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Podcast Sobre Modelos De eReaders

Podcast Sobre Modelos De eReaders

Nesse podcast do site KindleBlogBR eu participo de uma conversa legal com Paulo Carvalho e May Arend sobre os outros modelos de eReaders que encontramos no mercado, além do Kindle.

É comprido, mas é cheio de dicas para quem está pensando em adquirir um eReader, vale a pena.

O link para a conversa é esse aqui.

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Publicado por em novembro 19, 2011 em livro eletrônico (ebook)

 

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Porque eBooks e eReaders ainda não vingaram no Brasil (e porque podem vingar)

No meio onde eu trabalho, cercada de notícias e debates sobre tecnologia, um dos assuntos mais correntes é o do livro eletrônico no Brasil.

Eu estive na Bienal do Livro desse ano e o que vi sobre livros eletrônicos foi ínfimo. As editoras não só têm medo desse nicho como também não estão investindo nele. E, apesar da presença forte de vários aparelhos para leitura de livros eletrônicos (eReaders), era difícil encontrar um lugar em que eles estivesse à venda, e não só para teste (e alguns nem isso).

Também foi possível notar que pouquíssimos estandes anunciavam lançamentos de eBooks. E mais: os eBooks lançamentos eram o iPad, que ainda nem é vendido no Brasil. Os livros em ePub, disponíveis para os leitores vendidos aqui, nem eram citados.

Ou seja, as editoras estão investindo diretamente no iPad, passando por cima de Alfa, iRiver e Kindle, e não estão dando qualquer atenção para os livros digitais mais simples.

E aí caímos em mais um grave problema: vocês já viram quanto custa um eBook aqui no Brasil? Como exemplo, posso citar um livro que eu adquiri esses dias. “O Andar do bêbado”, de Leonard Mlodinow, está por R$20 na Fnac. Com o frete, paguei R$22. O mesmo livro, mesma edição, nada de diferente a não ser o caso de ser um livro digital faz com que o preço fique mais de 25% mais alto, incluindo o frete! Você paga R$28 por um livro eletrônico que sequer é lançamento!

Infelizmente, com esses preços, o comércio de livros eletrônicos não vai pra frente. Já basta ter que pagar no mínimo R$700 para ter um leitor compatível com ePub, ainda vai pagar mais caro por um arquivo que, se formos pensar, nem ocupa espaço físico no mundo real. E que, ainda por cima, demanda menor trabalho de produção.

É pura especulação em cima de produtos digitais. Só porque é digital, fica mais caro, esse é o pensamento no Brasil. Mas isso no caso do valor final, lógico, porque o preço pago ao designer que faz esses livros eletrônicos é bem menor do que o pago para um designer gráfico, afinal “já tá tudo lá, é so mudar”.

Então por enquanto, com esses preços assombrosos, apenas a pequena parte financeiramente melhor atendida e os curiosos investirão no mercado do livro digital. E isso trará para as editoras o retorno de que livro digital no Barsil não vale a pena, ao invés de pensarem em abaixar um pouco os preços dos leitores e dos livros.

Porém, depois disso, alguns anos depois que o livro eletrônico esttiver mais popular lá fora, irá se popularizar aqui também. Quando os chineses trouxerem leitores barainhos para serem vendidos em camelôs, também ficará mais fácil. E, obviamente, a pirataria de livros da qual as editoras e lojas tanto reclamam, vai continuar a todo vapor, impulsionando as vendas dos livros mais caros.

Quando o leitor eletrônico aqui custar R$500 ou menos, e os livros digitais custarem R$10 ou menos, o mercado deslancha. Esteja preparado e modernizado para isso, daqui a uns 3 anos.

 
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Publicado por em agosto 28, 2010 em ponto de vista

 

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21ª Bienal do Livro em São Paulo: impressões

Visitei a Bienal de São Paulo de 2010 em duas ocasiões, no começo e no final. As diferenças existem e recomendo que todos façam o mesmo. Pelo que pude ler em jornais, esse foi um evento muito proveitoso para todos. O público foi de 740 mil pessoas, o que significa que mais pessoas visitaram o evento e mais editoras venderam livros. Nada melhor.

Nos primeiros dias (fui no dia 14, sábado) você pode olhar os livros com mais calma. Para quem é designer, são os dias mais indicados, já que é mais fácil andar pelos corredores, os estoques de novos livros ainda estão completos, é possível observar coleções e estandes mais arrumadinhos…

Os últimos dias (fui no dia 21, com maior público, 110 mil pessoas) são caóticos e exigem paciência. No sábado e no domingo é quando as editoras já estão meio no desespero para vender, e começam a baixar preços. É possível encontrar seu livro preferido com até 50% de desconto, caso da Editora Objetiva. Então para quem quer comprar algum livro, esses são os melhores dias para buscar descontos.

Mas, resumindo, eu considero essa uma feira melhor do que a de 2008 e 2006, com certeza. Mais diversidade, mais programação cultural, mais participação por parte das editoras. Tem quem reclamou de preços mais caros que na internet, mas como eram lançamentos, e a logística é outra, dá pra entender.

Quem foi atrás de livros alternativos se deu bem. Lá tinham sebos e livrarias vendendos livros usados e também muitos desconhecidos com desconto. para crianças, por exemplo, a Bienal é sempre uma boa ideia. Com preços que começam em R$1, não tem criança que não saia de lá com pelo menos um livrinho, uma boa iniciativa.

Quem foi procurando o novo mercado de livros eletrônicos, se decepcionou. A Imprensa Oficial montou o Espaço Digital, onde o público podia mexer com iPads, Kindles DX, dois modelos de Sony Reraders e Cool-ERs. No estande da Positivo um solitário Alfa ficava dentro de uma redoma, ninguém podia mexer. O estande da Submarino tinha vários Cool-ERs para teste (eles fecharam uma parceria com a Gato Sabido).

Mas ninguém realmente estava vendendo os leitores eletrônicos, era só para o público mexer, mesmo. Além disso, ninguém anunciava catálogos de livros digitais no formato ePub. Os poucos estandes que trataram do livro digital estavam anunciando volumes para iPad, que nem é vendido no Brasil ainda.

A Editora A anunciava um livro técnico para iPad e a Editora Globo lançava o primeiro livro infantil interativo brasileiro para iPad, Narizinho. Fora isso, poucos outros se interessaram em mostrar seu mercado nessa área, uma pena.

É provável que na próxima Bienal, em 2012, os livros eletrônicos estejam mais presentes, inclusive porque o iPad já deverá estar sendo vendido oficialmente por aqui. Porém, antes é necessário que os preços dos eReaders E dos eBooks baixem um pouco, ou continuará sendo uma coisa para ricos.

 
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Publicado por em agosto 26, 2010 em eventos, ponto de vista

 

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Leitores eletrônicos no Brasil: Kindle X Cool-ER

Recentemente adquiri um Kindle para estudos e uso pessoal, e também tive a oportunidade de testar o Cool-ER, eReader da Gato Sabido. Confira minhas considerações e fique à vontade para fazer perguntas e comentários.

No final do ano passado Jeff Bezos, CEO da gigante do comércio eletrônico Amazon, anunciou que seu leitor de eBook Kindle seria vendido para fora dos Estados Unidos, incluindo o Brasil. O famoso Kindle enche os olhos à primeira vista. Visual clean, leve, tela agradável aos olhos, livros à distância de um clique com conexão sem fio em quase qualquer lugar do mundo, alto falantes externos, leitura em voz alta de livros, acesso à internet, dicionário integrado, um extenso acervo e o atendimento de uma das mais bem sucedidas empresas domando.

Com tantas vantagens e elogios derramados ao Kindle, fica difícil para um produto com menos investimento e com menos holofotes ganhar uma briga. Porém o Cool-ER, eBook reader trazido ao Brasil pela editora Gato Sabido, traz suas vantagens que podem acabar convencendo o consumidor brasileiro.

A primeira delas é o seu preço. Enquanto temos de desembolsar aproximadamente 1000 reais para adquirir um Kindle, esse preço cai para 750 reais quando falamos do Cool-ER (ATUALIZADO: agora trazer o Kindle para o Brasil custa em torno de R$550. Ou seja, agora o Kindle é o eReader melhor e mais barato). E se você não domina o Inglês, o Cool-ER traz mais um motivo para ser a sua escolha, já que possui um acervo de 850 títulos em Português, versus 600 na Amazon. Entretanto, ambas ainda estão recheadas de livros pouco famosos, obrigando o leitor a dar um incentivo para o mercado alternativo.

Ainda sobre o Português, o menu do Cool-ER é totalmente em nossa língua pátria, apesar de ser muito tosco e mal acabado. O Kindle é exportado para o mundo, mas não se preocupou em nos fornecer um software para nosso idioma.

Além disso, por não possuir qualquer tipo de conexão sem fio, o Cool-ER tem uma duração de bateria muito maior do que a do Kindle, que sob uso pesado  da sua rede Whispernet pode durar apenas um dia, contra uma semana bem lida no Cool-ER. Mas, com o 3G desligado (já que não dá para usá-lo com muita coisa) o Kindle pode durar também mais de uma semana sem recarga. O tamanho do Cool-ER é menor assim como seu peso de 175 gramas contra 290 gramas do Kindle.

Ouvir música também pode ser mais cômodo no Cool-ER, que possui um tocador próprio e entrada para cartão SD com expansão de até 4GB, enquanto que o Kindle toca músicas e áudiobooks em caráter experimental por meio de atalhos de teclado e não permite a expansão dos seus 2GB de memória, um volume pequeno para quem quer carregar música e livros, concorrendo com seu alto falante externo e a possibilidade de leitura de livros em voz alta. Mas prepare-se: o Cool-ER não possui entrada padrão para fones, precisando de um adaptador (incluso) para funcionar.

Na hora da leitura, sua função principal, podemos dizer que eles empatam. Para ler textos normais a definição e a nitidez dos dois aparelhos foi satisfatória. Ambos possuem também o aumento de fontes para os mais ceguinhos, consultam a tabela de conteúdo e marcam sua página. Falando em página, o leitor da gato Sabido chega a demorar mais de 2 segundos para virar uma página, enquanto o Kindle virou praticamente todas que testei em menos de um segundo.

Mas as vantagens acabam por aí. Em todos os outros campos, o Kindle arrebenta sem concorrentes. Nele é possível assinar revistas internacionais e jornais brasileiros que são entregues automaticamente toda manhã, prontos para serem degustados com o café. O pequeno browser, ainda em testes, é muito pobre e feio, mas quebra o galho para acessar seu email, mesmo que demasiado lerdo, gratuitamente pela rede da Amazon.

Nos dois é possível alocar documentos pessoais, transferidos pelo cabo USB conectado ao computador. Como extra, a Amazon envia arquivos por email direto ao Kindle, mas aí você terá de pagar uma taxa de US$ 0,99 por megabyte enviado.

Ambos aceitam nativamente o formato PDF, mas o Kindle adapta o documento de forma muito melhor em sua tela. E caso queira fazer anotações no texto, basta converter o PDF para o formato .azw, nativo do Kindle. Para fazer isso, basta enviar o arquivo para um email específico da Amazon, que retorna seu livro em instantes, já convertido.

Você pode ver suas fotos nos dois leitores, mas a escala de cinza de 16 tons do Kindle (o dobro do Cool-ER) faz uma boa diferença. Isso vale também caso você seja fã de histórias em quadrinhos ou mangás, que ficam bem melhores no Kindle. E apenas o Kindle se preocupou em acrescentar o zoom para essas imagens, tornando a leitura de gibis quase impossível no Cool-ER.

O Kindle vem com um pequeno teclado físico, por isso é maior. Não é o mais confortável dos teclados, mas atende bem às necessidades de buscas e anotações em livros. Já o teclado para buscas do Cool-ER é sofrível, aparecendo pequeno no meio da tela e precisando do botão direcional para escrever, muito demorado.

A diferença entre os softwares é gritante. O Kindle pode não ser totalmente fácil de navegar, mas para ativarmos algumas funções no Cool-ER é preciso clicar mais de dez vezes nos botões. Quando desligamos o Kindle, ele volta no exato livro e página em que estávamos. Mas cuidado com o Cool-ER: se esquecer de marcar sua página vai ter de procurar por ela quando ligar o aparelho e perceber que voltou ao menu inicial. Ah, e só o Kindle permite escrever comentários no meio do livro, e os guarda em um arquivo separado e catalogado depois.

Enquanto podemos acessar a loja da Amazon de qualquer lugar que possua rede celular, os livros à venda para o Cool-ER só são encontrados no site da Gato Sabido, já que a editora brasileira limou a conexão sem fio que vinha no modelo internacional. Além disso, é preciso ficar de olho nos preços: alguns livros internacionais são mais caros na Gato Sabido do que na Amazon, mesmo esta cobrando em dólares.

No visual e na pegada, quem leva a melhor também é o Kindle. Mesmo não estando disponível nas 8 cores do Cool-ER sua cara branquinha confere-lhe ar limpo. Seus muitos botões só facilitam a leitura e a navegação pelos serviços e acervo. Já o Cool-ER peca ao possuir um botão direcional duro que só na frente e alguns ao lado que só se descobre sua funções na tentativa e erro. O botão que leva direto ao tocador de áudio é a única vantagem.

O Software

O Kindle para o PC possui um menu fácil para aumentar o tamanho da fonte, enquanto que o Adobe Digital Editions (ADE) faz isso de forma mais desajeitada, mas faz. O fundo preto do ADE faz com que ele torne a leitura mais agradável, enquanto que o Kindle parece apenas um visualizador de páginas. Além disso, a função de anotação e grifo tão útil nos eBooks só é encontrada no software da Adobe, sendo que a do Kindle só visualiza as feitas no aparelho.

Adobe Digital Editions

Kindle para Mac

Entretanto, o software do Kindle está intrinsecamente ligado ao Kindle e também a outros aparelhos como o iPhone e iPod touch. Todos esses aparelhos são sincronizados com sua conta na Amazon, e você pode ler seus livros comprados em até 6 lugares diferentes.

Conclusão – Com qual eu fico?

A decisão de qual deles você vai adquirir é muito pessoal. Basta ler nossa análise e pensar qual deles é o ideal para você. Se você não quer uma avalanche de serviços e complexidades que a Amazon e o Kindle oferecem, fique com o Cool-ER. Se você gosta de gadgets de última linha, gosta de ter os aparelhos mais populares e ama a conectividade em qualquer lugar, já sabe: seu aparelho é o Kindle.

Vale lembrar que esses leitores podem ser considerados “pobres” em recursos quando comparados a netbooks, tablete e até a celulares, justamente pelo seu conceito. Um eBook reader serve principal e essencialmente para o ato de ler livros. Não adianta ficar pedindo por um tocador de música melhor, um navegador decente e outros recursos mirabolantes, pois isso não vai aparecer ainda. E quando aparecer, ele não será mais chamado de eBook reader.

Tabelão – Kindle X Cool-ER

Extra – O que é um eBook reader?

O falatório é gigante, mas afinal de contas qual é a diferença de um eBook reader para um computador ou um celular? A principal diferença está na tela desse aparelho, feita com a tecnologia de tinta eletrônica, ou E-Ink. Essa tecnologia trabalha com tinta de verdade que é manipulada por cargas elétricas, dando assim a sensação de que você está lendo em papel de verdade e tornando a leitura muito confortável e prazerosa, quase substituindo um livro. Sua leitura é ótima até mesmo debaixo do sol e precisa de iluminação externa no escuro, já que poucos modelos possuem luz de fundo. Não dá dor de cabeça como as telas de computador e celulares em geral.

Galeria de fotos

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fotos por: Stella Dauer
 
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Publicado por em abril 25, 2010 em livro eletrônico (ebook)

 

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