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O Ciclo de Vida de um Livro

O Ciclo de Vida de um Livro

Confira esse interessante infográfico para aprender direitinho qual é o ciclo de vida de um livro, do Autor à Distribuição.

Ciclo do livro

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Publishing Trendsetter, o site com notícias e dicas para uma nova geração de editores, tem este ótimo infográfico explicando em pormenor o processo de criação de um livro.

O visual é uma parte da seção rt of Life Cycle of a Book, onde você pode assistir a entrevistas com todos os participantes do processo, incluindo o autor, editor, designer e distribuidor.

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Publicado por em dezembro 5, 2011 em o livro

 

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Simplíssimo Livros divulga grade de cursos para o segundo semestre de 2011 e traz novidades

Além do workshop sobre ePub e da palestra de introdução ao mercado do livro digital, a empresa lança mais três novos cursos nas principais cidades brasileiras

A Simplíssimo Livros, uma das principais empresas de produção de livros digitais no Brasil, já ministra cursos na área desde o início de 2010 em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Agora, com a programação reformulada, a empresa adiciona três novos cursos e novas cidades atendidas nesse segundo semestre de 2011.

Atualmente, a Simplíssimo ministrava apenas os cursos “Workshop Como Produzir E-books no Formato ePub” e “Entenda o Livro Digital e seu Mercado”. Agora, até o final do ano, devem ministrar algumas turmas novas com os cursos “Produzindo capas para livros digitais”, “Produzindo e-books em ePub com software livre” e “Curso Avançado de ePub”.

A empresa já treinou profissionais, entre freelances, escritórios e equipes de editoras – Saraiva, Positivo, Cia das Letras, Zahar, Sextante, Rocco, Objetiva, Intrínseca, Paulinas, Mundo Cristão, Artmed, Record, SESC SP, SENAC SP, entre outras. Os workshops de padrão profissional da Simplíssimo são a oportunidade para os profissionais e estudantes do mercado editorial, além de designers e demais interessados, aprofundarem pela prática seus conhecimentos sobre esta nova realidade profissional, o livro digital em formato ePub.

Após treinar mais de 300 pessoas por todo o Brasil, Fernando Tavares, fundador e diretor de operações da Simplíssimo, decidiu montar a grade de um curso avançado sobre o formato ePub. “O curso foi pensado para quem busca mais interatividade, beleza e personalização nos e-books de modo fácil, acessível e imediato. O formato ePub oferece isto. Podemos estar um passo a frente conhecendo o que de melhor este formato tem a oferecer hoje e no futuro imediato.”, explica ele.

Já para aqueles que querem entrar no mercado de livros digitais mas não possuem grande budget em sua empresa, ou é um autor independente, surgiu a ideia de ministrar um curso sobre produção de ePubs utilizando apenas softwares livres.

E como não só de programação vive o produtor de e-books, Stella Dauer, designer e e-book evangelist da Simplíssimo, montou um curso de curtíssima duração apenas para se aprofundar na capas desse produto. “É muito importante salientar que e-books devem ter capas diferentes daquelas encontradas em livros impressos, pois serão vendidos em locais diferentes”, afirma.

Além dos novos cursos, uma outra novidade é a abertura de turmas em outras cidades brasileiras. “Muitas pessoas de Minas Gerais, Brasília e Rio Grande do Sul nos questionavam sobre cursos nas capitais desses estados, então estamos fazendo um teste e conferindo a demanda em outras cidades”, explica Eduardo Melo, diretor da Simplíssimo. Devido a isso, há agora a opção de pré-inscrição em Porto Alegre e Belo Horizonte. Outras cidades podem ser abrangidas ao longo do ano.

Curso Avançado de ePub

Já treinamos mais de 300 profissionais na produção profissional de e-books em ePub – e este número segue aumentando, mês a mês. Fazer e-books em ePub até já está se tornando algo comum! Se você já dominou o “basicão”, chegou a hora de se diferenciar profissionalmente e alçar vôos mais altos com o formato ePub. O Curso Avançado da Simplíssimo irá capacitar você a explorar profundamente os recursos do ePub e também do ePub 3.

Produzindo capas para livros digitais

A capa é um elemento indispensável dos livros impressos. Com os livros digitais, isso não é diferente, a capa continua cumprindo sua função. Aqui na Simplíssimo, porém, nós percebemos que nem sempre a capa de um livro impresso, funciona bem no livro digital.

Trazemos este novo curso, para ajudar os profissionais e interessados a pensar e planejar a capa de livros digitais. Contextualizamos as principais diferenças, peculiaridades e especificações necessárias para você criar capas de alta qualidade para seus e-books.

Produzindo e-books em ePub com software livre

É possível produzir e-books em ePub de alta qualidade, sem precisar recorrer a softwares caros como o InDesign. O novo curso da Simplíssimo mostra um caminho pouco explorado por autores, editoras e designers, na hora de criarem seus e-books. Vamos mostrar a você como usar software livre e open source, para a produção profissional de e-books no formato ePub.

É uma ótima oportunidade para conhecer e usar, na prática, as melhores técnicas e ferramentas disponíveis para produzir e-books. Você recebe um material completo, com 2 CD’s contendo apostila, slides, os softwares usados no curso e outros recursos.

Entenda o Livro Digital e seu Mercado

Com o desenvolvimento do mercado de livros digitais no Brasil, é preciso compreender o que são os e-books, como funciona esse mercado, quais as oportunidades concretas. Como é tudo muito novo, as dúvidas são muitas, e as respostas, difíceis de encontrar. Neste curso abordamos os principais temas que (ainda) afligem quem está pensando em livro digital: como o mercado funciona, quais seus números no mundo e no Brasil, as estratégias adotadas pelas principais empresas do mercado e diversos exemplos de modelos de negócio já aplicados para os livros digitais.

Workshop Como Produzir E-books no Formato ePub

Aulas 100% práticas! O curso tem por objetivo transmitir as melhores técnicas atualmente utilizadas para produção profissional do formato ePub, além de dicas e truques de como otimizar a produção de e-books. O método de trabalho é pratico, típico do laboratório.

Os cursos também são ministrados no formato in company. Datas, locais e mais informações podem ser encontradas no link: http://www.simplissimo.com.br/cursos-treinamentos-livro-digital-e-books/

Sobre a Simplíssimo Livros

A Simplíssimo Livros atua no mercado de livros digitais desde 2010, especializado em produção de ePubs e publicação de autores independentes. Atualmente ministram cursos de especialização na área e trabalham junto às maiores editoras do país.

Sediada em Porto Alegre (RS), a Simplíssimo Livros é uma startup e conta com uma equipe fixa e diversos colaboradores espalhados pelo Brasil para atender à demanda de produção de livros digitais com qualidade e preços justos. Mais informações em www.simplissimo.com.br.

 
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Publicado por em agosto 12, 2011 em eventos, livro eletrônico (ebook)

 

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Cursos da Universidade do Livro

AÇÕES INOVADORAS DIGITAIS NO NEGÓCIO EDITORIAL

Carga Horária: 6 horas
Data: 04 a 05 de julho de 2011
Horário: 18h as 21h

Conteúdo
A crescente penetração das tecnologias digitais em todos os âmbitos da vida humana na última década tem causado transformações sociais sem precedentes na nossa história que afetam todas as áreas do conhecimento. O negócio editorial não é exceção. O ambiente hiper conectado e informacional que a internet e os dispositivos móveis nos oferecem trazem inúmeras novas oportunidades para oferecer conteúdos adequados aos diversos públicos nesse novo cenário. No entanto, o novo contexto também traz novos desafios que precisam ser considerados na atuação nesse mercado em transformação. O jogo mudou e é necessário conhecer as novas regras para participar. Esse curso visa familiarizar o participante com o cenário digital atual e as tecnologias emergentes que afetam o negócio editorial, bem como discutir o futuro desse mercado e estratégias de negócio nesse novo contexto digital. Para tanto, serão apresentados conceitos e fenômenos relacionados à transformação digital do mercado bem como cases ilustrativos com ações inovadoras usando tecnologias digitais.

Mais informações nesse link.

PRODUÇÃO GRÁFICA EDITORIAL

Carga Horária: 15 horas
Data: 11 a 15 de julho de 2011
Horário: 18h as 21h

Conteúdo
A anatomia do livro. O processo de produção, suas variáveis e mecanismos de controle. A pré-impressão – texto e imagem; fotografia, ilustração, softwares de editoração eletrônica e tratamento de imagens. Fotolitos e provas, sistemas analógico e digital (ctp/dtp). A impressão: sistemas, papéis e tintas de impressão. Impressão em baixas tiragens (on demand). O acabamento: formatos, montagem dos cadernos, colecionamento e encadernação, acabamentos especiais. Critérios para avaliação da qualidade do produto. Critérios de escolha de fornecedores de material e serviços gráficos. Estudo de casos.

Mais informações nesse link.

O ‘PASSO A PASSO’ DA PRODUÇÃO EDITORIAL: ACOMPANHAMENTO DOS TRABALHOS DE EDIÇÃO DO LIVRO

Carga Horária: 9 horas
Data: 19 a 21 de julho de 2011
Horário: 18h as 21h

Conteúdo
1. Como funciona uma editora e como o trabalho de produção editorial se encaixa no fluxo de produção:

  1. visão geral;
  2. o relacionamento entre os vários departamentos (exemplo de como um livro caminha dentro de uma editora);
  3. responsabilidade da produção (conferência da qualidade do trabalho, esforço para cumprimento dos prazos, obediência às normas da editora/editorial, contratação de frilas, acompanhamento dos frilas ou funcionários);
  4. o que não é responsabilidade da produção editorial.

2. Os diferentes trabalhos sob responsabilidade da produção editorial:

  1. trabalhos extra-texto: capa, contracapa, orelha, folhas de rosto, ficha catalográfica, ISBN (a quem e quando requisitá-los, como aprová-los);
  2. trabalhos com o texto: explicação de cada um, quando é necessário e quando é dispensável, o que é preciso atentar, que tipo de qualidade o profissional precisa ter para executar cada um;
  3. exemplos das intervenções esperadas em cada tipo de trabalho de texto (edição, normalização, padronização, revisão de tradução, preparação, primeira prova, segunda prova);
  4. exercícios rápidos para fazer em classe.

3. Como passar trabalhos para profissionais:

  1. como selecionar frilas (indicadores de qualidade, experiência, adequação) e como evitar escolhas problemáticas (testes, indicações);
  2. como dar instruções para o trabalho (nível de intervenção, exemplos do que se espera, prazo, folha de dúvidas, quando consultar autor/editor/produtor);
  3. como acompanhar o trabalho (programação de prazo, telefonemas ou verificação com funcionário, teste de um capítulo);
  4. como verificar um trabalho feito;
  5. principais problemas ao lidar com frilas (sinais de alerta, soluções);
  6. principais problemas ao lidar com uma equipe interna;
  7. procedimentos gerais para garantir um fluxo tranquilo.

Mais informações nesse link.

Informações:

Fundação Editora da Unesp.
Praça da Sé, 108 – Centro – São Paulo – SP
CEP: 01001-900
Tel.: (11) 3242-9555 | Fax: (11) 3242-9613
unil@editora.unesp.br
www.editoraunesp.com.br
 

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Cursos da Simplíssimo para eBooks! Não perca!

Eu posso dar a dica porque entendo, participo e ajudo a Simplíssimo. Os cursos deles são muito bons e muito completos, sempre prezando a qualidade e aplicação prática no mercado. Se você está interessado em entrar no mercado de eBooks, que está se expandindo cada vez mais no mundo e no Brasil, é essencial fazer um curso desses.

Para quem é designer de livros, ou trabalha em editoras, ou já tem algum conhecimento na produção de livros e quer passar a produzir eBooks também, o melhor é esse:

– Dias 16 e 17 de junho – Workshop de Produção de E-books
Em São Paulo (Av. Paulista)

Já se você é bem novo no assunto, não entende quase nada desse novo mercado digital; ou já entende e quer conversar com quem já é expert no assunto e participar de uma discussão cheia de gente interessada, confira esse abaixo:

– Dia 22 de junho – Entenda o Livro Digital e seu Mercado
Em São Paulo (Av. Paulista)

O local dos cursos é acessível, ao lado do metrô Trianon, e o local possui ar condicionado e toda a estrutura para um curso. Você conta também com apostilas exclusivas, material de apoio em CD e uma ajuda do pessoal mesmo depois que o curso acabou. Corra que as inscrições estão acabando!

 

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Content is the king: aprendendo com webdesigners

Pode confessar: eu sei que você tem um pouco de preconceito daquele seu primo que é webdesigner. Você, como designer gráfico ou designer de livros, se acha muito mais designer por ter que pensar em coisas mais “artísticas”, em papéis, acabamentos, tintas, tons, etc. É muito mais tradicional, muito mais puro, muito mais clássico. Pouco interessa quem é o autor do texto que irá caber nas páginas perfeitas que você irá moldar. O que importa é a arte, o cheiro, o ambiente, tudo, menos o conteúdo.

Só que agora você está olhando arregalado para o trem que vem vindo em sua direção, o livro eletrônico. Ele ainda não assusta tanto assim, mas as pessoas têm falado dele mais do que você gostaria. E, de repente, a cadeira em que você está sentado parece um pouco desconfortável. O desconhecido assusta todo mundo, e você não sabe bem o que é um livro eletrônico e nem como ele é produzido. Como assim um mesmo arquivo de livro tem que caber em uma tela colorida de toque com 3 polegadas e em uma preta e branca, fosca, de 6 polegadas? Não existe rodapé? Podemos aumentar e diminuir o tamanho da fonte? Não tenho que me preocupar mais com viúvas? Que mundo é esse?

Se você trabalha com o inDesign, deve saber que um dos recursos dele é o “Export to Digital Editions”. E sabe o que ele faz? Ele transforma o texto que você acabou de diagramar em uma página de internet, um arquivo em HTML. Códigos e tags se misturam, e o arquivo ficou uma porcaria, nada parecido com o que você acabou de fazer. Sim, o arquivo gerado não estava adequado ao seu navegador ou ao aplicativo especial da Adobe para ler eBooks. Como é?

Imprimir um livro é, vendo desse aspecto, relativamente simples. Ele é retangular, costuma caber sem problemas em um variado tipo de mãos. Mulheres, crianças, adultos, engenheiras, donos de casa, motoristas, etc. E quando o livro é muito grande ou muito pesado, basta mantê-lo sobre uma mesa e não levar na bolsa. Já um arquivo de livro eletrônico deve ser pensado e feito levando em consideração uma série de plataformas. Desde o navegador, passando por aplicativos para computadores como aparelhos diversos como iPod, Kindles, Cool-ERs, iPads e uma série de outros que você nem conhece ou que ainda nem existem.

O desafio do ePub, formato de arquivo que está se firmando como o padrão mundial em livros eletrônicos, é produzir um arquivo que consiga ser aberto e manipulado de forma fácil e funcional em uma série de lugares. O acesso a seus recursos deverá ser rápido e simples, significando que o designer deverá realizar uma inversão na ordem do seu pensamento e da sua organização de prioridades porque, dessa vez, o CONTEÚDO É REI.

Essa é uma lição que bons webdesigners sabem há muito mais tempo do que eu e você. Para termos um bom arquivo em ePub pouco importará a cor do fundo, os grafismos no final da página, as aberturas de capítulos ou os símbolos usados embaixo dos números da página. Se você não prestar atenção e não indexar corretamente todos os títulos e subtítulos, o livro eletrônico já não terá uma de suas melhores funções funcionando, o sumário.

Ou seja, é como mandar o designer não pensar no design do livro. É maluco, mas só será assim se você não enxergar que funcionalidade, usabilidade e praticidade são formas de design. Eu caminho no meio de dois mundos, já que sou designer de interfaces por formação e deisnger de livros por paixão, e acho que posso me adaptar a isso muito mais facilmente.

Em um livro, o importante sempre foi sua beleza. Imagens, fonte, diagramação, arte. Um designer realizado é aquele que olha pro seu livro feito e vê beleza nele, em suas cores, impressão, imagens, formato, olhar. O que deve ser incorporado ao designer gráfico agora é a priorização da funcionalidade. Não importa se o livro é só texto preto no fundo branco, sem a menor possibilidade de edição de fonte ou versalete. Sua beleza e o bom serviço do designer residirão no sucesso de abertura em todos os aparelhos, no tamanho reduzido do arquivo e da ausência de problemas.

Quando pensamos em um bom site, o sucesso é exatamente pelos mesmos termos. Se os usuários não reclamaram, se conseguiram alcançar seus objetivos no site, é porque ele está bom. O resto, a arte e outras preocupações, vêm depois, bem depois. E se quando o arquivo for aberto os acentos estiverem trocados, o sumário não funcionar e as fontes não aumentarem, isso significará que você falhou, mesmo com belas imagens, uma capa linda e enfeitezinhos fofos no começo do capítulo.

É cruel, mas ninguém falou que seria fácil. E pra complicar mais ainda a vida você já sabe: vai ter que aprender a mexer em HTML e CSS. Quiçá em Javascript. Pé-de-pato-mangalô-três-vezes, mas é verdade. O deisnger bom, aquele que daqui a algum tempo terá mais oportunidades, será aquele que sabe caminhar entre os dois mundos, e que poderá facilitar a vida do produtor editorial, gastar menos dinheiro da editora e entregar DOIS trabalhos bem feitos. E lembre-se de sempre levar esses dois produtos juntos. Apesar de serem coisas totalmente diferentes, eles devem ser produzidos e planejados em conjunto, e não um após o outro.

 

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Os livros eletrônicos no workflow de uma editora

Já está sendo tudo um tanto quanto assustador para todos os envolvidos no processo de produção de um livro: editores, editoras, designers, produtores editoriais, autores, revisores, enfim, toda a equipe. O livro eletrônico chegou há anos, e agora parece estar querendo comer um enorme pedaço do mercado do livro de papel.

Eu já disse aqui muitas vezes, e repito: não será tão cedo que as editoras se sentirão fatalmente ameaçadas pelo livro eletrônico, mas não custa nada começar a analisar as mudanças que esse novo produto irá trazer ao workflow da produção de um livro, já que ter esse produto em sua “prateleira” é sinal de modernização e acompanhamento de tendências.

• Inserir ou não o livro eletrônico junto ao worflow do livro comum? Bem, uma hora dessas isso terá que ser feito. Andar em separado com esses dois produtos vai significar um desastre. Infelizmente, isso deve significar mais trabalho para o produtos editorial, mas boas editoras com certeza deverão ter profissionais especializados para o acompanhamento e a checagem desse novo produto em seu catálogo.

Não é esperto separar o eBook do workflow normal do livro porque você pode acabar com dois arquivos diferentes, com padrões diferentes e conteúdo diferente. Nem todos os padrões de um livro físico serão levados ao eBook e vice-versa, mas alguns deles deverão ser mantidos, assim como certos conteúdos que deverão estar presentes em ambos os arquivos.

• Quantos formatos? Quem pensa em eBook e é do ramo editorial logo pensa em PDF. E que fácil seria se eBooks fossem apenas PDFs, já que bastariam apenas pequenos ajustes após enviar o arquivo final à gráfica. Mas não é bem assim. PDFs funcionam bem em computadores, netbooks e até no iPad, mas quando falamos de leitores específicos de eBooks, estamos falando de ePub, Mobi, PRC, AZW e outros enigmas para designers gráficos e produtores editoriais. É, vai dar dor de cabeça por um tempo, mas será totalmente necessário para a editora se adequar a esse novo glossário. Além desses, também podemos considerar os formatos TXT, RTF, DOC, entre muitos outros… de repente, o que era só UM livro, passa a ser vários.

Existem softwares que podem transformar livros e textos nesses formatos em questão de segundos. Entretanto, você confiaria em alguém que fecha um livro transformando um DOC em PDF e enviando à gráfica? Não, né? Então ficar “transformando” livros em diversos formatos apenas com a ajuda de softwares não é uma boa ideia. Talvez isso demande a contratação de gente nova.

• Novos freelancers? Daí vem a grande dúvida. A editora mantém os atuais designers de livros e diagramadores que possui ou passa a acreditar no novo formato? Sim, porque para fazer eBooks, não é preciso manjar de tipos de papel, tinta e gráfica. Será necessário entender, principalmente, de XHTML, e também de CSS, Javascript, entre outras coisas que arregalam os olhos de pessoas que passaram anos e anos mexendo com nanquim, Pagemaker e agora inDesign.

Caberá à editora a inclusão desse novo profissional em seu workflow. E isso irá significar que o editor de arte e o produtor editorial terão que ter noções desses novos formatos para saber se está tudo andando nos conformes. Se for apenas um PDF até que passa, já que arquivo fechado que é enviado pra gráfica quase sempre vai nesse formato. Mas e o ePub? Quem vai checar se os padrões estão corretos, se o código está correto? Isso é grego para a maior parte das pessoas que trabalham em uma editora, que muitas vezes procuram trabalhos como esse justamente porque escolheram nunca ter que lidar com códigos, programação e internet… se esses dois profissionais fizerem um curso sobre XHTML e algum especializado em eBooks ao menos, todos os problemas tendem a diminuir. Mas, talvez seja necessário contratar alguém que entenda desse dobrado.

O QUE FAZER?

Às editoras, a melhor alternativa é passar a desenvolver, além de seus livros de papel, versões em PDF e principalmente em ePub de seus livros. Os custos finais dessa produção não serão tão maiores do que já são, e não há nada a perder. Os formatos estarão lá, disponíveis para quem quiser. E se não quiserem, podem comprar seus livros de papel normalmente em livrarias ou pela internet. Ah, ter um site bem feito, com loja virtual funcional, também será uma boa escolha.

Aos designers e outros relacionados à produção, a melhor alternativa é parar de tremer e ir atrás. Está mais do que na hora de apostar em novas habilidades e aprender a desenvolver ePubs de qualidade que atendam ao maior número possível de aparelhos eletrônicos. Não é tão difícil quanto você imagina, e você poderá continuar fazendo seus maravilhosos livros de papel. Possuir um pé de cada lado, inclusive, deverá garantir muito mais trabalho do que você pensa.

>> Portanto, prepare-se para entrar no mundo do código, seja você editor, produtor, designer, diagramador, freelancer, etc. Se você quer acompanhar o mercado e a evolução natural das coisas, deve saber que estar preparado para tudo é o que vale.

 

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