RSS

Arquivo da categoria: o livro

O Ciclo de Vida de um Livro

O Ciclo de Vida de um Livro

Confira esse interessante infográfico para aprender direitinho qual é o ciclo de vida de um livro, do Autor à Distribuição.

Ciclo do livro

Clique para ampliar

Publishing Trendsetter, o site com notícias e dicas para uma nova geração de editores, tem este ótimo infográfico explicando em pormenor o processo de criação de um livro.

O visual é uma parte da seção rt of Life Cycle of a Book, onde você pode assistir a entrevistas com todos os participantes do processo, incluindo o autor, editor, designer e distribuidor.

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em dezembro 5, 2011 em o livro

 

Tags: , , , , , , , , , , ,

Como os livros eram feitos em 1947

Um procedimento incrível, que exigia muita organização e atenção. Reclamamos hoje em dia da dificuldade de alguns processos, quando nessa época era muito pior!

Reparem também em que parte do processo fica o diagramador. Nada do conforto da cadeira na editora ou em casa, como freelancer. Era mão na graxa! De pé, montando as linhas do livro no linotipo. Sujando e endurecendo a mão, pra deixar tudo bonitinho. E não tinha muita frescura de diminuir espaçamento, kernel, etc… é muito interessante notar as diferenças daquela época para hoje.

Aproveitem:

 
3 Comentários

Publicado por em julho 18, 2011 em design do livro, o livro

 

Tags: , , , , , , , , , ,

Content is the king: aprendendo com webdesigners

Pode confessar: eu sei que você tem um pouco de preconceito daquele seu primo que é webdesigner. Você, como designer gráfico ou designer de livros, se acha muito mais designer por ter que pensar em coisas mais “artísticas”, em papéis, acabamentos, tintas, tons, etc. É muito mais tradicional, muito mais puro, muito mais clássico. Pouco interessa quem é o autor do texto que irá caber nas páginas perfeitas que você irá moldar. O que importa é a arte, o cheiro, o ambiente, tudo, menos o conteúdo.

Só que agora você está olhando arregalado para o trem que vem vindo em sua direção, o livro eletrônico. Ele ainda não assusta tanto assim, mas as pessoas têm falado dele mais do que você gostaria. E, de repente, a cadeira em que você está sentado parece um pouco desconfortável. O desconhecido assusta todo mundo, e você não sabe bem o que é um livro eletrônico e nem como ele é produzido. Como assim um mesmo arquivo de livro tem que caber em uma tela colorida de toque com 3 polegadas e em uma preta e branca, fosca, de 6 polegadas? Não existe rodapé? Podemos aumentar e diminuir o tamanho da fonte? Não tenho que me preocupar mais com viúvas? Que mundo é esse?

Se você trabalha com o inDesign, deve saber que um dos recursos dele é o “Export to Digital Editions”. E sabe o que ele faz? Ele transforma o texto que você acabou de diagramar em uma página de internet, um arquivo em HTML. Códigos e tags se misturam, e o arquivo ficou uma porcaria, nada parecido com o que você acabou de fazer. Sim, o arquivo gerado não estava adequado ao seu navegador ou ao aplicativo especial da Adobe para ler eBooks. Como é?

Imprimir um livro é, vendo desse aspecto, relativamente simples. Ele é retangular, costuma caber sem problemas em um variado tipo de mãos. Mulheres, crianças, adultos, engenheiras, donos de casa, motoristas, etc. E quando o livro é muito grande ou muito pesado, basta mantê-lo sobre uma mesa e não levar na bolsa. Já um arquivo de livro eletrônico deve ser pensado e feito levando em consideração uma série de plataformas. Desde o navegador, passando por aplicativos para computadores como aparelhos diversos como iPod, Kindles, Cool-ERs, iPads e uma série de outros que você nem conhece ou que ainda nem existem.

O desafio do ePub, formato de arquivo que está se firmando como o padrão mundial em livros eletrônicos, é produzir um arquivo que consiga ser aberto e manipulado de forma fácil e funcional em uma série de lugares. O acesso a seus recursos deverá ser rápido e simples, significando que o designer deverá realizar uma inversão na ordem do seu pensamento e da sua organização de prioridades porque, dessa vez, o CONTEÚDO É REI.

Essa é uma lição que bons webdesigners sabem há muito mais tempo do que eu e você. Para termos um bom arquivo em ePub pouco importará a cor do fundo, os grafismos no final da página, as aberturas de capítulos ou os símbolos usados embaixo dos números da página. Se você não prestar atenção e não indexar corretamente todos os títulos e subtítulos, o livro eletrônico já não terá uma de suas melhores funções funcionando, o sumário.

Ou seja, é como mandar o designer não pensar no design do livro. É maluco, mas só será assim se você não enxergar que funcionalidade, usabilidade e praticidade são formas de design. Eu caminho no meio de dois mundos, já que sou designer de interfaces por formação e deisnger de livros por paixão, e acho que posso me adaptar a isso muito mais facilmente.

Em um livro, o importante sempre foi sua beleza. Imagens, fonte, diagramação, arte. Um designer realizado é aquele que olha pro seu livro feito e vê beleza nele, em suas cores, impressão, imagens, formato, olhar. O que deve ser incorporado ao designer gráfico agora é a priorização da funcionalidade. Não importa se o livro é só texto preto no fundo branco, sem a menor possibilidade de edição de fonte ou versalete. Sua beleza e o bom serviço do designer residirão no sucesso de abertura em todos os aparelhos, no tamanho reduzido do arquivo e da ausência de problemas.

Quando pensamos em um bom site, o sucesso é exatamente pelos mesmos termos. Se os usuários não reclamaram, se conseguiram alcançar seus objetivos no site, é porque ele está bom. O resto, a arte e outras preocupações, vêm depois, bem depois. E se quando o arquivo for aberto os acentos estiverem trocados, o sumário não funcionar e as fontes não aumentarem, isso significará que você falhou, mesmo com belas imagens, uma capa linda e enfeitezinhos fofos no começo do capítulo.

É cruel, mas ninguém falou que seria fácil. E pra complicar mais ainda a vida você já sabe: vai ter que aprender a mexer em HTML e CSS. Quiçá em Javascript. Pé-de-pato-mangalô-três-vezes, mas é verdade. O deisnger bom, aquele que daqui a algum tempo terá mais oportunidades, será aquele que sabe caminhar entre os dois mundos, e que poderá facilitar a vida do produtor editorial, gastar menos dinheiro da editora e entregar DOIS trabalhos bem feitos. E lembre-se de sempre levar esses dois produtos juntos. Apesar de serem coisas totalmente diferentes, eles devem ser produzidos e planejados em conjunto, e não um após o outro.

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

O leitor de livros mais fantástico de todos

Qual você considera o melhor leitor de livros? Será o iPad? O Kindle? O Sony Reader? O nook?

Que tal parar e pensar um pouquinho mais? Se você pensar no melhor objeto para se ler um bom romance, qual seria? Veja o vídeo abaixo (em Espanhol):

A dica foi do leitor Carlos Navarro!

 
2 Comentários

Publicado por em abril 12, 2010 em livro eletrônico (ebook), o livro

 

Tags: , , , , ,

O fim do livro como o conhecemos?

A polêmica é grande. Esperei muito tempo para escrever esse artigo porque resolvi acompanhar mais alguns meses o mercado dos livros em geral para ver qual era o motivo de tanto alarde e se isso era mesmo necessário.

Assim como o título desse post, acho que quem publica matérias denominadas “O fim do livro impresso” é exagerado. Quando falam “O fim do livro” em geral então, está sendo desnecessariamente apocalíptico.

A Superinteressante é uma revista que eu acompanho e aprecio muito. Assino ela há anos, adoro as reformulações no projeto gráfico e devoro o conteúdo quando chega a minha em casa. Porém, na edição de março ela repetiu a matéria que tinha feito em setembro de 2009, apenas um pouco menor. As duas continham um título parecido com o meu: “O futuro (e o fim?) do livro” e “O fim do livro de papel”.

Mesmo concordando em algumas partes (que serão comentadas em breve) os textos caem em exageros. Dizer que o livro impresso é o próximo da lista nos substitutos, depois do CD e do DVD, por exemplo. Não acho, uma vez que is padrões para um eReader ainda não estão deifinidos, estão sendo lançados dezenas de modelos sem qualquer inovação e o mercado não está decolando como esperavam.

Aqui em nosso país, por exemplo. Uma pesquisa recente da Fecomércio mostrou que 60% das pessoas admitiram não ter o habito da leitura. Em 2008 liam-se 4,7 livros por ano aproximadamente em nosso país. Uma outra pesquisa revelou que o segundo maior motivo para o brasileiro não ler (depois apenas de falta de hábito familiar) é o seu preço. Imagine quantas pessoas irão gastar mais de 1000 reais em um Kindle ou 750 no Cool-er da Gato Sabido? Em um país cujo gasto com livros é de pouco mais de 200 reais na média, porquê alguém gastaria tanto em um gadget que terá uma nova versão e terá que ser descartado no ano que vem?

Falar que estamos no fim do livro como o conhecemos é frase para impressionar. Uma nota publicada no site Digital Book World fala a respeito da real quantidade de Kindles vendida pela Amazon. Os números são meio que secretos e imprecisos, mas uma pesquisa aponta que nos EUA apenas 2% da população que compra livros possui um Kindle. Mesmo sendo a população dos EUA do tamanho que é esse não é um número lá muito expressivo.

Não estou dizendo que o império dos livros impressos nunca vai cair. As coisas se renovam, o mundo continua a girar. Porém, ainda não creio que seja com os eReaders que iremos abandonar os livros de papel. Há de se pensar em maneiras melhores, mais revolucionárias e mais práticas de se ler um livro. Em um mundo convergente em que fazemos quase tudo em um só aparelho, são poucas as pessoas que querem carregar consigo um eReader, uma máquina fotográfica, um telefonem, um PDA. Todo mundo quer tudo em um único só aparelho para gastar menos e carregar menos coisas. Nessa mesma pesquisa que cito acima 47% dos americanos disseram preferir o PC para ler livros contra 32% que preferem o Kindle.

Daí vem o argumento sensato da última matéria da Superinteressante.Todos se impressionaram com o iPad, disseram ser o Kindle killer. O Kindle não tem todas as coisas legais e tela colorida do iPad, e o iPad não tem a tecnologia E-Ink que torna a leitura menos cansativa do que o LCD. Isso mostra que as empresas ainda não acertaram a mão. A solução é ir tentando, mas creio que a resposta não esteja em um eReader, e sim a um passo além. Já estudam telas de E-Ink coloridas e isso é muito bom, falta apenas a convergência.

Entretanto, acho que o mercado de eReaders ainda vai subir muito. Não deve abalar muito o mercado convencional de livros, mas vai abocanhar uma boa parcela da população. Aqueles que gostam de novidades, aqueles que querem seguir as tendências tecnológicas, aqueles que compram muitos livros e os que querem experimentar (acho que me encaixo em todas as opções).

Por isso, seja você designer, editor, escritor, prepare-se. Aliás, para os designer isso é só o começo de ótimas oportunidades. Não perca seu lugar ao sol no mundo dos livros eletrônicos e invista nesse mercado. Eu vou me garantir também e a apartir de agora devo falar um pouco mais sobre isso para que meus leitores fiquem informados também.

 

Tags: , , , , , , , , , ,

O que é um livro?

985125_15406171

No último post falamos de um pequeno resumo da hisória do livro, mas o que é um livro em si? Será apenas sua definição técnica, um agrupamento de folhas com uma capa, recheado de informações? Ou terá também sua explicação conotativa, como um transporte para mundos diferentes, o caminho para uma vida mais sábia? Vamos discorrer um pouco sobre isso.

De acordo com o dicionário Houaiss, um livro é uma “coleção de folhas de papel, impressas ou não, cortadas, dobradas e reunidas em cadernos cujos dorsos são unidos por meio de cola, costura, etc., formando um volume que se recobre com capa resistente”.

Na popular Wikipédia, um livro é “um volume transportável, composto por páginas encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro”. A UNESCO, em uma conferência realizada em 1950, diz que um livro deve ser uma publicação não-periódica literária contendo mais de 48 páginas, sem contar as capas. Uma explicação muito bizarra pro meu gosto, mas serviam para fins tributários e legais.

Agora, pergunte para uma criança que acabou de aprender a ler e pegou em suas mãos um livro de contos para ler, e mergulhou em um novo mundo de fantasia. Ou então pergunte para um analfabeto que segura um livro que ensina as letras o que é aquele amontoado de papel ecadernado para ele. Uma neta que tem guardado o antigo e precioso livro de receitas de sua avó já falecida, única lembrança física que tem dela, contendo a maravilhosa receita do biscoito que ela comia quando era criança, vai achar esse conjunto de papéis dobrados e encadernados com cola muito mais do que um produto.

Qual será o valor de um compẽndio médico para um residente em medicina? E o que, além de tinta e palavras, contém em uma Bíblia para um fervoroso cristão? E a própria História, não existiria de forma tão precisa como a conhecemos hoje se nao fosse a preservação dos livros que trazem as datas, os acontecimentos e as vidas de pessoas em suas páginas. Um livro evita que uma pessoa se esqueça e também que caia no esquecimento. Evita (ou tenta evitar) que erros sejam cometidos novamente.

Até para nós, Designers de livros, esses obejtos possuem um valor muito maior do que o denominado pelos termos técnicos. O resultado de nossos trabalhos é o livro, esse mesmo que encanta e informa outras pessoas. É o que traz nosso sustento, é o que nos orgulha quando está pronto, é o que gera muitos empregos além do nosso. É o que traz reconhecimento ao autor, é o que salva vidas, é o que tira pessoas da ignorância.

Caramba, o livro é muito mais do que um limite mínimo de 48 páginas para existir e ser tributado. Quem mandou queimar os livros na época de nazistas, apesar de violento, é um dos que realmente sabia o que é um livro, compreendia e temia seu valor. Até mesmo a internet, tão comemorada como transmissora de informação a todo o mundo, não existiria sem o livro. É impossível imaginar o mundo sem livros.

Eu compartilhei meus pensamentos com vocês. O que é um livro para vocês?

 
15 Comentários

Publicado por em julho 27, 2009 em o livro, ponto de vista

 

Tags: , , , , , , ,

Um pouco sobre a história do livro

Hoje vamos falar um pouco sobre a história do livro. Todos nós já nascemos em um mundo onde os livros já existem há muito tempo, forrando prateleiras, figurando em filmes, vendendo em livrarias. Por isso, poucos acabam se perguntando de onde ele veio, de onde surgiu.

Esse post fará um pequeno resumo sobre a nada desimportante história do livro. Boa leitura.

O livro como o conhecemos hoje não data de muito tempo atrás. As primeiras idéias primitivas (mas não menos importantes) de livros surgiram há mais ou menos quatro mil anos atrás, na época dos egípcios. Para registrar seus documentos, largas folhas de palmeiras egípcias eram utilizadas, transformando-se depois no papiro que conhecemos hoje, que nada mais é do que o talo dessas mesmas folhas triturados, entrelaçados e secos.

Os escribas egípcios, de certa forma, já se preocupavam com o arranjo do texto na “página”, uma vez que escreviam em colunas e inseriam ilustrações em seus textos. Após terminados, os papiros eram colados uns aos outros, e eram guardados enrolados – alguns chegavam a medir 20 metros de comprimento, suuuper prático de se ler em uma viagem ou na cama.

413px-Joseph_Smith_Papyrus_Segment_IVPapiro egípcio (crédito: Wikipédia)

A substituição do papiro chegou, provavelmente, com Eumênio II, rei de Pérgamo (197-158 a.C.), na Ásia. Ele foi obrigado a pesquisar um novo tipo de base para seus documentos depois que Ptolomeu Epifânio, de Alexandria, proibiu a exportação do papiro. Surgiu então o pergaminho, ou pergamenum, a membrana pergamena. Uma pele de animal (geralmente de um carneiro) era esticada em um caixilho, seca, branqueada com giz, polida e alisada com pedra-pome.

Os pegaminhos, por serem mais resistentes do que os papiros, podiam ser dobrados com mais facilidade, aposentando a moda do documento enrolado. Daí surgiram os códices inventado pelos gregos e romanos, onde folhas eram dobradas e juntas borda com borda em uma das margens, com blocos de madeira cobertos por cera. A palavra página,usada para denominar o lado de uma folha, vem do latim pagina, ou “algo atado”.

O papel (nome derivado de papyrus em latim ou papuros, do grego) foi criado na China em data ainda não confirmada, variando entre 200 a.C. e 104 d.C., e eram confeccionados com a casca da amoreira ou com o bambu cuja polpa esmagada era transformada em fibras, espalhada sobre um tecido e deixada assim para secar.

O nome livro deriva do latim líber, enquanto o nome book data do tempo dos saxões, derivando do saxão bok, em inglês beech tree, literalmente faia, um tipo de árvore. Na época em que esse povo viveu, os domcumentos eram escritos em tábuas feitas com essa árvore.

É chinês o livro mais antigo de que se tem notícia. O Diamond Sutra é do ano de 868 d.C., e ficou escondido por muito tempo em uma caverna fechada no noroeste da China. O conteúdo, feito de textos e ilustrações, é de cunho religioso, e é considerado um dos mais importantes do documentos do Budismo.

Jingangjing

Diamond Sutra (crédito: Wikipédia)

O primeiro livro impresso com tipos móveis, a Bíblia, foi produzido por Johannes Gutenberg, alemão nascido na cidade de Mogúncia, no ano de 1455. Essa tecnologia desenvolvida por  Gutenberg derivou de seus conhecimentos em metais e de prensas utilizadas para esmagar uvas no processo de fabricação do vinho.

Gutenberg_BibleA Bíblia de Gutenberg (crédito: Wikipédia)

Porém, o uso de tipos móveis já havia sido utilizado muito tempo antes pelos asiáticos, com livros datados de 1377 pelos coreanos e impressões em blocos de madeira do século VII pelos chineses, que também já usavam os tipos para imprimir cédulas de dinheiro e cartas de baralho. Em 868 d.C. um cânone do budismo Thervada fez uso de 130 mil blocos de madeira para imprimir o livro Triptaka em xilogravura.

Bem, essa foi uma pequena parte da história do livro, que com certeza possui milhares de outros fatos que permeiam esses mais importantes que apresentei agora. Esse diminuto resumo foi baseado no livro O livro e o designer II, de Andrew Haslam.

 
60 Comentários

Publicado por em julho 20, 2009 em design do livro, história, o livro

 

Tags: , , , , , , , ,

 
%d blogueiros gostam disto: