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Simplíssimo Livros divulga grade de cursos para o segundo semestre de 2011 e traz novidades

Além do workshop sobre ePub e da palestra de introdução ao mercado do livro digital, a empresa lança mais três novos cursos nas principais cidades brasileiras

A Simplíssimo Livros, uma das principais empresas de produção de livros digitais no Brasil, já ministra cursos na área desde o início de 2010 em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Agora, com a programação reformulada, a empresa adiciona três novos cursos e novas cidades atendidas nesse segundo semestre de 2011.

Atualmente, a Simplíssimo ministrava apenas os cursos “Workshop Como Produzir E-books no Formato ePub” e “Entenda o Livro Digital e seu Mercado”. Agora, até o final do ano, devem ministrar algumas turmas novas com os cursos “Produzindo capas para livros digitais”, “Produzindo e-books em ePub com software livre” e “Curso Avançado de ePub”.

A empresa já treinou profissionais, entre freelances, escritórios e equipes de editoras – Saraiva, Positivo, Cia das Letras, Zahar, Sextante, Rocco, Objetiva, Intrínseca, Paulinas, Mundo Cristão, Artmed, Record, SESC SP, SENAC SP, entre outras. Os workshops de padrão profissional da Simplíssimo são a oportunidade para os profissionais e estudantes do mercado editorial, além de designers e demais interessados, aprofundarem pela prática seus conhecimentos sobre esta nova realidade profissional, o livro digital em formato ePub.

Após treinar mais de 300 pessoas por todo o Brasil, Fernando Tavares, fundador e diretor de operações da Simplíssimo, decidiu montar a grade de um curso avançado sobre o formato ePub. “O curso foi pensado para quem busca mais interatividade, beleza e personalização nos e-books de modo fácil, acessível e imediato. O formato ePub oferece isto. Podemos estar um passo a frente conhecendo o que de melhor este formato tem a oferecer hoje e no futuro imediato.”, explica ele.

Já para aqueles que querem entrar no mercado de livros digitais mas não possuem grande budget em sua empresa, ou é um autor independente, surgiu a ideia de ministrar um curso sobre produção de ePubs utilizando apenas softwares livres.

E como não só de programação vive o produtor de e-books, Stella Dauer, designer e e-book evangelist da Simplíssimo, montou um curso de curtíssima duração apenas para se aprofundar na capas desse produto. “É muito importante salientar que e-books devem ter capas diferentes daquelas encontradas em livros impressos, pois serão vendidos em locais diferentes”, afirma.

Além dos novos cursos, uma outra novidade é a abertura de turmas em outras cidades brasileiras. “Muitas pessoas de Minas Gerais, Brasília e Rio Grande do Sul nos questionavam sobre cursos nas capitais desses estados, então estamos fazendo um teste e conferindo a demanda em outras cidades”, explica Eduardo Melo, diretor da Simplíssimo. Devido a isso, há agora a opção de pré-inscrição em Porto Alegre e Belo Horizonte. Outras cidades podem ser abrangidas ao longo do ano.

Curso Avançado de ePub

Já treinamos mais de 300 profissionais na produção profissional de e-books em ePub – e este número segue aumentando, mês a mês. Fazer e-books em ePub até já está se tornando algo comum! Se você já dominou o “basicão”, chegou a hora de se diferenciar profissionalmente e alçar vôos mais altos com o formato ePub. O Curso Avançado da Simplíssimo irá capacitar você a explorar profundamente os recursos do ePub e também do ePub 3.

Produzindo capas para livros digitais

A capa é um elemento indispensável dos livros impressos. Com os livros digitais, isso não é diferente, a capa continua cumprindo sua função. Aqui na Simplíssimo, porém, nós percebemos que nem sempre a capa de um livro impresso, funciona bem no livro digital.

Trazemos este novo curso, para ajudar os profissionais e interessados a pensar e planejar a capa de livros digitais. Contextualizamos as principais diferenças, peculiaridades e especificações necessárias para você criar capas de alta qualidade para seus e-books.

Produzindo e-books em ePub com software livre

É possível produzir e-books em ePub de alta qualidade, sem precisar recorrer a softwares caros como o InDesign. O novo curso da Simplíssimo mostra um caminho pouco explorado por autores, editoras e designers, na hora de criarem seus e-books. Vamos mostrar a você como usar software livre e open source, para a produção profissional de e-books no formato ePub.

É uma ótima oportunidade para conhecer e usar, na prática, as melhores técnicas e ferramentas disponíveis para produzir e-books. Você recebe um material completo, com 2 CD’s contendo apostila, slides, os softwares usados no curso e outros recursos.

Entenda o Livro Digital e seu Mercado

Com o desenvolvimento do mercado de livros digitais no Brasil, é preciso compreender o que são os e-books, como funciona esse mercado, quais as oportunidades concretas. Como é tudo muito novo, as dúvidas são muitas, e as respostas, difíceis de encontrar. Neste curso abordamos os principais temas que (ainda) afligem quem está pensando em livro digital: como o mercado funciona, quais seus números no mundo e no Brasil, as estratégias adotadas pelas principais empresas do mercado e diversos exemplos de modelos de negócio já aplicados para os livros digitais.

Workshop Como Produzir E-books no Formato ePub

Aulas 100% práticas! O curso tem por objetivo transmitir as melhores técnicas atualmente utilizadas para produção profissional do formato ePub, além de dicas e truques de como otimizar a produção de e-books. O método de trabalho é pratico, típico do laboratório.

Os cursos também são ministrados no formato in company. Datas, locais e mais informações podem ser encontradas no link: http://www.simplissimo.com.br/cursos-treinamentos-livro-digital-e-books/

Sobre a Simplíssimo Livros

A Simplíssimo Livros atua no mercado de livros digitais desde 2010, especializado em produção de ePubs e publicação de autores independentes. Atualmente ministram cursos de especialização na área e trabalham junto às maiores editoras do país.

Sediada em Porto Alegre (RS), a Simplíssimo Livros é uma startup e conta com uma equipe fixa e diversos colaboradores espalhados pelo Brasil para atender à demanda de produção de livros digitais com qualidade e preços justos. Mais informações em www.simplissimo.com.br.

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Publicado por em agosto 12, 2011 em eventos, livro eletrônico (ebook)

 

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Curso: Entenda o Livro Digital

No dia 22 de Junho dei o curso Entenda o Livro Digital juntamente com o Eduardo Melo, sócio da Simplíssimo.

Tivemos participação de mais de 23 pessoas, e passamos um dia inteiro falando sobre todos os aspectos essenciais para que um interessado possa se iniciar no mundo do Livro Digital. Enquanto eu passei a manhã falando sobre os aspectos técnicos, o Eduardo usou a tarde para aprofundar os espectadores na área comercial do Livro Digital, um assunto que muitos traziam dúvidas.

Foi uma ótima experiência, e esperamos reunir mais interessados em breve para realizarmos mais uma vez esse curso.

Compartilho com vocês a apresentação do dia:

 
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Publicado por em junho 25, 2011 em eventos, ponto de vista

 

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Resenha eReaders – Conclusão

No fim, eu chego a dois finalistas, que atenderão a públicos diferentes. Se você está empolgado com o mercado de eBooks brasileiros, não se incomoda em pagar caro por arquivos digitais e está adorando toda essa transição, seu aparelho é o Positivo Alfa. Ele tem rede sem fio, tela de toque e suporta arquivos em ePub e PDF, inclusive com o DRM das grandes livrarias. Mas, se o seu foco está em arquivos pessoais, leituras em Inglês e também no bolso, a melhor pedida é o Kindle, aparelho mais barato do mercado e que oferece qualidade e bom desempenho.

Nossa escolha econômica fica com o W860, que não é incrível, mas oferece um bom serviço pelo preço pedido. Não tiro de forma alguma o mérito dos outros aparelhos testados. O iriver tem um belo design e ótimo acabamento, enquanto que o Digle Book já vem com centenas de livros na memória e o Cool-ER oferece simplicidade de uso. É essencial que você  veja qual desses aparelhos melhor se encaixa no seu orçamento, no seu uso e também no seu entendimento dessa nova tecnologia.

Confira esse post para conferir modelos e valores sempre atualizados! Link

Veja também uma resenha completa de todos os aparelhos:

Tabelão

Algumas fotos comparativas

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Publicado por em fevereiro 14, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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Resenha Positivo Alfa Wi-Fi

Positivo Alfa
livrariacultura.com.br
R$600
Diferencial: Tela de toque, capa inclusa, acelerômetro, dicionário brasileiro, Wi-Fi
Arquivos: ePub (com e sem DRM), PDF (com e sem DRM), TXT e HTML

Ele é um dos leitores eletrônicos mais leves, pesando apenas 194 gramas. Mesmo com a capinha que vem junto e protege o dispositivo ele é diminuto, cabe facilmente na palma da mão aberta, é bem prático segurá-lo.

Seu corpo é preto fosco e sua tela de 6 polegadas ocupa praticamente toda a frente do aparelho. Essa tela é de toque e o papel eletrônico é da empresa SiPix. E mesmo com uma tela com 16 tons de cinza sua ela é bem clarinha, com contraste médio, sem possibilidade de ajustes.


O toque é agradável, não é preciso esmagar o dedo nna tela. Entretanto, pode dar vontade de fazer isso, já que a resposta é um pouco lenta e você fica pensando que nada aconteceu. Para ajudar nisso, um LED azul pisca instantaneamente ao menor toque.

Graças ao papel eletrônico e à tela de toque, as viradas de página podem ficar um pouco mais vagarosas. Arquivos em ePub e PDF levam 2 segundos para virar uma página, nada muito dramático. O teclado para buscas e anotações também é na tela de toque, e mesmo as letras aparecendo uma a uma no visor, a digitação pode ser feita rapidamente pois o Alfa entende e processa tudo corretamente. Ele conta com sistema operacional baseado em Linux e processador de 400MHz.

A interface é paradoxal. Enquanto as configurações são simples e fáceis de lidar, os botões do menu podem levar um tempo para serem compreendidos por serem exclusivamente símbolos.

O Alfa é muito confortável para leitura. É fácil segurá-lo com uma só mão e virar as páginas com a outra, simplesmente passando o dedo de um lado a outro da tela. Como todo bom leitor, ele permite notas e marcas nas páginas e busca no conteúdo. Botões para aumentar as fontes são facilmente acessíveis. Ele lê arquivos ePub, TXT, HTML e PDF (com e sem DRM) de qualquer fonte, mas esse último requer um pouco de paciência.

Há também um dicionário Aurélio embutido, que funciona sem a internet. Basta clicar no ícone de dicionário do menu e clicar sobre a palavra a ser analisada. Em segundos aparece a definição na tela, tudo em português.

Um sensor de movimento faz com que a tela rotacione conforme a posição do aparelho. É prático mas pode incomodar quem lê deitado. Para desligar, basta ativar o economizador de bateria, que desliga essa função. Com uso intenso de Wi-Fi e leitura ele não chegou a 7 dias. Somente lendo ele passa de uma semana com folga.

Agora é possível se conectar facilmente a uma rede sem fio e ter acesso direto a duas lojas de livros, Saraiva e Cultura. O Submarino deve chegar em breve. Através do navegador um pouco tosco embutido também é possível acessar o Google, a Wikipédia e qualquer outro site, se você tiver paciência para isso, já que ele não é feito para uso normal de internet.

Acessar as lojas é fácil, a internet é rapidinha. No caso da Saraiva é preciso ter uma conta AdobeID, que pode ser criada no próprio dispositivo. Tivemos alguns problemas em conseguir sincronizar o leitor do computador com o Alfa, mas deu tudo certo no final. Ah, e ele também desliga o Wi-Fi cada vez que você desligar o navegador ou o leitor, um pouco chato. Os mais de 120 mil eBooks da Cultura podem ser adquiridos de forma tradicional por compra online.

Fotos: Eduardo Rodrigues

Ele tem 2GB de memória interna, mais do que suficiente para 1500 livros. Se você quiser mais, ele tem entrada para cartão microSD de até 16GB. Apesar do Wi-Fi ter sido atualizado, ainda não há novidades sobre o áudio. A entrada disponível já está energizada e já existe um botão físico para controlar essa função, mas não há previsão de quando será inserida. É provável que um update de firmware faça isso em breve.

Confira esse post para conferir modelos e valores sempre atualizados! Link

Confiram esse víde0-resenha que eu fiz:

 
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Publicado por em fevereiro 11, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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eReaders no Brasil: Novidades

No começo do ano ter um eReader no Brasil significava ter que pagar mais mil reais para ter um Kindle em casa ou R$750 para ter um Cool-ER, que não vale esse preço. Ou até mais para conseguir produtos importados. Em apenas 6 meses essa realidade mudou completamente, e hoje temos 6 opções oficiais no Brasil. Vou falar um pouco de cada uma delas agora.

Amazon Kindle (R$550)

Agora na terceira geração, o Kindle traz conexão Wi-Fi além da já conhecida 3G gratuita. Com elas você pode comprar livros em qualquer lugar do mundo e também postar pedaços do livro no Twitter ou no Facebook. O Kindle tem uma tela de 6 polegadas e teclado QWERTY físico. Além de ter entrada para fones, tem alto falante externo. Pena só ter 4GB de memória interna sem possibilidade de expansão.

Para quem é: Se você lê muitos livros em inglês, vai adorar a monstruosa biblioteca disponível na Amazon à distância de um clique. Se só lê livros em português, pode se decepcionar com apenas 5 mil títulos em nossa língua. Ler PDFs em qualquer leitor de 6 polegadas é uma droga, mas o Kindle oferece um serviço de conversão gratuita por email, que transforma o PDF em AZW, o formato nativo do Kindle, permitindo anotações nos livros e outros recursos. Então, se você tem muitos PDFs, pode gostar dele também.


Amazon Kindle DX (R$1.365)

O Kindle DX traz conexão Wi-Fi além da já conhecida 3G gratuita. Com elas você pode comprar livros em qualquer lugar do mundo e também postar pedaços do livro no Twitter ou no Facebook. O Kindle DX tem uma espaçosa tela de 9,7 polegadas (igual à do iPad) e teclado QWERTY físico. Além de ter entrada para fones, tem alto falante externo. Pena só ter 4GB de memória interna sem possibilidade de expansão. E pelo preço oficial no Brasil é quase proibitivo, já que é o preço do iPad mais barato contrabandeado no país.

Para quem é: Se você lê muitos livros em inglês, vai adorar a monstruosa biblioteca disponível na Amazon à distância de um clique. Se só lê livros em português, pode se decepcionar com apenas 5 mil títulos em nossa língua. Ler PDFs em um leitor de 9,7 polegadas é bem mais confortável, sendo esse o principal objetivo do DX.

Cool-ER (R$600)

O Cool-ER é o piorzinho dos aparelhos que eu já testei (nunca peguei no iRiver ou no MIX). Ele é o mais simples, mas sua vantagem está na sua queda de preço. Sua tela tem 6 polegadas, toca mp3, mas a sua entrada de fone não é a padrão, precisa de um conversor (que vem na caixa). Tem entrada para cartão SD de até 4GB, para expansão do 1GB de memória interna. O Cool-ER é levinho, só 178 gramas. Ele lê ePub, rtf, txt e PDF (entre outros), mas esse último é feito de forma péssima.

Para que é: Esse atual valor é próximo ao do Kindle, tornando-o o segundo mais barato. E se você quer ler ePub, esqueça o Kindle, mas o Cool-ER pode ser uma boa opção, mais barata que os outros.

iRiver story (R$1099)

No momento, o iRiver é o eReader mais caro do Brasil. Pagar R$1099 por um aparelho que é parecido com um modelo antigo do Kindle parece loucura. Ainda não pude testá-lo, mas de cara posso falar que ele grava voz, tem teclado QWERTY físico, 2GB de memória interna, expansão de até 32GB com cartão SD e tela de 6 polegadas. Ele lê arquivos ePub, PDF, doc e outros menos famosos

Ele tem alguns diferenciais em relação aos outros. Tem gravador de voz, agenda, leitor de histórias em quadrinhos e visualizador de arquivos Office como doc, xls e ppt. Mas é só, tornando ainda injustificável seu preço sem uma tela de toque ou conexões sem fio.

Para quem é: Pelo preço, vale muito mais a pena investir um pouco mais em um iPad importado, mas se você não gostou do Cool-ER, não quer esperar pela nova leva do Alfa e gostou dessas features a mais do story, essa é sua opção.

Positivo Alfa (R$700)

Uma boa surpresa em nosso mercado esse ano. Ele é bem pequeninho, mas tem a mesma tela de 6 polegadas que o Kindle, com a diferença de ser de toque. Por ser de E-Ink e de toque a tela demora mais para responder. Em compensação ele possui entrada de expansão de memória para cartões micro SD de até 32GB. Ele também tem saída de áudio, mas ela ainda não funciona.

Não há qualquer conexão sem fio, como Wi-Fi e 3G, mas uma versão assim é esperada para o final do ano. O preço é seu único problema, já que está R$150 a mais do que um Kindle. Mas ele lê arquivos em formato ePub e PDF, além de vir com o dicionário Aurélio embutido.

Para quem é: Para quem está acreditando no mercado brasileiro de eBooks, precisa de um aparelho que leia ePub, pode pagar mais caro e gostou de um aparelhinho menor e mais bonitinho. Além de querer prestigiar o mercado nacional.

MIX leitor-d (R$890)

A MIX Tecnologia prometeu um leitor por mais de um ano, e agora ele foi lançado praticamente na surdina. Ele lembra o iRiver story, que lembra o Kindle 2. Por ser pouco divulgado, não há muitas informações sobre ele. O fabricante diz que o aparelho já vem com centenas de livros gratuitos em sua memória, tornando-o interessante para o meio educacional.

Ele não tem qualquer conexão sem fio, mas tem saída de áudio e teclado QWERTY. Ele tem 2GB de memória interna e aceita até 16GB a mais em sua expansão para cartões SD.

Para quem é: Como é mais voltado para o setor educacional, não é uma primeira alternativa para o consumidor normal. Por R$600 você adquire um Cool-ER e por R$700 um Alfa. Se você quer muito um teclado QWERTY e não tem cartão de crédito internacional para comprar um Kindle, aposte nesse.

Listão comparativo

Crédito das fotos: Divulgação e Henrique Ulbrich

 
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Publicado por em setembro 4, 2010 em livro eletrônico (ebook)

 

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Positivo Alfa: ainda há esperança!

Nessa Bienal do Livro eu cobri os leitores de livros eletrônicos que estiveram presentes na feira, e tive a oportunidade de brincar um pouco com o Positivo Alfa. Confesso que antes de vê-lo trinha preconceito, achava que não era grandes coisa e que o Kindle dava de 10 a zero nele.

Porém, 5 minutos com ele na mão bastam para uma paixão quase que instantânea. Seu pequeno tamanho e a tela de toque fazem dele um ótimo concorrente para o Kindle.

Para começar, ele tem tela de toque de 6 polegadas (mesmo tamanho que a do Kindle) e peso de apenas 240 gramas. Além do Kindle não ter tela de toque, ele é maior que o Alfa justamente por possuir um teclado físico em sua carcaça. No Alfa o teclado virtual QWERTY funcionou a contento, já esperando pela velocidade mais baixa da tela de E-Ink.

Fora isso, ele tem alguns botôes físicos também. Você pode virar a página do livro por eles, ativar o menu, etc. Quando você gira o Alfa, a tela gira com ele, facilitando a leitura de PDFs, por exemplo. Ele vem acompanhado de uma capinha, mas não pude vê-la.

Seu menu é bem simples, ele tem poucas configurações e funções. Foi difícil encontrar a biblioteca de livros, eu ficava entrando sempre no que estava sendo lido, mas creio que isso seja apenas a falta de uso e costume. Pelo menu é possível fazer anotações no livro, marcar páginas, escolher trechos, etc.

Como era de se esperar de um leitor brasileiro, ele suporta abertamente livros nos formatos ePub. Seus principais vendedores serão a Saraiva e a Cultura, mas qualquer editora que forneça livros no formato ePub poderá se aproveitar desse aparelhinho.

Ele também lê arquivos em PDF, mas se você não quer se estressar, não recomendo isso nem para quem tem Kindle. PDFs sem conversão não são uma boa ideia para aparelhos com telas desse tamanho (para isso, adquira um Kindle DX ou um iPad).

No que ele ainda não ganha do Kindle: Se você lê em inglês, o tamanho da biblioteca digital da Amazon é monstruosamente maior do que qualquer uma brasileira. Além disso, é fácil converter arquivos em PDF e doc para a leitura no Kindle. E se você gosta de conectividade, o Alfa não vem com 3G e nem com Wi-Fi (o Kindle tem os dois). Para os mais minuciosos, a tela do Kindle é melhor e mais nítida do que a do Alfa.

E a saída de som do Alfa existe, mas ainda não funciona, enquanto que já é possível escutar áudio no Kindle. E, logicamente, trazer um Kindle oficialmente para o Brasil custa R$550, enquanto que o Alfa custa R$700.

Mas são vantagens passageiras, já que a Positivo prometeu o Wi-Fi e o som até o final do ano e é bem provável que o valor do Alfa caia um pouco no Natal ou no começo do ano que vem.

Segundo a Positivo, o objetivo do Alfa é abalar o mercado editorial eletrônico no Brasil. Como bem vimos no artigo que publiquei dois dias atrás, realmente esse mercado está precisando disso. E espero que a Positivo consiga seu objetivo. Para isso, acho apenas que ela precisa baixar o preço do Alfa para menos de R$500. Quando fizer isso, o resto começa a caminhar sozinho.

Obs.: Por favor, não tente comparar o Kindle e o Alfa com o iPad. Essa é uma comparação injusta e equivocada, já que são aparelhos de “espécies” e usos diferentes.

 
 

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Porque eBooks e eReaders ainda não vingaram no Brasil (e porque podem vingar)

No meio onde eu trabalho, cercada de notícias e debates sobre tecnologia, um dos assuntos mais correntes é o do livro eletrônico no Brasil.

Eu estive na Bienal do Livro desse ano e o que vi sobre livros eletrônicos foi ínfimo. As editoras não só têm medo desse nicho como também não estão investindo nele. E, apesar da presença forte de vários aparelhos para leitura de livros eletrônicos (eReaders), era difícil encontrar um lugar em que eles estivesse à venda, e não só para teste (e alguns nem isso).

Também foi possível notar que pouquíssimos estandes anunciavam lançamentos de eBooks. E mais: os eBooks lançamentos eram o iPad, que ainda nem é vendido no Brasil. Os livros em ePub, disponíveis para os leitores vendidos aqui, nem eram citados.

Ou seja, as editoras estão investindo diretamente no iPad, passando por cima de Alfa, iRiver e Kindle, e não estão dando qualquer atenção para os livros digitais mais simples.

E aí caímos em mais um grave problema: vocês já viram quanto custa um eBook aqui no Brasil? Como exemplo, posso citar um livro que eu adquiri esses dias. “O Andar do bêbado”, de Leonard Mlodinow, está por R$20 na Fnac. Com o frete, paguei R$22. O mesmo livro, mesma edição, nada de diferente a não ser o caso de ser um livro digital faz com que o preço fique mais de 25% mais alto, incluindo o frete! Você paga R$28 por um livro eletrônico que sequer é lançamento!

Infelizmente, com esses preços, o comércio de livros eletrônicos não vai pra frente. Já basta ter que pagar no mínimo R$700 para ter um leitor compatível com ePub, ainda vai pagar mais caro por um arquivo que, se formos pensar, nem ocupa espaço físico no mundo real. E que, ainda por cima, demanda menor trabalho de produção.

É pura especulação em cima de produtos digitais. Só porque é digital, fica mais caro, esse é o pensamento no Brasil. Mas isso no caso do valor final, lógico, porque o preço pago ao designer que faz esses livros eletrônicos é bem menor do que o pago para um designer gráfico, afinal “já tá tudo lá, é so mudar”.

Então por enquanto, com esses preços assombrosos, apenas a pequena parte financeiramente melhor atendida e os curiosos investirão no mercado do livro digital. E isso trará para as editoras o retorno de que livro digital no Barsil não vale a pena, ao invés de pensarem em abaixar um pouco os preços dos leitores e dos livros.

Porém, depois disso, alguns anos depois que o livro eletrônico esttiver mais popular lá fora, irá se popularizar aqui também. Quando os chineses trouxerem leitores barainhos para serem vendidos em camelôs, também ficará mais fácil. E, obviamente, a pirataria de livros da qual as editoras e lojas tanto reclamam, vai continuar a todo vapor, impulsionando as vendas dos livros mais caros.

Quando o leitor eletrônico aqui custar R$500 ou menos, e os livros digitais custarem R$10 ou menos, o mercado deslancha. Esteja preparado e modernizado para isso, daqui a uns 3 anos.

 
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Publicado por em agosto 28, 2010 em ponto de vista

 

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