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Infográfico Livro vs. eBooks

Está em Inglês mas recomendo a leitura, é bem explicativo. Traz dados dos dois mercados, comparando um com  outro. Vemos que ainda existem vantagens no mercado editorial físico, mas talvez isso não dure muito.

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As vantagens dos eReaders (principalmente para designers)

Há alguns dias escrevi um pouco sobre eReaders e critiquei a postura apocalíptica dos que pregam o final iminente do livro. Porém, temos que admitir que algum sucesso os livros eletrônicos estão fazendo, pois não seriam tão comentados se assim não fosse.

Por isso, vou listar e comentar aqui algumas das vantagens dos eReaders como Sony Reader, Kindle, iPad, nook, Cool ER e outros, tanto para leitores como para os envolvidos na produção e venda dos livros, como nós designers.

• Muitos em um só: São muitos, muitos livros em um aparelho pequeno como um gibi, pesando pouco mais de 200 gramas, dependendo do modelo. Com memórias variando entre 1GB e 4GB é possível armazenar milhares de livros, além de poder comprar um novo instantaneamente com apenas um clique. Isso aumenta a demanda e ainda economiza papel. O leitor poderá comprar mais e logo as editoras contratarão mais designers.

• Preço: Aqui no Brasil o mercado é novo e inseguro, então nem sempre os preços vnao valer muito a pena, mas já começa a fazer diferença. Até mesmo quando pegamos como exemplo aqueles do site Domínio Público, dá pra ver que rola uma vantagem. Por mais antigo que seja um livro do Machado de Assis, você não pode entrar na livraria e levar um exemplar de graça. Já na internet, ele pode ser baixado gratuitamente. Além disso, editoras como a Gato Sabido estão investindo nos pequenos autores, permitindo então que surjam no mercado livros bem abaixo do preço das livrarias. Bom para o leitor e para o designer.

• Pequenos autores: Esses caras vão te dar dinheiro, mesmo que menos do que você esperava. Eles são autores como outros quaisquer, e merecem um bom design em seus livros, para que se tornem grandes um dia e peçam mais trabalho a você. Leitores também ganham, descobrindo novos talentos e aproveitando mais do que os blockbusters das livrarias.

• Maior demanda: Muita gente publicando, muito autor podendo publicar, preços mais baratos… isso tudo só significa uma coisa: maior demanda! Muito mais oportunidades, muito mais serviço, muitas chances de se especializar ou de começar um portfólio. Essa é um dos motivos mais importantes da chegada dos eReaders e eBooks.

• Possibilidades de criação: Um livro impresso em papel é algo estático, não se move por mais que inovemos. Em um livro digital as possibilidades começam a se abrir para os designers de livros. Imagens podem ser aumentadas, links se conectam direto com a internet, uma palavra pode ser consultada no dicionário ou na Wikipédia instantaneamente. Isso sem falar nas possibilidades do iPad, que multiplicam as criações. Veja os vídeos abaixo:


• Oportunidade de explorar a “arte invisível”: Indo pelo caminho contrário, a maioria dos livros serão aqueles bem normais mesmo, com texto e alguas imagens. Muitos clientes não vão querer pagar pelas maravilhas que os vídeos mostraram aí em cima. Então essa será uma ótima oportunidade de explorar a verdadeira razão de ser do Design de Livros: deixar o design tão transparente e invisível que ele não será notado, mas fará a leitura ser prazerosa, agradável, clara e correta. Nada deveria deixar um designer mais feliz e satisfeito do que conseguir isso.

Portanto não chore, mas comemore a chegada dos leitores de livros eletrônicos. Eles não vão fechar suas portas, vão abrir outras!

 

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O fim do livro como o conhecemos?

A polêmica é grande. Esperei muito tempo para escrever esse artigo porque resolvi acompanhar mais alguns meses o mercado dos livros em geral para ver qual era o motivo de tanto alarde e se isso era mesmo necessário.

Assim como o título desse post, acho que quem publica matérias denominadas “O fim do livro impresso” é exagerado. Quando falam “O fim do livro” em geral então, está sendo desnecessariamente apocalíptico.

A Superinteressante é uma revista que eu acompanho e aprecio muito. Assino ela há anos, adoro as reformulações no projeto gráfico e devoro o conteúdo quando chega a minha em casa. Porém, na edição de março ela repetiu a matéria que tinha feito em setembro de 2009, apenas um pouco menor. As duas continham um título parecido com o meu: “O futuro (e o fim?) do livro” e “O fim do livro de papel”.

Mesmo concordando em algumas partes (que serão comentadas em breve) os textos caem em exageros. Dizer que o livro impresso é o próximo da lista nos substitutos, depois do CD e do DVD, por exemplo. Não acho, uma vez que is padrões para um eReader ainda não estão deifinidos, estão sendo lançados dezenas de modelos sem qualquer inovação e o mercado não está decolando como esperavam.

Aqui em nosso país, por exemplo. Uma pesquisa recente da Fecomércio mostrou que 60% das pessoas admitiram não ter o habito da leitura. Em 2008 liam-se 4,7 livros por ano aproximadamente em nosso país. Uma outra pesquisa revelou que o segundo maior motivo para o brasileiro não ler (depois apenas de falta de hábito familiar) é o seu preço. Imagine quantas pessoas irão gastar mais de 1000 reais em um Kindle ou 750 no Cool-er da Gato Sabido? Em um país cujo gasto com livros é de pouco mais de 200 reais na média, porquê alguém gastaria tanto em um gadget que terá uma nova versão e terá que ser descartado no ano que vem?

Falar que estamos no fim do livro como o conhecemos é frase para impressionar. Uma nota publicada no site Digital Book World fala a respeito da real quantidade de Kindles vendida pela Amazon. Os números são meio que secretos e imprecisos, mas uma pesquisa aponta que nos EUA apenas 2% da população que compra livros possui um Kindle. Mesmo sendo a população dos EUA do tamanho que é esse não é um número lá muito expressivo.

Não estou dizendo que o império dos livros impressos nunca vai cair. As coisas se renovam, o mundo continua a girar. Porém, ainda não creio que seja com os eReaders que iremos abandonar os livros de papel. Há de se pensar em maneiras melhores, mais revolucionárias e mais práticas de se ler um livro. Em um mundo convergente em que fazemos quase tudo em um só aparelho, são poucas as pessoas que querem carregar consigo um eReader, uma máquina fotográfica, um telefonem, um PDA. Todo mundo quer tudo em um único só aparelho para gastar menos e carregar menos coisas. Nessa mesma pesquisa que cito acima 47% dos americanos disseram preferir o PC para ler livros contra 32% que preferem o Kindle.

Daí vem o argumento sensato da última matéria da Superinteressante.Todos se impressionaram com o iPad, disseram ser o Kindle killer. O Kindle não tem todas as coisas legais e tela colorida do iPad, e o iPad não tem a tecnologia E-Ink que torna a leitura menos cansativa do que o LCD. Isso mostra que as empresas ainda não acertaram a mão. A solução é ir tentando, mas creio que a resposta não esteja em um eReader, e sim a um passo além. Já estudam telas de E-Ink coloridas e isso é muito bom, falta apenas a convergência.

Entretanto, acho que o mercado de eReaders ainda vai subir muito. Não deve abalar muito o mercado convencional de livros, mas vai abocanhar uma boa parcela da população. Aqueles que gostam de novidades, aqueles que querem seguir as tendências tecnológicas, aqueles que compram muitos livros e os que querem experimentar (acho que me encaixo em todas as opções).

Por isso, seja você designer, editor, escritor, prepare-se. Aliás, para os designer isso é só o começo de ótimas oportunidades. Não perca seu lugar ao sol no mundo dos livros eletrônicos e invista nesse mercado. Eu vou me garantir também e a apartir de agora devo falar um pouco mais sobre isso para que meus leitores fiquem informados também.

 

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