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eReader iriver Cover Story

eReader iriver Cover Story

Tela de toque, alta compatibilidade e interface bonita

iriver Cover Story
Preço: R$880
Site: qcstore.com.br

Adoro resenhar eReaders. Sei que eles não são os gadgets mais procurados das listinhas das lojas de eletrônicos, mas acho esses equipamentos muito legais. Já testei todos os aparelhos desse tipo à venda no Brasil, e agora a Qualicable me emprestou mais um modelo que acaba de chegar por aqui.

Esse é o iriver cover story, parente do já resenhado iriver story. Como diferencial ele traz a tela de toque, pronto para concorrer diretamente com o Positivo Alfa, um dos melhores eReaders disponíveis à venda no Brasil.

Design

Ele é uma graça. Não tem como não olhar pra ele sem dizer “aunnnn”. Ele é pequeno e compacto. É mais pesado do que o Positivo Alfa – pesa 282 gramas –, mas não perde em nada para ele. Seu corpo é todo branco e a tela de 6 polegadas de tinta eletrônica é cercada pela moldura de plástico e só possui um botão comprido na lateral.

eReader iriver cover story

Capinha se prende com ímãs no produto

Acima encontramos o botão de menu, de um lado a entrada para a stylus, do outro os botões de volume e embaixo temos o botão de energia, a entrada padrão para fones, um LED de aviso, um microfone e uma tampa que protege a entrada miniUSB – ops – e a entrada para cartões SD. Atrás, uma pequena linha é o alto falante, bem discreto.

Para coroar essa bonita peça temos a capinha de plástico que já vem na caixa. Com uma estampa quadriculada, ela se trata de uma tampa, que se prende ao leitor apenas por ímãs. Quando desligado o aparelho, ela fica protegendo a tela, sem pressionar o único botão na frente. E quando o iriver story estiver em uso ela se encaixa harmoniosamente na traseira, deixando o respiro para o alto falante. É um design bem pensado.

Interface bonita

O cover story segue a linha de bonitos interfaces da marca. A home é linda, com prateleiras segurando livros e as outras funções do aparelho. Um pouco poluída, é verdade, mas logo você se acha nos comandos. Para quem não gostar do visual caseiro, pode trocar para um outro tema, mais moderno.

eReader iriver cover story

Interface bem cuidada

É tudo bem pensado. São menos de três toques para chegar na maioria das configurações e funções. Essas estão dividas em muitos menus, confundindo um pouco, mas são de fácil acesso. Entre elas está a função que define se você é destro ou canhoto, para facilitar a navegação.

Como a tela é de toque, há um único botão comprido na lateral dele. Esse botão tem quatro funções, avançar e voltar a página do livro, voltar à função anterior e a home. Cada uma dessas funções é ativada realizando uma atividade com o botão, como empurrá-lo ou apertá-lo em cima ou embaixo.

Também é possível marcar páginas, consultar o sumário, escolher entre quatro tamanhos de letras e girar a tela em todas as direções possíveis. Você pode ativar o acelerômetro do aparelho e deixar ele fazer essa rotação sozinho, mas isso acaba mais atrapalhando do que ajudando.

eReader iriver cover story

Todos os comandos

Consultei o site da iriver para pesquisar mais sobre as features do aparelho. Achei legal ele vir com WiFi e também com uma área especial para ler e enviar emails. Também lembrei que o iriver story – seu primo – tinha a capacidade de ler arquivos com Adobe DRM, coisa que o cover story não faz.

A falta da conexão sem fio se dá por este ser o modelo simples do cover story, que também possui uma versão com WiFi e o tal programa de emails. Que pena.

Funções de escrita

Não há teclado QWERTY físico como os que encontramos no iriver story ou no Kindle, mas o teclado virtual que há no aparelho é suficiente. Apesar da tela não ser de resposta imediata, o processamento é instantâneo, então mesmo não parecendo, é possível ir escrevendo rápido, que tudo aparece.

eReader iriver cover story

Screenshot da tela

A escrita no teclado serve para fazer buscas pelo livro. Já a stylus tem três funções em um livro: fazer anotações por cima do texto, em um memorando separado ou ajustar o recorte de uma parte da tela, como um screenshot. Essas são boas funções para um leitor de livros digitais, aproximando-os muito de um livro físico, e funcionam muito bem na tela de toque.

Na memória está embutido um dicionário Oxford, apenas em inglês. Para consultar uma palavra, basta manter a caneta ou o dedo pressionada sobre ela, mas essa função não agiu de acordo, pelo menos nos livros em português. Em inglês deu tudo certo.

eReader iriver cover story

Uma stylus ajuda a escrever na tela

Mas mesmo o dicionário sendo apenas em inglês, toda a interface pode ser configurada para funcionar em português, deixando o aparelho totalmente funcional para quem não entende a língua anglo-saxônica. Pena que o teclado virtual é americano, e não tem cedilha.

Essa tela é estranha…

Quem vê pela primeira vez uma tela de tinta eletrônica sempre se surpreende. Como pode parecer tanto com papel? Como pode não ter luz de fundo? A tela de tinta eletrônica funciona com camadas de óleo e tinta junto com componentes eletrônicos. Quando recebem estímulos – as “viradas de página” –  as bolinhas de tinta se viram para cima ou para baixo, expondo ou escondendo sua parte escura, formando letras e imagens. Por isso, não precisa nem de luz por trás para funcionar, ficando muito parecida com uma folha de papel e deixando a leitura mais confortável.

No caso desse aparelho, temos uma tela de 6 polegadas com 8 tons de cinza – alguns chegam a ter 16 tons de cinza – e resolução padrão de 600 X 800 pixels. Mesmo com menos tons de cinza ela possui bom contraste. A tela é lisa e bem brilhante, mas isso não atrapalha muito.

eReader iriver cover story

Pequeno, tela de 6 poledas

E como já falei, essa é uma tela de toque, muito confortável, que funciona tanto com a stylus como com os dedos. O mínimo toque já ativa funções. Basta arrastar o dedo pela página para virá-la, e clicando em seu centro aparece o menu de anotações.

Formatos aceitos

O carro chefe do cover story é o ePub, considerado padrão mundial. Ele lê arquivos bem feitos sem perder qualidade ou formatações. E uma coisa que até hoje eu só vi os leitores da iriver fazerem é a leitura de arquivos da suíte Office de forma nativa, sem precisar de qualquer conversão. Ele aceita arquivos de Excel, Word e Power Point, além de PDF. Como sempre, já aviso: a leitura de PDFs não é a mais ideal em eReaders, mas ele quebra um galho.

Em sites na internet descobri que os aparelhos da iriver podem ler arquivos com Adobe DRM(espécie de proteção contra pirataria, significando que seria possível ler nele os livros digitais vendidos em lojas brasileiras), bastando conectá-lo ao computador com o aplicativo Adobe Digital Editions ligado, mas testei isso no MacOS e no Windows e não consegui, infelizmente.

eReader iriver cover story

Botões de navegação diferentes

Ele também possui uma área específica para ler quadrinhos. Nada mais é do que um visualizador de imagens, mas é legal ter uma parte do leitor onde você pode guardar e consultar seu acervo de HQs. E mangás ficam muito bons nessas telas, pois seus pretos são bem escuros. Ele aceita arquivos JPG, BMP e GIF (e até ZIP).

E para quem curte ouvir uma música temática, é possível ouvir músicas – além de audiobooks – no cover story, em formatos como MP3, WMA e OGG. O som externo é baixinho, mas nos fones a coisa melhora muito, principalmente com o uso do equalizador. É possível ouvir música enquanto lê, confortável. Na hora de fazer a gravação de voz, tudo fica em MP3.

Bateria

Duração de carga de eReader é sempre uma maravilha de anunciar. Graças à tecnologia de tela, com tinta eletrônica, o iriver cover story só gasta bateria quando a página é recarregada, virada, etc. Ou quando estamos escutando música. Dessa forma, se você apenas usar o aparelho para ler, a iriver garante 11 mil viradas de páginas. Ou seja, tomando uma média de 500 páginas por livro, você pode ler 21 títulos antes de precisar passar perto da tomada.

Em stand by ou desligado, sua bateria vai acabando também, mesmo que de forma lenta. Se você escutar música, a autonomia de bateria cai para 30 horas, e se fizer gravação de voz, tem apenas 5 horas para isso. Mas são bons números.

O que vem com ele?

Pra você já começar lendo – se souber ler em Inglês – esse aparelho já vem com 200 títulos clássicos na memória. São autores como William Shakespeare, Sir Arthur Conan Doyle, Rudyard Kipling, Oscar Wilde, Jane Austen, Charles Dickens e outros. Muitos outros, aproximadamente 1500, podem ser colocados também.

Isso é possível graças à memória interna de 2GB e ao peso geralmente leve dos livros digitais. Caso você queira entupí-lo de músicas e PDFs, basta adquirir um cartão de até 32GB e usá-lo na entrada para cartões SD. É muito espaço.

Na caixa feita de material reciclável, tudo é bem minimalista. Além do aparelho e sua capinha, encontramos apenas o cabo de dados e finos manuais de uso. Nem a tomada para o carregador encontramos. Você que carregue o aparelho no computador ou compre um adaptador.

Mas o iPad faz muito mais coisas!

Normalmente, as pessoas caem no erro de compararem eReaders a tablets. Uma comparação injusta, pois perto de uma tablet, o eReader come grama. O que é preciso levar em consideração é que um eReader não tem o intuito de se parecer com uma tablet, pois é um aparelho específico para leitura.

Frescuras como internet e tweets estão presentes em alguns aparelhos, mas o propósito de um eReaders é apenas ler livros, e por isso possui uma tela que prioriza o conforto na leitura e a economia de bateria mas acaba perdendo recursos como a reprodução de vídeos. Quem compra um eReader compra sabendo que está comprando um gadget para desfrutar de uma obra de leitura.

Quem deve comprar

Infelizmente ainda temos uma triste realidade no Brasil em relação a eReaders. Enquanto no exterior encontramos esses simples aparelhos por preços a partir de US$100 – aproximadamente R$160 –, aqui não há um leitor por menos de R$500. E enquanto seus preços não forem mais baixos, é difícil justificar sua compra perante as vistosas tablets, que não só servem para ler livros como também possuem jogos, navegador, processador de texto, etc.

Tramitam projetos no Governo de excluir os impostos desses aparelhos, mas ainda não há boa novidade quanto a isso. Até lá, os leitores de livros digitais, os eReaders, serão praticamente rejeitados pelos brasileiros.

Prós:
• Tela de toque;
• Design caprichado;
• Já vem com 200 livros na memória;

Contras:
• Possui conexão miniUSB, e não microUSB;
• Não aceita arquivos com DRM;
• Não possui WiFi;

 
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Publicado por em outubro 3, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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Resenha eReaders – Conclusão

No fim, eu chego a dois finalistas, que atenderão a públicos diferentes. Se você está empolgado com o mercado de eBooks brasileiros, não se incomoda em pagar caro por arquivos digitais e está adorando toda essa transição, seu aparelho é o Positivo Alfa. Ele tem rede sem fio, tela de toque e suporta arquivos em ePub e PDF, inclusive com o DRM das grandes livrarias. Mas, se o seu foco está em arquivos pessoais, leituras em Inglês e também no bolso, a melhor pedida é o Kindle, aparelho mais barato do mercado e que oferece qualidade e bom desempenho.

Nossa escolha econômica fica com o W860, que não é incrível, mas oferece um bom serviço pelo preço pedido. Não tiro de forma alguma o mérito dos outros aparelhos testados. O iriver tem um belo design e ótimo acabamento, enquanto que o Digle Book já vem com centenas de livros na memória e o Cool-ER oferece simplicidade de uso. É essencial que você  veja qual desses aparelhos melhor se encaixa no seu orçamento, no seu uso e também no seu entendimento dessa nova tecnologia.

Confira esse post para conferir modelos e valores sempre atualizados! Link

Veja também uma resenha completa de todos os aparelhos:

Tabelão

Algumas fotos comparativas

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Publicado por em fevereiro 14, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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Resenha W860

W860
maniavirtual.com.br
R$400
Diferencial: Capa protetora e fones de ouvido inclusos
Arquivos: ePub, PDF (sem DRM), MOBI, HTML, TXT, RTF, PRC, JPG, BMP, PNG, GIF, MP3 e WMA

O W860 é, junto com o Digle Book, uma aposta de importadoras e lojas brasileiras no mercado de livros eletrônicos. E esse modelo aqui não decepciona: tiramos ele da caixa já com uma boa capinha protetora. Além dela, encontramos também um fone de ouvido, cabo USB e carregador.

Seu design é simples e sóbrio. Ele não é lindo, mas seus detalhes o deixam sério, preto e fosco. Ele possui em sua face botões de toque (que parecem de apertar na primeira impressão) com controle de volume, para virar páginas, home, controle de música, zoom e retorno. Embaixo ficam a saída para fone, porta miniUSB, entrada para cartão, botão de energia e o reset. Ele é o mais leve dos testes, pesa apenas 189 gramas!

O menu é simples, todo em português, dá pra executar uma função ou modificar alguma configuração com poucos cliques. Entretanto, o botão home (representado por uma casinha) tem função atrapalhada, clicar nele não significa que você irá retornar ao menu principal do aparelho, e sim abrir o menu do livro ou outras funções diferentes.

Na hora da leitura estranhamos um pouco o fato dos botões para passar a página só serem encontrados de um dos lados, obrigando o leitor a usar as duas mãos ou obrigatoriamente a mão direita. No resto ele se saiu bem, com uma virada de página em arquivo ePub durando 3 segundos e 6 segundos para abrir o livro. No PDF foram 5 segundos para abrir e 2,5 segundos para virar uma página.

É possível inserir marcadores de página nos arquivos, mas não se pode inserir qualquer anotação ou grifo no texto. Mas, se você não colocar o marcador de páginas, ele não se lembrará do local onde você parou a leitura de um livro, uma função essencial em um eReader. É possível escolher ler em até 8 fontes diferentes.

Ele não lê arquivos ePub e PDF com DRM, então ele não vai funcionar com a maioria dos livros vendidos em grandes livrarias. Porém, ele reconhece arquivos em MOBI, HTML, TXT, RTF e PRC, além de JPG, BMP, PNG, GIF, MP3 e WMA. Ás vezes podem ocorrer alguns problemas de acentuação, mas é possível que sejam devidos à conversão de arquivos.

A tela tem bom contraste, mas quando viramos uma página ou selecionamos uma imagem diferente, a marca da página ou imagem anterior fica na seguinte por um tempo maior do que o esperado. Ele tem apenas 8 tons de cinza na composição da tela, então fotos podem ficar com baixa definição. Porém, é indicado para quadrinhos como mangá, já que a transição de páginas em JPG é rápida.

Ele tem 2GB de memória interna e aceita cartões no padrão SD com capacidade para até 8GB. Ele roda sob sistema Linux e seu chipset é o STMP3780, um processador utilizado em tocadores multimídia, mas não encontramos informações sobre sua potência.

O som externo dele é um pouco baixo, pois só há uma pequena saída de som na traseira. Para tocar áudio sem atrapalhar ninguém o W860 já vem com um par de fones que não também não é dos mais altos, mas dá pra ouvir música ou um audiolivro em local quieto sem problemas. Há uma área dedicada para a música, onde é possível ver artista, álbum e nome da canção, mas navegar pelo tocador é um pouco confuso.

Fotos: Eduardo Rodrigues

Sua bateria tem duração média. Ouvindo música os palitinhos que indicavam a carga caíram rapidamente, e na leitura de livros ele aguentou mais de uma semana de uso intenso. Uma coisa estranha que notamos foi que, no desligamento automático, ele manteve a página que deixamos, então pensamos que ele tinha travado, e não desligado. Seu preço o torna competitivo em relação ao Alfa e ao Cool-ER. Embora não tenha nenhuma conexão sem fio ou outras funções como o Kindle, ele cumpre seu uso com competência e bom custo benefício.

Confira esse post para conferir modelos e valores sempre atualizados! Link

Confiram esse vídeo-resenha que eu fiz:

 
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Publicado por em fevereiro 13, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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Resenha Amazon Kindle 3

Amazon Kindle 3
amazon.com
R$490 (Wi-Fi) R$645 (Wi-Fi e 3G)
Diferencial: Conexões Wi-Fi e 3G, teclado QWERTY
Arquivos: AZW, JPG, TXT, PRC, MOBI, PDF (sem DRM), CBZ, MP3

Esse é o queridinho dos entusiastas da literatura digital. Foi o primeiro a fazer sucesso mundial e um dos primeiros leitores a chegar oficialmente no Brasil. A sua terceira geração tem design bem acabado e caprichado. O corpo pode ser em plástico branco (versão com 3G e Wi-Fi) ou preto (versão com Wi-Fi), os botões são confortáveis e há um teclado QWERTY físico. Seu processador de 532MHz e o sistema operacional baseado em Linux o deixam bem veloz.

Ele é pequeno e leve, 221 gramas. Sua traseira é emborrachada e ele possui entrada padrão para fone, microUSB e um microfone, apesar de não haver uso para ele ainda. Sua tela tem ótimo contraste, as letras são bem definidas e o fundo é bem claro, tudo graças aos 16 tons de cinza e à nova tecnologia de E-Ink, conhecida como Pearl. O Kindle tem a virada mais rápida de página dos nossos testes, apenas 0,7 segundos! A duração da bateria também é ótima: com as conexões desligadas ele aguenta praticamente um mês de uso.

Com o 3G e o Wi-Fi é possível acessar a loja da Amazon diretamente do aparelho, e realizar compras com um clique, bastando ter o cadastro completo no site. O 3G oferecido é gratuito em todo o mundo, mas a Amazon cobra US$2 a mais em cada livro para cobrir esse custo. O acervo do site é monstruoso, mas os títulos em Português ainda são escassos. Se você lê muito em inglês ou possui muitos arquivos pessoais, o Kindle vale a pena.

Esse leitor possui um navegador experimental, que funciona com outros sites mas requer muita paciência para uso, E-Ink não é recomendado para ações dinâmicas. Entre as funções experimentais também estão a leitura em voz alta dos livros comprados na Amazon e o tocador de áudiolivros e mp3, ambos funcionando a contento, mas exigem alguns atalhos bizarros, já que não possuem botões específicos para cada ação. Você precisa ficar apertando combinações de teclas como Shift e Symbol.


A maior facilidade da plataforma Kindle é a possibilidade de ler o mesmo livro em vários lugares como seu desktop, o leitor, o notebook e smartphones de algumas plataformas. É possível ajustar a fonte em até 8 tamanhos diferentes, escolher entre 3 tipos de espaçamento de linhas e também 3 opções de palavras por linha.

E a leitura é agradável, ele é fácil de segurar, os botões de passagem estão em ótimo local e há opções para marcar páginas e textos e fazer anotações, que ficam armazenadas em um arquivo de texto separado e pode ser lido no computador. As anotações e a página em que você parou são compartilhadas entre as plataformas e há também a opção de compartilhar trechos dos livros pelo Twitter ou Facebook. Também dá para assinar direto no Kindle revistas e jornais gringos e brasileiros, que chegam pela manhã.

Fotos por: Eduardo Rodrigues

A principal desvantagem do Kindle está nos grilhões que o prendem à Amazon. Graças a isso não é possível ler arquivos ePub (conhecido como o padrão do mercado brasileiro e mundial) e seus arquivos AZW só podem ser lidos no Kindle e aplicativos da Amazon para outras plataformas. Dá para ler arquivos variados como PRC, MOBI, TXT e CBZ, mas esqueça PDFs com DRM das livrarias brasileiras como Saraiva e Cultura. Isso deixa o Kindle com a vantagem de ler muitos tipos de arquivos mas com o problema de não ler os principais arquivos brasileiros. Para aliviar, a Amazon converte gratuitamente PDFs e DOCs para AZW e até os entrega gratuitamente no aparelho via Wi-Fi. Como sempre, a leitura de PDFs puros não é a mais indicada. Ele possui 4GB de memória interna, mas não há espaço para cartões.

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Veja a resenha em vídeo:

 
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Publicado por em fevereiro 13, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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Resenha Digle Book

Digle Book
diglebook.com.br
R$899
Diferencial: Livros e capas já inclusos
Arquivos: ePub, PDF, HTML, RTF, DOC, MP3, WMA, JPG

O Digle Book vem embalado em uma bela caixa e vem acompanhado de uma caprichada capa de couro com fecho, onde o aparelho fica preso através de ímãs. Ele é pequeno mas não é muito leve, pesa 218 gramas.

Sua interface digital é bem simples, ele não possui menus escondidos e está todo em português. Tudo o que pode ser feito está disponível na home, e as configurações possíveis são todas executadas com no máximo três cliques. Há uma seção para os últimos 10 livros lidos recentemente, uma para músicas, uma para visualizar fotos, uma para configurações e uma dedicada ao guia do usuário. Não é possível ver o conteúdo de dentro do leitor e do cartão de memória ao mesmo tempo, é preciso selecionar a pasta e trocar a forma de armazenamento.

Já os botões são confusos. O teclado alfanumérico físico fica na lateral e não tem muita utilidade; os botões que ficam abaixo da tela servem para dar zoom, retornar à home, avançar a página e rotacionar a tela, com alguns textos em inglês. Nem o pad de navegação central e nem qualquer outra tecla permitiram voltar uma página.

Ele vem com 2GB de memória interna, que abriga aproximadamente 1500 livros. Se quiser mais espaço, ele aceita cartões microSD de até 8GB, mais do que suficiente pra carregar tudo o que você desejar. Para completar, esse leitor traz incluso na memória 181 livros em língua portuguesa, todos de domínio público. Já dá pra se distrair por mais de um ano sem gastar um centavo ou ter que ficar garimpando livros em sites por aí.

Com esse armazenamento também é possível ouvir música no Digle, a bateria aguenta até 10 horas tocando áudio. Ele tem um player dedicado e é possível controlar o volume por botões na lateral, tanto do som interno como externo. Entretanto, a entrada do fone não é a padrão, assim como o Cool-ER, então é preciso adquirir um fone específico ou comprar um adaptador, já que esse não vem na caixa.

Ele lê um grande número de arquivos como ePub, PDF, HTML, RTF, TXT e DOC, mas às vezes podem ocorrer alguns problemas com a diagramação, acentuação ou imagens embutidas. Ele não aceita PDF e ePub com DRM, ou seja, não funciona com os arquivos das principais livrarias.

Sua tela de E-Ink tem bom contraste, o preto é bem aplicado. Ele é bom para ler quadrinhos, mas letras muito pequenas podem ficar prejudicadas com a baixa definição e os 8 tons de cinza disponíveis na tela, então ele pode não ser muito bom para visualizar fotos. Não há especificações sobre seu processamento, apenas é indicado que seu chip é um ARM9, o mesmo utilizado em consoles portáteis de vídeogames.

Na hora da leitura ele tem desempenho médio, foram 7 segundos para abrir um livro em ePub e mais 5 segundos para virar a página. Já no teste com um PDF foram 5 segundos para abrir e 2 segundos para virar a página. É possível marcar páginas e rotacionar a tela, mas não há meio de voltar à pagina anterior através de um único botão. É preciso digitar o número da página anterior com a ajuda do teclado lateral.

Fotos: Eduardo Rodrigues

Em compensação, sua bateria teve boa duração em nossos testes, mesmo dizendo no manual que aguenta menos do que outros modelos. Como ele não possui conexão sem fio, passamos vários dias usando-o e a carga não caiu em mais do que 25%. Uma função inteligente permite escolher precisamente em quanto tempo ele irá se desligar, de 1 a 999 minutos. Dá pra carregar tanto pela porta miniUSB conectada ao computador quanto pela tomada, já que um cabo USB e um plugue específico estão na caixa.

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Publicado por em fevereiro 13, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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Resenha Positivo Alfa Wi-Fi

Positivo Alfa
livrariacultura.com.br
R$600
Diferencial: Tela de toque, capa inclusa, acelerômetro, dicionário brasileiro, Wi-Fi
Arquivos: ePub (com e sem DRM), PDF (com e sem DRM), TXT e HTML

Ele é um dos leitores eletrônicos mais leves, pesando apenas 194 gramas. Mesmo com a capinha que vem junto e protege o dispositivo ele é diminuto, cabe facilmente na palma da mão aberta, é bem prático segurá-lo.

Seu corpo é preto fosco e sua tela de 6 polegadas ocupa praticamente toda a frente do aparelho. Essa tela é de toque e o papel eletrônico é da empresa SiPix. E mesmo com uma tela com 16 tons de cinza sua ela é bem clarinha, com contraste médio, sem possibilidade de ajustes.


O toque é agradável, não é preciso esmagar o dedo nna tela. Entretanto, pode dar vontade de fazer isso, já que a resposta é um pouco lenta e você fica pensando que nada aconteceu. Para ajudar nisso, um LED azul pisca instantaneamente ao menor toque.

Graças ao papel eletrônico e à tela de toque, as viradas de página podem ficar um pouco mais vagarosas. Arquivos em ePub e PDF levam 2 segundos para virar uma página, nada muito dramático. O teclado para buscas e anotações também é na tela de toque, e mesmo as letras aparecendo uma a uma no visor, a digitação pode ser feita rapidamente pois o Alfa entende e processa tudo corretamente. Ele conta com sistema operacional baseado em Linux e processador de 400MHz.

A interface é paradoxal. Enquanto as configurações são simples e fáceis de lidar, os botões do menu podem levar um tempo para serem compreendidos por serem exclusivamente símbolos.

O Alfa é muito confortável para leitura. É fácil segurá-lo com uma só mão e virar as páginas com a outra, simplesmente passando o dedo de um lado a outro da tela. Como todo bom leitor, ele permite notas e marcas nas páginas e busca no conteúdo. Botões para aumentar as fontes são facilmente acessíveis. Ele lê arquivos ePub, TXT, HTML e PDF (com e sem DRM) de qualquer fonte, mas esse último requer um pouco de paciência.

Há também um dicionário Aurélio embutido, que funciona sem a internet. Basta clicar no ícone de dicionário do menu e clicar sobre a palavra a ser analisada. Em segundos aparece a definição na tela, tudo em português.

Um sensor de movimento faz com que a tela rotacione conforme a posição do aparelho. É prático mas pode incomodar quem lê deitado. Para desligar, basta ativar o economizador de bateria, que desliga essa função. Com uso intenso de Wi-Fi e leitura ele não chegou a 7 dias. Somente lendo ele passa de uma semana com folga.

Agora é possível se conectar facilmente a uma rede sem fio e ter acesso direto a duas lojas de livros, Saraiva e Cultura. O Submarino deve chegar em breve. Através do navegador um pouco tosco embutido também é possível acessar o Google, a Wikipédia e qualquer outro site, se você tiver paciência para isso, já que ele não é feito para uso normal de internet.

Acessar as lojas é fácil, a internet é rapidinha. No caso da Saraiva é preciso ter uma conta AdobeID, que pode ser criada no próprio dispositivo. Tivemos alguns problemas em conseguir sincronizar o leitor do computador com o Alfa, mas deu tudo certo no final. Ah, e ele também desliga o Wi-Fi cada vez que você desligar o navegador ou o leitor, um pouco chato. Os mais de 120 mil eBooks da Cultura podem ser adquiridos de forma tradicional por compra online.

Fotos: Eduardo Rodrigues

Ele tem 2GB de memória interna, mais do que suficiente para 1500 livros. Se você quiser mais, ele tem entrada para cartão microSD de até 16GB. Apesar do Wi-Fi ter sido atualizado, ainda não há novidades sobre o áudio. A entrada disponível já está energizada e já existe um botão físico para controlar essa função, mas não há previsão de quando será inserida. É provável que um update de firmware faça isso em breve.

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Resenha iriver story

iriver story
livrariasaraiva.com.br
R$800
Diferencial: Design, gravação de voz, leitura de arquivos Office
Arquivos: JPG, PPT, PPTX, PDF (com e sem DRM), ePub (com e sem DRM), DOC, DOCX, CBZ, TXT, MP3

O mínimo que podemos dizer do iriver story é que ele surpreendeu. Esperávamos receber uma cópia do Kindle 2, mas descobrimos que ele é um aparelho muito mais bonito que a segunda geração do leitor da Amazon.

Olhando de perto vemos um aparelho mais caprichado, com teclado QWERTY físico espaçoso e teclas quadradas e bonitas. Os botões para virar a página parecem fora do lugar, mas logo entendemos que eles servem para quem lê o livro com as duas mãos ao mesmo tempo.

Seu acabamento é em plástico branco fosco, e além do teclado e dos botões ele também possui, na parte de baixo, uma entrada padrão para fones, um microfone, saída miniUSB e a entrada para cartões SD, esses dois últimos cobertos por uma tampinha. Ele também é pesadinho, 289 gramas, mas tem um bom processador de 533MHz e roda em Linux.

Por dentro a beleza também não foi esquecida. É simplesmente uma das mais belas interfaces que já vimos em um leitor eletrônico. O bom design visual acaba prejudicando a usabilidade, as fontes escolhidas ficaram muito pequenas e dificultam a leitura.

O menu é bem desenhado e projetado, quem consegue enxergá-lo passeia tranquilo pelas categorias e funções, tudo em português. As categorias são automaticamente marcadas em livros, quadrinhos, documentos pessoais, marcadores e cartão SD, bem prático.

Nossos cronômetros cravaram 2,5 segundos para a transição tanto de ePubs como PDFs. Isso não é tão devagar a ponto de você perder as estribeiras. Fotos de câmeras digitais em resolução muito alta ele poderá não ler, já que sua tela tem apenas 8 tons de cinza e resolução de 800 X 600 pixels.

O story possui botões dedicados a mídia no teclado físico. Ele reproduz áudio para o fone com plugue padrão e também externamente, com caixinhas que dão pro gasto. E falando em áudio ele vem com microfone que permite gravar notas em MP3 que podem ser posteriormente transferidas para o PC. Entre outras funções incomuns estão uma agenda e também uma área exclusiva para escrever memorandos, que podem ser salvos no formato TXT.

Ele possui uma memória interna de 2GB, suficiente para 1500 livros, e vem com 221 já na memória, todos em Inglês. Mas se você quer mais espaço para músicas e audiobooks é possivel colocar um cartão SD de até 32GB. E ainda se quiser já sair lendo livros, o story vem com 200 livros gratuitos em sua memória, a maior parte em Inglês.

Para leitura ele é agradável. O contraste da tela de E-Ink não é muito forte, mas outras funções suas o tornam prático. Sua bateria, por exemplo, é a que mais dura entre os leitores disponíveis no Brasil. Dá pra usar intensamente por mais de uma semana sem se preocupar com tomada. Ele tem também no teclado um exclusivo botão pra girar a tela.

É também na hora da leitura que está sua maior vantagem. Ele aceita uma grande variedade de formatos, como PDF (com e sem DRM), ePub (com e sem DRM), DOC, XLS, PPT, CBZ, TXT, MP3. É isso mesmo, dá pra visualizar nativamente arquivos da suíte Office, mesmo que com certa dificuldade e vagarosidade. BMP, GIF e JPG também são aceitos.

No PDF ele não faz feio. Os arquivos que possuem texto reconhecível ficam com leitura melhor quando ativamos o recurso Refluxo, que tira as frescuras como fundos e bordas, deixando apenas o texto, que também pode ser aumentado. Entretanto, o zoom é extremamente lerdo.

Fotos: Eduardo Rodrigues

A falta de Wi-Fi pode ser uma desvantagem para quem procura um leitor conectado. Entretanto, para quem quer um leitor eletrônico apenas para leitura, isso não deve ser um problema. Uma outra desvantagen do iriver story é seu preço médio de mercado, sempre muito acima dos concorrentes disponíveis no Brasil.

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Confiram esse víde0-resenha que eu fiz:

 
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Publicado por em fevereiro 10, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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