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Podcast Sobre Modelos De eReaders

Podcast Sobre Modelos De eReaders

Nesse podcast do site KindleBlogBR eu participo de uma conversa legal com Paulo Carvalho e May Arend sobre os outros modelos de eReaders que encontramos no mercado, além do Kindle.

É comprido, mas é cheio de dicas para quem está pensando em adquirir um eReader, vale a pena.

O link para a conversa é esse aqui.

 
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Publicado por em novembro 19, 2011 em livro eletrônico (ebook)

 

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Simplíssimo Livros divulga grade de cursos para o segundo semestre de 2011 e traz novidades

Além do workshop sobre ePub e da palestra de introdução ao mercado do livro digital, a empresa lança mais três novos cursos nas principais cidades brasileiras

A Simplíssimo Livros, uma das principais empresas de produção de livros digitais no Brasil, já ministra cursos na área desde o início de 2010 em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Agora, com a programação reformulada, a empresa adiciona três novos cursos e novas cidades atendidas nesse segundo semestre de 2011.

Atualmente, a Simplíssimo ministrava apenas os cursos “Workshop Como Produzir E-books no Formato ePub” e “Entenda o Livro Digital e seu Mercado”. Agora, até o final do ano, devem ministrar algumas turmas novas com os cursos “Produzindo capas para livros digitais”, “Produzindo e-books em ePub com software livre” e “Curso Avançado de ePub”.

A empresa já treinou profissionais, entre freelances, escritórios e equipes de editoras – Saraiva, Positivo, Cia das Letras, Zahar, Sextante, Rocco, Objetiva, Intrínseca, Paulinas, Mundo Cristão, Artmed, Record, SESC SP, SENAC SP, entre outras. Os workshops de padrão profissional da Simplíssimo são a oportunidade para os profissionais e estudantes do mercado editorial, além de designers e demais interessados, aprofundarem pela prática seus conhecimentos sobre esta nova realidade profissional, o livro digital em formato ePub.

Após treinar mais de 300 pessoas por todo o Brasil, Fernando Tavares, fundador e diretor de operações da Simplíssimo, decidiu montar a grade de um curso avançado sobre o formato ePub. “O curso foi pensado para quem busca mais interatividade, beleza e personalização nos e-books de modo fácil, acessível e imediato. O formato ePub oferece isto. Podemos estar um passo a frente conhecendo o que de melhor este formato tem a oferecer hoje e no futuro imediato.”, explica ele.

Já para aqueles que querem entrar no mercado de livros digitais mas não possuem grande budget em sua empresa, ou é um autor independente, surgiu a ideia de ministrar um curso sobre produção de ePubs utilizando apenas softwares livres.

E como não só de programação vive o produtor de e-books, Stella Dauer, designer e e-book evangelist da Simplíssimo, montou um curso de curtíssima duração apenas para se aprofundar na capas desse produto. “É muito importante salientar que e-books devem ter capas diferentes daquelas encontradas em livros impressos, pois serão vendidos em locais diferentes”, afirma.

Além dos novos cursos, uma outra novidade é a abertura de turmas em outras cidades brasileiras. “Muitas pessoas de Minas Gerais, Brasília e Rio Grande do Sul nos questionavam sobre cursos nas capitais desses estados, então estamos fazendo um teste e conferindo a demanda em outras cidades”, explica Eduardo Melo, diretor da Simplíssimo. Devido a isso, há agora a opção de pré-inscrição em Porto Alegre e Belo Horizonte. Outras cidades podem ser abrangidas ao longo do ano.

Curso Avançado de ePub

Já treinamos mais de 300 profissionais na produção profissional de e-books em ePub – e este número segue aumentando, mês a mês. Fazer e-books em ePub até já está se tornando algo comum! Se você já dominou o “basicão”, chegou a hora de se diferenciar profissionalmente e alçar vôos mais altos com o formato ePub. O Curso Avançado da Simplíssimo irá capacitar você a explorar profundamente os recursos do ePub e também do ePub 3.

Produzindo capas para livros digitais

A capa é um elemento indispensável dos livros impressos. Com os livros digitais, isso não é diferente, a capa continua cumprindo sua função. Aqui na Simplíssimo, porém, nós percebemos que nem sempre a capa de um livro impresso, funciona bem no livro digital.

Trazemos este novo curso, para ajudar os profissionais e interessados a pensar e planejar a capa de livros digitais. Contextualizamos as principais diferenças, peculiaridades e especificações necessárias para você criar capas de alta qualidade para seus e-books.

Produzindo e-books em ePub com software livre

É possível produzir e-books em ePub de alta qualidade, sem precisar recorrer a softwares caros como o InDesign. O novo curso da Simplíssimo mostra um caminho pouco explorado por autores, editoras e designers, na hora de criarem seus e-books. Vamos mostrar a você como usar software livre e open source, para a produção profissional de e-books no formato ePub.

É uma ótima oportunidade para conhecer e usar, na prática, as melhores técnicas e ferramentas disponíveis para produzir e-books. Você recebe um material completo, com 2 CD’s contendo apostila, slides, os softwares usados no curso e outros recursos.

Entenda o Livro Digital e seu Mercado

Com o desenvolvimento do mercado de livros digitais no Brasil, é preciso compreender o que são os e-books, como funciona esse mercado, quais as oportunidades concretas. Como é tudo muito novo, as dúvidas são muitas, e as respostas, difíceis de encontrar. Neste curso abordamos os principais temas que (ainda) afligem quem está pensando em livro digital: como o mercado funciona, quais seus números no mundo e no Brasil, as estratégias adotadas pelas principais empresas do mercado e diversos exemplos de modelos de negócio já aplicados para os livros digitais.

Workshop Como Produzir E-books no Formato ePub

Aulas 100% práticas! O curso tem por objetivo transmitir as melhores técnicas atualmente utilizadas para produção profissional do formato ePub, além de dicas e truques de como otimizar a produção de e-books. O método de trabalho é pratico, típico do laboratório.

Os cursos também são ministrados no formato in company. Datas, locais e mais informações podem ser encontradas no link: http://www.simplissimo.com.br/cursos-treinamentos-livro-digital-e-books/

Sobre a Simplíssimo Livros

A Simplíssimo Livros atua no mercado de livros digitais desde 2010, especializado em produção de ePubs e publicação de autores independentes. Atualmente ministram cursos de especialização na área e trabalham junto às maiores editoras do país.

Sediada em Porto Alegre (RS), a Simplíssimo Livros é uma startup e conta com uma equipe fixa e diversos colaboradores espalhados pelo Brasil para atender à demanda de produção de livros digitais com qualidade e preços justos. Mais informações em www.simplissimo.com.br.

 
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Publicado por em agosto 12, 2011 em eventos, livro eletrônico (ebook)

 

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NOOKcolor: o primeiro eReader a cores

Após o lançamento do Kindle 3 pela Amazon o nook, leitor de livros eletrônicos da Barnes & Noble estava meio desaparecido. Entretanto a livraria americana anunciou hoje o NOOKcolor, nova versão de seu aparelho, trazendo como maior novidade a tela colorida.

Sites de tecnologia especulavam há dias sobre o lançamento. O maior dos rumores era mesmo a tela colorida, mas não sabiam qual tecnologia seria utilizada para isso. Sites como o CNET apostavam na tecnologia Mirasol, da Qualcomm, que possibilitava leitura direta no sol e a reprodução de vídeo.

Mas o que a Barnes & Noble descreve em seu site parece muito mais com uma tela LCD modificada. A presença da tecnologia IPS leva a crer que o chamado display colorido VividView seja similar ao LCD utilizado em outros dispositivos móveis, mas com características próprias para um leitor de livros eletrônicos.

A tecnologia VividView presente na tela de 7 polegadas do NOOKcolor tem 16 milhões de cores, iluminação própria, alta definição e promete imagens claras e textos com melhor contraste. A tecnologia IPS foi criada em 1996 pela Hitachi e serve para melhorar a leitura em ângulos mais extremos nas telas de LCD. Em uma primeira olhada, o site Engadget afirma que a tela é boa e que o toque tem resposta rápida, apesar da transição de páginas ainda ser um pouco lenta.

Outra característica que poderia revelar o uso de LCD pela Barnes & Noble seria a duração da bateria. Enquanto o Kindle 3 da Amazon chega a 3 semanas sem precisar de recarga, o NOOKcolor aguenta apenas 8 horas longe da tomada, perdendo assim uma das maiores vantagens dos leitores de livros eletrônicos.

Além da tela colorida o NOOKcolor traz mais novidades. Seu sistema baseado em Android está mais bonito e personalizável, tornando sua interface mais bela do que a do Kindle 3. Funções especiais para livros infantis, como leitura com voz especial e interações animadas foram prometidas para breve. Jogos, navegador e reprodução de vídeos também estão entre as novas funções.

E por rodar o sistema Android podemos apostar que a Barnes & Noble pretende seduzir mais desenvolvedores para a construção de aplicativos. Juntamente com o NOOKcolor a livraria anunciou um programa para desenvolvedores que deve trazer mais popularidade e mais funções ao produto.

Sendo um leitor de livros eletrônicos mas possuindo tela colorida e acesso a internet e jogos, não ficou claro qual o mercado de atuação do NOOKcolor, se competirá com o Kindle 3, com o iPad ou com ambos. É esperar para ver.

Por enquanto a Barnes & Noble só comercializa o nook e o NOOKcolor nos Estados Unidos, pelos valores de US$149 e US$249 respectivamente. Porém, quem está ansioso para conhecer a nova tela vai ter que esperar mais um pouco. Apesar de já estar disponível para pré-venda, o NOOKcolor só começará a ser comercializado a partir do dia 19 de novembro.

Pessoalmente, não sei bem ainda o que achar desse novo produto. Ao utilizar uma tecnologia parecida com LCD (ou mesmo o próprio LCD) a Barnes & Noble leva seu leitor a outro patamar. A bateria sura menos e a luz de fundo pode cansar a vista, as duas maiores vantagens que os leitores eletrônicos tinham sobre as tablets. Ao fazer isso o NOOKcolor fica entre o Kindle e o iPad. Será que vai ter mercado para isso?

 
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Publicado por em outubro 27, 2010 em livro eletrônico (ebook)

 

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Content is the king: aprendendo com webdesigners

Pode confessar: eu sei que você tem um pouco de preconceito daquele seu primo que é webdesigner. Você, como designer gráfico ou designer de livros, se acha muito mais designer por ter que pensar em coisas mais “artísticas”, em papéis, acabamentos, tintas, tons, etc. É muito mais tradicional, muito mais puro, muito mais clássico. Pouco interessa quem é o autor do texto que irá caber nas páginas perfeitas que você irá moldar. O que importa é a arte, o cheiro, o ambiente, tudo, menos o conteúdo.

Só que agora você está olhando arregalado para o trem que vem vindo em sua direção, o livro eletrônico. Ele ainda não assusta tanto assim, mas as pessoas têm falado dele mais do que você gostaria. E, de repente, a cadeira em que você está sentado parece um pouco desconfortável. O desconhecido assusta todo mundo, e você não sabe bem o que é um livro eletrônico e nem como ele é produzido. Como assim um mesmo arquivo de livro tem que caber em uma tela colorida de toque com 3 polegadas e em uma preta e branca, fosca, de 6 polegadas? Não existe rodapé? Podemos aumentar e diminuir o tamanho da fonte? Não tenho que me preocupar mais com viúvas? Que mundo é esse?

Se você trabalha com o inDesign, deve saber que um dos recursos dele é o “Export to Digital Editions”. E sabe o que ele faz? Ele transforma o texto que você acabou de diagramar em uma página de internet, um arquivo em HTML. Códigos e tags se misturam, e o arquivo ficou uma porcaria, nada parecido com o que você acabou de fazer. Sim, o arquivo gerado não estava adequado ao seu navegador ou ao aplicativo especial da Adobe para ler eBooks. Como é?

Imprimir um livro é, vendo desse aspecto, relativamente simples. Ele é retangular, costuma caber sem problemas em um variado tipo de mãos. Mulheres, crianças, adultos, engenheiras, donos de casa, motoristas, etc. E quando o livro é muito grande ou muito pesado, basta mantê-lo sobre uma mesa e não levar na bolsa. Já um arquivo de livro eletrônico deve ser pensado e feito levando em consideração uma série de plataformas. Desde o navegador, passando por aplicativos para computadores como aparelhos diversos como iPod, Kindles, Cool-ERs, iPads e uma série de outros que você nem conhece ou que ainda nem existem.

O desafio do ePub, formato de arquivo que está se firmando como o padrão mundial em livros eletrônicos, é produzir um arquivo que consiga ser aberto e manipulado de forma fácil e funcional em uma série de lugares. O acesso a seus recursos deverá ser rápido e simples, significando que o designer deverá realizar uma inversão na ordem do seu pensamento e da sua organização de prioridades porque, dessa vez, o CONTEÚDO É REI.

Essa é uma lição que bons webdesigners sabem há muito mais tempo do que eu e você. Para termos um bom arquivo em ePub pouco importará a cor do fundo, os grafismos no final da página, as aberturas de capítulos ou os símbolos usados embaixo dos números da página. Se você não prestar atenção e não indexar corretamente todos os títulos e subtítulos, o livro eletrônico já não terá uma de suas melhores funções funcionando, o sumário.

Ou seja, é como mandar o designer não pensar no design do livro. É maluco, mas só será assim se você não enxergar que funcionalidade, usabilidade e praticidade são formas de design. Eu caminho no meio de dois mundos, já que sou designer de interfaces por formação e deisnger de livros por paixão, e acho que posso me adaptar a isso muito mais facilmente.

Em um livro, o importante sempre foi sua beleza. Imagens, fonte, diagramação, arte. Um designer realizado é aquele que olha pro seu livro feito e vê beleza nele, em suas cores, impressão, imagens, formato, olhar. O que deve ser incorporado ao designer gráfico agora é a priorização da funcionalidade. Não importa se o livro é só texto preto no fundo branco, sem a menor possibilidade de edição de fonte ou versalete. Sua beleza e o bom serviço do designer residirão no sucesso de abertura em todos os aparelhos, no tamanho reduzido do arquivo e da ausência de problemas.

Quando pensamos em um bom site, o sucesso é exatamente pelos mesmos termos. Se os usuários não reclamaram, se conseguiram alcançar seus objetivos no site, é porque ele está bom. O resto, a arte e outras preocupações, vêm depois, bem depois. E se quando o arquivo for aberto os acentos estiverem trocados, o sumário não funcionar e as fontes não aumentarem, isso significará que você falhou, mesmo com belas imagens, uma capa linda e enfeitezinhos fofos no começo do capítulo.

É cruel, mas ninguém falou que seria fácil. E pra complicar mais ainda a vida você já sabe: vai ter que aprender a mexer em HTML e CSS. Quiçá em Javascript. Pé-de-pato-mangalô-três-vezes, mas é verdade. O deisnger bom, aquele que daqui a algum tempo terá mais oportunidades, será aquele que sabe caminhar entre os dois mundos, e que poderá facilitar a vida do produtor editorial, gastar menos dinheiro da editora e entregar DOIS trabalhos bem feitos. E lembre-se de sempre levar esses dois produtos juntos. Apesar de serem coisas totalmente diferentes, eles devem ser produzidos e planejados em conjunto, e não um após o outro.

 

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Os eBook Readers estão chegando para ficar

Ir até uma livraria, escolher o volume desejado, sentir o peso do papel na mão, apreciar o cheiro da tinta impressa, ter a emoção de virar a primeira página e se preparar para adquirir conhecimento. Comprar um livro é quase um ritual.

Assim como a vitrola chegou ao iPod, a calculadora chegou ao computador e a carroça chegou ao carro, todos os itens das nossas vidas são atingidos pela tecnologia – ainda bem (ou não, para alguns). Por isso, desde o final de 2007 temos observado uma revolução quase que silenciosa no mundo dos livros. Os livros eletrônicos, chamados eBooks, estão se desenvolvendo e sorrateiramente mordendo lascas do mercado, representando 35% das vendas do Amazon.com, segundo seu CEO, Jeff Bezos.

Ainda que para alguns os eBook Readers sejam um ultraje que está ajudando a matar o mercado literário, um aparelhinho desses traz inúmeras vantagens. Além do preço de um livro digital ser menos da metade do preço de um impresso, é possível carregar milhares deles em um só volume, poupando seu bolso, suas costas e as árvores.

Juntamente com o prazer da leitura de livros, é possível assinar e comprar jornais, revistas, histórias em quadrinhos e  até audiolivros, já que muitos modelos já possuem entrada para fones. Sua tela é diferente daquelas encontradas em um computador, feita com a tecnologia do papel eletrônico, que proporciona mais conforto na leitura e grande economia de bateria.

A venda de eBook Readers não estourou no mundo por alguns empecilhos. Primeiramente, seu preço é meio salgado para  meros mortais, e os fabricantes ainda não estão produzindo seus modelos em grande escala. Em segundo lugar, sua tela é em preto-e-branco, quebrando a magia de muitas publicações.

Aqui no Brasil, ainda não há tanto motivo para rebuliço, uma vez que apenas o Kindle da Amazon pode ser comprado oficialmente, mas já está na hora de você conhecer os principais modelos lançados no mundo e começar a poupança para adquirir o seu.

Estrelas internacionais

Kindle – O primeiro a mostrar que esse mercado já é possível
Fabricante: Amazon
Preço: US$ 259 (Kindle 2) e US$ 489 (Kindle DX)
Site: amazon.com/kindle

O Kindle pode não ter alguns dos recursos disponíveis em seus atuais concorrentes, mas uma coisa não pode ser superada por eles: foi graças a esse aparelho que os eBook Readers entraram na lista de sonho de consumo dos amantes de livros e tecnologia pelo mundo afora.

Lançado pela primeira vez em 2007 o Kindle parecia o elefante branco da tecnologia, uma aposta arriscada da Amazon em um mercado pouco explorado, com grandes chances de fracasso. Mas o que aconteceu foi justamente o contrário, um enorme sucesso.

Em junho de 2006, a Amazon colocou no mercado o Kindle 2, evolução de seu primeiro modelo, com visor de 6 polegadas, e o Kindle DX, uma versão com tela de 9,7 polegadas, a maior do mercado, direcionado para estudantes e leitores de jornal. O lançamento desses dois novos modelos mostrou que o Kindle fez sucesso e merecia uma revisão para agradar aos consumidores, uma vez que eBooks já representam mais de um quarto do faturamento da livraria virtual.

A grande vantagem do Kindle é o apoio da Amazon, pois permite que o usuário tenha acesso instantâneo a mais de 360 mil livros, revistas e jornais atuais e de qualidade, ao toque de um botão. Isso funciona graças à sua conexão com a rede 3G, que dispõe os livros à compra por meio de um navegador específico. A rede 3G também dá acesso a blogs e à enciclopédia eletrônica colaborativa Wikipédia.

A bateria do Kindle 2 pode durar até cinco dias, armazena até 1.500 livros (3.500 no Kindle DX), transforma texto em voz,  aceita arquivos PDF, MP3, Word e TXT e seu teclado físico é único e útil. Entretanto, não há espaço para fone de ouvido e nem entrada para cartão de memória.

Recentemente Jeff Bezos, CEO da Amazon, anunciou a venda do Kindle 2 para todo o mundo, inclusive o Brasil, tornando o produto o primeiro leitor a pisar oficialmente em nosso país. A Amazon afirma que a cobertura da rede sem fio é mundial, utilizando a tecnologia GSM.

nook – A evolução dos leitores de livro
Fabricante: Barnes & Nobles
Preço: US$ 259
Site: nook.com

A ideia do nook é, literalmente, abalar as estruturas do Kindle. E a concorrente da Amazon, a livraria Barnes & Nobles, executou isso muito bem. Além de estar disponível pelo mesmo preço que o Kindle 2, o nook possui uma série de características extras que o fazem ser uma escolha mais interessante que o leitor da Amazon.

A primeira característica matadora é seu sistema operacional. Ao contrário da Amazon, que até pouco tempo só permitia a leitura de arquivos especialmente feitos para o Kindle em um sistema desconhecido e fechado, o nook sai ganhando por rodar o Android, sistema operacional da Google, abrindo infinitas possibilidades para seu funcionamento, já que o SDK desse sistema é aberto e pode potencializar o uso do aparelho.

O nook também possui duas telas, a de E-Ink, com 6 polegadas e 16 tons de cinza para a leitura do conteúdo, e uma menor, de toque, com 3,5 polegadas ao alcance dos dedos, feita de LCD colorido, abrigando a escolha de volumes e também o teclado, entre outros menus. A inserção de uma tela colorida, ainda que pequena, é um diferencial interessante para um leitor, permitindo que capas de livros, revistas e outros possam ser vistas em seu visual original, totalmente colorido.

Além de seu sistema aberto, o nook também trabalha com muitos formatos de arquivo, como PDF, ePub (formato especial para livros eletrônicos), TXT, MP3 e muitos outros (exceto Word) e possui, junto ao acervo de livros digitais da Barnes & Noble, acesso a mais de 500 mil livros gratuitos, uma parceria com o Google. E se você quiser que um amigo seu leia o mesmo livro, não há problemas: com o nook, é possível compartilhar um arquivo por até 14 dias com uma pessoa de cada vez.

Sua única desvantagem em relação ao Kindle, além de não ter acesso ao gigante acervo atualizado da Amazon, é que o nook não lê em voz alta os arquivos de texto. Mas o sucesso foi tanto que as primeiras unidades estão esgotadas e as vendas só devem ser retomadas no ano que vem.

Reader Touch Edition, Reader Daily Edition e Reader Pocket Edition – O exército da Sony
Fabricante: Sony
Preço: US$ 199 (Pocket), US$ 299 (Touch) e US$ 399 (Daily)
Site: sonystyle.com/reader

Ao lado do Kindle e do nook, os leitores de livro da Sony podem perder um pouco de seu brilho. O que conta como vantagem mesmo é sua variedade de modelos, que está disposta a agradar todos os tipos de bolsos.

A versão Pocket não tem muitos atrativos, mas é menor que as outras e chega a ser 60 dólares mais barata que os concorrentes, além de ler arquivos PDF, Word, MP3, BBeB Book e ePub, coisa que o Kindle não faz. A Sony também tem uma parceria com o Google para dar ao  usuário acesso ao Google Books e seus mais de 500 mil livros, mesmo que pouco atualizados. Apesar de não contar com uma grande loja específica, como o Kindle e o nook, é possível adquirir livros de qualquer loja que disponibilize os arquivos digitais, inclusive a da Sony.

Outra função interessante é o sistema eBook Store que, com o auxílio do Zip Code (disponível apenas nos Estados Unidos, uma espécie de CEP), encontra a biblioteca pública mais próxima à sua localização e permite ao usuário realizar o empréstimo gratuito de livros digitais daquele acervo por até 21 dias.

Já a versão Touch fala por seu nome. O aparelho é uma grande tela de toque, com toda a qualidade que uma empresa como a Sony é capaz de trazer. Além disso, garante a melhor duração de bateria do mercado, com funcionamento de até duas semanas com apenas uma carga.

O mais recente lançamento, a versão Daily, é uma concorrência direta com o Kindle DX. Em formato maior, com tela de 7 polegadas widescreen, é um aparelho bonito e robusto, vendido por 90 dólares a menos que o DX, um diferencial que certamente balançará o consumidor.

Fujitsu FLEPia – Tela colorida, só no Japão
Fabricante: Fujitsu
Preço: US$ 1 mil
Site: fujitsu.com/services/products/paper/flepia

O FLEPia só está disponível para compra no Japão, mas vale ser citado por um detalhe: sua tela colorida. Não, ainda não é aquela qualidade surpreendente e de encher os olhos, mas é uma das únicas opções para apreciar uma boa história em quadrinhos a cores.

A diferença da sua tecnologia está no modo como é produzida a tela, que não é feita de papel eletrônico, mas é um LCD colorido de alta definição e com grande capacidade de economia, podendo ser utilizado por até 40 horas com uma única carga na bateria. Além das 260 mil cores possíveis, ostenta uma tela de toque de 8 polegadas e conta também com as conexões Bluetooth e Wi-Fi e entrada para cartão SD de até 4 GB, tudo em 1 centímetro de largura e 320 gramas.

Seu design não é muito bonito, mas funciona com o Windows CE, um sistema operacional conhecido. Mais do que um bom produto, o FLEPia abre caminho para que outros fabricantes possam se inspirar em seu pioneirismo e também disponibilizar ao público as cores que tanto queremos.

Enquanto isso, no Brasil

COOL-ER – O primeirão
Fabricante: Interead
Preço: R$ 750
Site: gatosabido.com.br

Este produto não é totalmente brasileiro, mas é o primeiro eBook Reader oficialmente distribuído no Brasil, e por isso merece o destaque. O COOL-ER é um produto da Interead que, em uma parceria com a mais nova editora brasileira de conteúdo digital, a Gato Sabido, traz seus leitores para o país, com conteúdo exclusivo.

Nada de tela de toque ou conexão sem fio, mas o fabricante atesta que o COOL-ER é 45% mais leve do que os outros, além de possuir reprodutor de MP3, bateria com duração de 8 mil viradas de página, sistema baseado em Linux, memória interna de 128 MB e entrada para cartão SD de até 4 GB. Sua tela é de 6 polegadas em apenas oito escalas de cinza, a metade do Kindle, tudo em aproximadamente 1 centímetro de espessura e apenas 178 gramas. O preço também é salgado em comparação a outros leitores disponíveis, mas já é um bom começo para o Brasil.

Por enquanto, os 400 livros nacionais e os mais de 100 mil internacionais que a editora Gato Sabido venderá serão disponibilizados nos formatos PDF e ePub com DRM, tornando impossível emprestar o arquivo a alguém ou passar para outro leitor. Entretanto, aceita normalmente uma infinidade de outros arquivos, como FB2, RTF, TXT, HTML, PRC e JPG.

Leitor D – 100% Nacional
Fabricante: Mix Tecnologia, em parceria com a Carpe Diem
Edições e Produções
Preço: estimado em R$ 650 (básico) e R$ 1.100
(completo)
Site: leitord.com.br

Apesar de ainda não ter sido lançado, Leitor D merece destaque por ser um produto totalmente brasileiro e com chances de concorrer diretamente com o Kindle. Sua interface e design deixam um pouco a desejar, mas ele virá com muitas das características encontradas nos melhores modelos, como tela sensível ao toque de 6 polegadas e 16 tons de cinza, modem 3G interno, teclado físico, entrada para cartão SD de até 4 GB (além de memória interna de 8 GB), conexão Bluetooth para compartilhar conteúdo (arquivos, anotações e marcadores de página), conexão Wi-Fi para navegar na web e aceitará arquivos em PDF, Word, MP3, RTF, ePub etc.

Uma vantagem do Leitor D sobre seus concorrentes internacionais está na luz interna, item importante para a leitura no escuro, já que o papel eletrônico não possui luz própria e só pode ser lido durante o dia ou com iluminação externa. Adicionalmente, também será possível responder a testes e exercícios de fixação de conteúdo no próprio aparelho, indicando que ele pode ser bem aproveitado no setor educacional. O sistema Wi-AA, que permitirá conexão direta a informações de uma instituição de ensino e o teclado em braile reforçam isso. A Mix Tecnologia informa que o Leitor D deve estar disponível no mercado em junho de 2010.

BR-100-NTX – Ainda falta mais um pouco
Fabricante: Braview
Preço: R$ 400
Site: braview.com.br

Prometido para setembro deste ano, parece que está agora sem data definida para lançamento devido à entrada de concorrentes muito melhores no páreo, como o Kindle. O BR-100-NTX não é exatamente brasileiro, uma vez que é importado de Taiwan e finalizado em nosso país.

A remodelação do aparelho era certa, uma vez que a grande maioria que o testou considerou sua qualidade muito inferior à de outros já disponíveis pelo mundo. O preço, previsto de R$ 400, também não era muito animador, e fez seu fabricante tomar a melhor decisão ao nem colocá-lo à venda. De qualquer forma, o BR-100-NTX é importante para o Brasil porque inaugura um mercado que em breve estará explodindo no mundo todo e precisa começar a caminhar por aqui também, para que não fiquemos para trás.

O BR-100-NTX não tem nenhum dos recursos mais interessantes encontrados nos outros modelos, como tela de toque, widescreen, conexão Wi-Fi ou 3G, teclado e alto-falantes embutidos e possibilidade de compra diretamente pelo aparelho, além de só vir com apenas quatro tons de cinza em sua tela. No entanto, possui apenas 0,9 centímetro de espessura, leitura de arquivos PDF e MP3, memória interna de 1 GB e entrada para cartões de memória de até 4 GB, o que lhe dá uma vantagem sobre o Kindle.

O que vem por aí

O mercado ainda aguarda modelos mais ousados de eBook Readers, como o txtr da Wizpac, produto apresentado na CeBIT deste ano que é muito menor que os demais e tem sua navegação feita apenas por um slider de toque ao lado da tela de 6 polegadas e dois botões na outra lateral. Outro que promete dar o que falar é o QUE, da Plastic Logic, um leitor totalmente flexível, que pode ser enrolado e guardado na mochila.

Está atualmente em negociação de conteúdo com editoras, principalmente jornais, e deve ter seu lançamento na CES de 2010.

O que é o E-Ink, ou tinta eletrônica

A tecnologia que viabilizou os leitores eletrônicos de livros chama-se papel eletrônico, ou E-Paper, disponibilizada principalmente pela empresa E-Ink. Sua maior característica é a tentativa de imitar o papel convencional com impressão eletrônica, tanto em visual como em conforto de leitura e possibilidade de ler sob iluminação forte, como o sol.

Diferentemente do LCD, o papel eletrônico não consome energia em seu funcionamento normal, como ao mostrar uma página por exemplo. Esse gasto só se dá quando passamos a outra página ou pedimos alguma mudança no arquivo.

A tela eletroforética é a tecnologia mais conhecida e mais utilizada nos modelos disponíveis. Ela funciona ao rearranjar pigmentos eletricamente carregados utilizando um campo elétrico. Partículas de dióxido de titânio com cerca de um micrômetro de diâmetro ficam dispersas em um meio de óleo de hidrocarbonetos. Um corante de cor escura e agentes de carga também são adicionados ao óleo e essa mistura é colocada entre duas placas condutoras.

Quando energia é aplicada a essas placas condutoras, as partículas vão para o lado oposto à placa carregada. As partículas localizadas na parte frontal da tela aparecem em branco, porque a luz é refletida de volta para o usuário devido ao alto índice de partículas de dióxido de titânio. Quando as partículas estão localizados na parte de trás da tela, ela aparece escura, porque a luz incidente é absorvida pelo corante escuro. Se o eletrodo é dividido em um número pequeno de elementos de imagem (pixels), uma imagem é formada.

*Publicada originalmente por mim no site Plug & Play do Yahoo.

 
 

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1º Congresso Internacional do Livro Digital

Quer você queira ou não, o livro digital vem ganhando mais e mais espaço. Seja ele o substituto do velho e bom livro de papel, seja uma nova tecnologia, algo muito diferente do tradicional, ele faz parte do que você faz. E todo designer de livro que não souber o mínimo sobre um livro digital, pode pagar um mico ou perder um emprego qualquer hora dessas.

Então, se você tem entre 700 a 1200 reais sobrando, poderá ter a ótima oportunidade de participar do 1º Congresso Internacional do Livro Digital, que acontecerá junto com o 36º Encontro Nacional de Editores e Livreiros, nos dias 29, 30 e 31 de março em São Paulo.

O preço é com certeza salgado (justamente por isso que eu não vou), mas para quem não quiser gastar tanto há a oportunidade de participar de apenas dois dias do evento. No Brasil ainda é pequeno o mercado de livros digitais e são poucas as pessoas que podem falar com sabedoria sobre esse produto. Por isso mesmo esse Congresso trará alguns palestrantes internacionais, que já estão acostumados com Kindles, iPad e Sony Readers.

Michael Smith é diretor executivo da International Digital Publishing Forum e vai falar sobre os eReaders mais famosos (Kindle, iPad, nook, Sony Reader) e também dos diversos formatos que um livro pode ter (ePub, PDF, Word, HTML, etc.).

Arantxa Mellado é pesquisadora e diretora da Ediciona, rede social voltada para profissionais e negócios da indústria livreira, principalmente na América Latina e Espanha. Ela vai falar sobre o uso das redes sociais no mercado de livros, uma união poderosa que foi pouquíssimo explorada aqui no Brasil.

Pablo Francisco Arrieta Gomes é designer e já trabalhou com projetos editoriais. Atualmente desenvolve apresentações interativas para computadores, iPods, celulares, smartphones, e eReaders. Ele irá falar dos projetos no mercado editorial relacionados ao livro digital através do mundo, quais soluções as editoras estão encotrando para lidar com esse mercado

Zhou Hongli é chefe do escritório de direitos autorais da Shanda Literatura Limited, popular plataforma online para literatura gerada por usuários na China. Falará de novos negócios.

Diane Spivey é diretora de Contratos e Direitos para a Little Brown Book Group, editora responsável pela publicação da saga Crepúsculo na Inglaterra. Ela abordará um tema polêmico, o de direitos autorais na era da internet.

O brasileiro Aníbal Bragança já foi secretário municipal da Cultura em Niterói, no Rio de Janeiro. Hoje é professor e membro do conselho editorial da Revista Brasileira de Ciências e Comunicação.

Eu não tenho certeza se outro evento similar deve acontecer no Brasil até a segunda edição desse congresso. Então, mesmo com o preço exagerado essa poderá ser a única oportunidade de 2010 de estar em contato com figuras que podem agregar muita informação a quem quer entrar nesse mercado.

Valores:

  • Associados CBL: R$840 (três dias)
  • Associados CBL: R$690 (dois dias)
  • Associados de outras entidades, professores e estudantes: R$960 (três dias)
  • Associados de outras entidades, professores e estudantes: R$780 (dois dias)
  • Não-associados: R$1200 (três dias)
  • Não-associados: R$980 (dois dias)

Data: 29, 30 e 31 de Março de 2010.

Local: São Paulo, Brasil.

Saiba mais visitando o site oficial do evento, clicando aqui.

 
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Publicado por em fevereiro 16, 2010 em eventos, livro eletrônico (ebook)

 

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