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Resenha iriver story

iriver story
livrariasaraiva.com.br
R$800
Diferencial: Design, gravação de voz, leitura de arquivos Office
Arquivos: JPG, PPT, PPTX, PDF (com e sem DRM), ePub (com e sem DRM), DOC, DOCX, CBZ, TXT, MP3

O mínimo que podemos dizer do iriver story é que ele surpreendeu. Esperávamos receber uma cópia do Kindle 2, mas descobrimos que ele é um aparelho muito mais bonito que a segunda geração do leitor da Amazon.

Olhando de perto vemos um aparelho mais caprichado, com teclado QWERTY físico espaçoso e teclas quadradas e bonitas. Os botões para virar a página parecem fora do lugar, mas logo entendemos que eles servem para quem lê o livro com as duas mãos ao mesmo tempo.

Seu acabamento é em plástico branco fosco, e além do teclado e dos botões ele também possui, na parte de baixo, uma entrada padrão para fones, um microfone, saída miniUSB e a entrada para cartões SD, esses dois últimos cobertos por uma tampinha. Ele também é pesadinho, 289 gramas, mas tem um bom processador de 533MHz e roda em Linux.

Por dentro a beleza também não foi esquecida. É simplesmente uma das mais belas interfaces que já vimos em um leitor eletrônico. O bom design visual acaba prejudicando a usabilidade, as fontes escolhidas ficaram muito pequenas e dificultam a leitura.

O menu é bem desenhado e projetado, quem consegue enxergá-lo passeia tranquilo pelas categorias e funções, tudo em português. As categorias são automaticamente marcadas em livros, quadrinhos, documentos pessoais, marcadores e cartão SD, bem prático.

Nossos cronômetros cravaram 2,5 segundos para a transição tanto de ePubs como PDFs. Isso não é tão devagar a ponto de você perder as estribeiras. Fotos de câmeras digitais em resolução muito alta ele poderá não ler, já que sua tela tem apenas 8 tons de cinza e resolução de 800 X 600 pixels.

O story possui botões dedicados a mídia no teclado físico. Ele reproduz áudio para o fone com plugue padrão e também externamente, com caixinhas que dão pro gasto. E falando em áudio ele vem com microfone que permite gravar notas em MP3 que podem ser posteriormente transferidas para o PC. Entre outras funções incomuns estão uma agenda e também uma área exclusiva para escrever memorandos, que podem ser salvos no formato TXT.

Ele possui uma memória interna de 2GB, suficiente para 1500 livros, e vem com 221 já na memória, todos em Inglês. Mas se você quer mais espaço para músicas e audiobooks é possivel colocar um cartão SD de até 32GB. E ainda se quiser já sair lendo livros, o story vem com 200 livros gratuitos em sua memória, a maior parte em Inglês.

Para leitura ele é agradável. O contraste da tela de E-Ink não é muito forte, mas outras funções suas o tornam prático. Sua bateria, por exemplo, é a que mais dura entre os leitores disponíveis no Brasil. Dá pra usar intensamente por mais de uma semana sem se preocupar com tomada. Ele tem também no teclado um exclusivo botão pra girar a tela.

É também na hora da leitura que está sua maior vantagem. Ele aceita uma grande variedade de formatos, como PDF (com e sem DRM), ePub (com e sem DRM), DOC, XLS, PPT, CBZ, TXT, MP3. É isso mesmo, dá pra visualizar nativamente arquivos da suíte Office, mesmo que com certa dificuldade e vagarosidade. BMP, GIF e JPG também são aceitos.

No PDF ele não faz feio. Os arquivos que possuem texto reconhecível ficam com leitura melhor quando ativamos o recurso Refluxo, que tira as frescuras como fundos e bordas, deixando apenas o texto, que também pode ser aumentado. Entretanto, o zoom é extremamente lerdo.

Fotos: Eduardo Rodrigues

A falta de Wi-Fi pode ser uma desvantagem para quem procura um leitor conectado. Entretanto, para quem quer um leitor eletrônico apenas para leitura, isso não deve ser um problema. Uma outra desvantagen do iriver story é seu preço médio de mercado, sempre muito acima dos concorrentes disponíveis no Brasil.

Confira esse post para conferir modelos e valores sempre atualizados! Link

Confiram esse víde0-resenha que eu fiz:

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Publicado por em fevereiro 10, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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21ª Bienal do Livro em São Paulo: impressões

Visitei a Bienal de São Paulo de 2010 em duas ocasiões, no começo e no final. As diferenças existem e recomendo que todos façam o mesmo. Pelo que pude ler em jornais, esse foi um evento muito proveitoso para todos. O público foi de 740 mil pessoas, o que significa que mais pessoas visitaram o evento e mais editoras venderam livros. Nada melhor.

Nos primeiros dias (fui no dia 14, sábado) você pode olhar os livros com mais calma. Para quem é designer, são os dias mais indicados, já que é mais fácil andar pelos corredores, os estoques de novos livros ainda estão completos, é possível observar coleções e estandes mais arrumadinhos…

Os últimos dias (fui no dia 21, com maior público, 110 mil pessoas) são caóticos e exigem paciência. No sábado e no domingo é quando as editoras já estão meio no desespero para vender, e começam a baixar preços. É possível encontrar seu livro preferido com até 50% de desconto, caso da Editora Objetiva. Então para quem quer comprar algum livro, esses são os melhores dias para buscar descontos.

Mas, resumindo, eu considero essa uma feira melhor do que a de 2008 e 2006, com certeza. Mais diversidade, mais programação cultural, mais participação por parte das editoras. Tem quem reclamou de preços mais caros que na internet, mas como eram lançamentos, e a logística é outra, dá pra entender.

Quem foi atrás de livros alternativos se deu bem. Lá tinham sebos e livrarias vendendos livros usados e também muitos desconhecidos com desconto. para crianças, por exemplo, a Bienal é sempre uma boa ideia. Com preços que começam em R$1, não tem criança que não saia de lá com pelo menos um livrinho, uma boa iniciativa.

Quem foi procurando o novo mercado de livros eletrônicos, se decepcionou. A Imprensa Oficial montou o Espaço Digital, onde o público podia mexer com iPads, Kindles DX, dois modelos de Sony Reraders e Cool-ERs. No estande da Positivo um solitário Alfa ficava dentro de uma redoma, ninguém podia mexer. O estande da Submarino tinha vários Cool-ERs para teste (eles fecharam uma parceria com a Gato Sabido).

Mas ninguém realmente estava vendendo os leitores eletrônicos, era só para o público mexer, mesmo. Além disso, ninguém anunciava catálogos de livros digitais no formato ePub. Os poucos estandes que trataram do livro digital estavam anunciando volumes para iPad, que nem é vendido no Brasil ainda.

A Editora A anunciava um livro técnico para iPad e a Editora Globo lançava o primeiro livro infantil interativo brasileiro para iPad, Narizinho. Fora isso, poucos outros se interessaram em mostrar seu mercado nessa área, uma pena.

É provável que na próxima Bienal, em 2012, os livros eletrônicos estejam mais presentes, inclusive porque o iPad já deverá estar sendo vendido oficialmente por aqui. Porém, antes é necessário que os preços dos eReaders E dos eBooks baixem um pouco, ou continuará sendo uma coisa para ricos.

 
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Publicado por em agosto 26, 2010 em eventos, ponto de vista

 

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