartões SD.

Para quem é: Como é mais voltado para o setor educacional, não é uma primeira alternativa para o consumidor normal. Por R$600 você adquire um Cool-ER e por R$700 um Alfa. Se você quer muito um teclado QWERTY e não tem cartão de crédito internacional para comprar um Kindle, aposte nesse.

Listão comparativo

Crédito das fotos: Divulgação e Henrique Ulbrich

 
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Publicado por em setembro 4, 2010 em livro eletrônico (ebook)

 

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21ª Bienal do Livro em São Paulo: impressões

Visitei a Bienal de São Paulo de 2010 em duas ocasiões, no começo e no final. As diferenças existem e recomendo que todos façam o mesmo. Pelo que pude ler em jornais, esse foi um evento muito proveitoso para todos. O público foi de 740 mil pessoas, o que significa que mais pessoas visitaram o evento e mais editoras venderam livros. Nada melhor.

Nos primeiros dias (fui no dia 14, sábado) você pode olhar os livros com mais calma. Para quem é designer, são os dias mais indicados, já que é mais fácil andar pelos corredores, os estoques de novos livros ainda estão completos, é possível observar coleções e estandes mais arrumadinhos…

Os últimos dias (fui no dia 21, com maior público, 110 mil pessoas) são caóticos e exigem paciência. No sábado e no domingo é quando as editoras já estão meio no desespero para vender, e começam a baixar preços. É possível encontrar seu livro preferido com até 50% de desconto, caso da Editora Objetiva. Então para quem quer comprar algum livro, esses são os melhores dias para buscar descontos.

Mas, resumindo, eu considero essa uma feira melhor do que a de 2008 e 2006, com certeza. Mais diversidade, mais programação cultural, mais participação por parte das editoras. Tem quem reclamou de preços mais caros que na internet, mas como eram lançamentos, e a logística é outra, dá pra entender.

Quem foi atrás de livros alternativos se deu bem. Lá tinham sebos e livrarias vendendos livros usados e também muitos desconhecidos com desconto. para crianças, por exemplo, a Bienal é sempre uma boa ideia. Com preços que começam em R$1, não tem criança que não saia de lá com pelo menos um livrinho, uma boa iniciativa.

Quem foi procurando o novo mercado de livros eletrônicos, se decepcionou. A Imprensa Oficial montou o Espaço Digital, onde o público podia mexer com iPads, Kindles DX, dois modelos de Sony Reraders e Cool-ERs. No estande da Positivo um solitário Alfa ficava dentro de uma redoma, ninguém podia mexer. O estande da Submarino tinha vários Cool-ERs para teste (eles fecharam uma parceria com a Gato Sabido).

Mas ninguém realmente estava vendendo os leitores eletrônicos, era só para o público mexer, mesmo. Além disso, ninguém anunciava catálogos de livros digitais no formato ePub. Os poucos estandes que trataram do livro digital estavam anunciando volumes para iPad, que nem é vendido no Brasil ainda.

A Editora A anunciava um livro técnico para iPad e a Editora Globo lançava o primeiro livro infantil interativo brasileiro para iPad, Narizinho. Fora isso, poucos outros se interessaram em mostrar seu mercado nessa área, uma pena.

É provável que na próxima Bienal, em 2012, os livros eletrônicos estejam mais presentes, inclusive porque o iPad já deverá estar sendo vendido oficialmente por aqui. Porém, antes é necessário que os preços dos eReaders E dos eBooks baixem um pouco, ou continuará sendo uma coisa para ricos.

 
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Publicado por em agosto 26, 2010 em eventos, ponto de vista

 

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