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eReader iriver Cover Story

eReader iriver Cover Story

Tela de toque, alta compatibilidade e interface bonita

iriver Cover Story
Preço: R$880
Site: qcstore.com.br

Adoro resenhar eReaders. Sei que eles não são os gadgets mais procurados das listinhas das lojas de eletrônicos, mas acho esses equipamentos muito legais. Já testei todos os aparelhos desse tipo à venda no Brasil, e agora a Qualicable me emprestou mais um modelo que acaba de chegar por aqui.

Esse é o iriver cover story, parente do já resenhado iriver story. Como diferencial ele traz a tela de toque, pronto para concorrer diretamente com o Positivo Alfa, um dos melhores eReaders disponíveis à venda no Brasil.

Design

Ele é uma graça. Não tem como não olhar pra ele sem dizer “aunnnn”. Ele é pequeno e compacto. É mais pesado do que o Positivo Alfa – pesa 282 gramas –, mas não perde em nada para ele. Seu corpo é todo branco e a tela de 6 polegadas de tinta eletrônica é cercada pela moldura de plástico e só possui um botão comprido na lateral.

eReader iriver cover story

Capinha se prende com ímãs no produto

Acima encontramos o botão de menu, de um lado a entrada para a stylus, do outro os botões de volume e embaixo temos o botão de energia, a entrada padrão para fones, um LED de aviso, um microfone e uma tampa que protege a entrada miniUSB – ops – e a entrada para cartões SD. Atrás, uma pequena linha é o alto falante, bem discreto.

Para coroar essa bonita peça temos a capinha de plástico que já vem na caixa. Com uma estampa quadriculada, ela se trata de uma tampa, que se prende ao leitor apenas por ímãs. Quando desligado o aparelho, ela fica protegendo a tela, sem pressionar o único botão na frente. E quando o iriver story estiver em uso ela se encaixa harmoniosamente na traseira, deixando o respiro para o alto falante. É um design bem pensado.

Interface bonita

O cover story segue a linha de bonitos interfaces da marca. A home é linda, com prateleiras segurando livros e as outras funções do aparelho. Um pouco poluída, é verdade, mas logo você se acha nos comandos. Para quem não gostar do visual caseiro, pode trocar para um outro tema, mais moderno.

eReader iriver cover story

Interface bem cuidada

É tudo bem pensado. São menos de três toques para chegar na maioria das configurações e funções. Essas estão dividas em muitos menus, confundindo um pouco, mas são de fácil acesso. Entre elas está a função que define se você é destro ou canhoto, para facilitar a navegação.

Como a tela é de toque, há um único botão comprido na lateral dele. Esse botão tem quatro funções, avançar e voltar a página do livro, voltar à função anterior e a home. Cada uma dessas funções é ativada realizando uma atividade com o botão, como empurrá-lo ou apertá-lo em cima ou embaixo.

Também é possível marcar páginas, consultar o sumário, escolher entre quatro tamanhos de letras e girar a tela em todas as direções possíveis. Você pode ativar o acelerômetro do aparelho e deixar ele fazer essa rotação sozinho, mas isso acaba mais atrapalhando do que ajudando.

eReader iriver cover story

Todos os comandos

Consultei o site da iriver para pesquisar mais sobre as features do aparelho. Achei legal ele vir com WiFi e também com uma área especial para ler e enviar emails. Também lembrei que o iriver story – seu primo – tinha a capacidade de ler arquivos com Adobe DRM, coisa que o cover story não faz.

A falta da conexão sem fio se dá por este ser o modelo simples do cover story, que também possui uma versão com WiFi e o tal programa de emails. Que pena.

Funções de escrita

Não há teclado QWERTY físico como os que encontramos no iriver story ou no Kindle, mas o teclado virtual que há no aparelho é suficiente. Apesar da tela não ser de resposta imediata, o processamento é instantâneo, então mesmo não parecendo, é possível ir escrevendo rápido, que tudo aparece.

eReader iriver cover story

Screenshot da tela

A escrita no teclado serve para fazer buscas pelo livro. Já a stylus tem três funções em um livro: fazer anotações por cima do texto, em um memorando separado ou ajustar o recorte de uma parte da tela, como um screenshot. Essas são boas funções para um leitor de livros digitais, aproximando-os muito de um livro físico, e funcionam muito bem na tela de toque.

Na memória está embutido um dicionário Oxford, apenas em inglês. Para consultar uma palavra, basta manter a caneta ou o dedo pressionada sobre ela, mas essa função não agiu de acordo, pelo menos nos livros em português. Em inglês deu tudo certo.

eReader iriver cover story

Uma stylus ajuda a escrever na tela

Mas mesmo o dicionário sendo apenas em inglês, toda a interface pode ser configurada para funcionar em português, deixando o aparelho totalmente funcional para quem não entende a língua anglo-saxônica. Pena que o teclado virtual é americano, e não tem cedilha.

Essa tela é estranha…

Quem vê pela primeira vez uma tela de tinta eletrônica sempre se surpreende. Como pode parecer tanto com papel? Como pode não ter luz de fundo? A tela de tinta eletrônica funciona com camadas de óleo e tinta junto com componentes eletrônicos. Quando recebem estímulos – as “viradas de página” –  as bolinhas de tinta se viram para cima ou para baixo, expondo ou escondendo sua parte escura, formando letras e imagens. Por isso, não precisa nem de luz por trás para funcionar, ficando muito parecida com uma folha de papel e deixando a leitura mais confortável.

No caso desse aparelho, temos uma tela de 6 polegadas com 8 tons de cinza – alguns chegam a ter 16 tons de cinza – e resolução padrão de 600 X 800 pixels. Mesmo com menos tons de cinza ela possui bom contraste. A tela é lisa e bem brilhante, mas isso não atrapalha muito.

eReader iriver cover story

Pequeno, tela de 6 poledas

E como já falei, essa é uma tela de toque, muito confortável, que funciona tanto com a stylus como com os dedos. O mínimo toque já ativa funções. Basta arrastar o dedo pela página para virá-la, e clicando em seu centro aparece o menu de anotações.

Formatos aceitos

O carro chefe do cover story é o ePub, considerado padrão mundial. Ele lê arquivos bem feitos sem perder qualidade ou formatações. E uma coisa que até hoje eu só vi os leitores da iriver fazerem é a leitura de arquivos da suíte Office de forma nativa, sem precisar de qualquer conversão. Ele aceita arquivos de Excel, Word e Power Point, além de PDF. Como sempre, já aviso: a leitura de PDFs não é a mais ideal em eReaders, mas ele quebra um galho.

Em sites na internet descobri que os aparelhos da iriver podem ler arquivos com Adobe DRM(espécie de proteção contra pirataria, significando que seria possível ler nele os livros digitais vendidos em lojas brasileiras), bastando conectá-lo ao computador com o aplicativo Adobe Digital Editions ligado, mas testei isso no MacOS e no Windows e não consegui, infelizmente.

eReader iriver cover story

Botões de navegação diferentes

Ele também possui uma área específica para ler quadrinhos. Nada mais é do que um visualizador de imagens, mas é legal ter uma parte do leitor onde você pode guardar e consultar seu acervo de HQs. E mangás ficam muito bons nessas telas, pois seus pretos são bem escuros. Ele aceita arquivos JPG, BMP e GIF (e até ZIP).

E para quem curte ouvir uma música temática, é possível ouvir músicas – além de audiobooks – no cover story, em formatos como MP3, WMA e OGG. O som externo é baixinho, mas nos fones a coisa melhora muito, principalmente com o uso do equalizador. É possível ouvir música enquanto lê, confortável. Na hora de fazer a gravação de voz, tudo fica em MP3.

Bateria

Duração de carga de eReader é sempre uma maravilha de anunciar. Graças à tecnologia de tela, com tinta eletrônica, o iriver cover story só gasta bateria quando a página é recarregada, virada, etc. Ou quando estamos escutando música. Dessa forma, se você apenas usar o aparelho para ler, a iriver garante 11 mil viradas de páginas. Ou seja, tomando uma média de 500 páginas por livro, você pode ler 21 títulos antes de precisar passar perto da tomada.

Em stand by ou desligado, sua bateria vai acabando também, mesmo que de forma lenta. Se você escutar música, a autonomia de bateria cai para 30 horas, e se fizer gravação de voz, tem apenas 5 horas para isso. Mas são bons números.

O que vem com ele?

Pra você já começar lendo – se souber ler em Inglês – esse aparelho já vem com 200 títulos clássicos na memória. São autores como William Shakespeare, Sir Arthur Conan Doyle, Rudyard Kipling, Oscar Wilde, Jane Austen, Charles Dickens e outros. Muitos outros, aproximadamente 1500, podem ser colocados também.

Isso é possível graças à memória interna de 2GB e ao peso geralmente leve dos livros digitais. Caso você queira entupí-lo de músicas e PDFs, basta adquirir um cartão de até 32GB e usá-lo na entrada para cartões SD. É muito espaço.

Na caixa feita de material reciclável, tudo é bem minimalista. Além do aparelho e sua capinha, encontramos apenas o cabo de dados e finos manuais de uso. Nem a tomada para o carregador encontramos. Você que carregue o aparelho no computador ou compre um adaptador.

Mas o iPad faz muito mais coisas!

Normalmente, as pessoas caem no erro de compararem eReaders a tablets. Uma comparação injusta, pois perto de uma tablet, o eReader come grama. O que é preciso levar em consideração é que um eReader não tem o intuito de se parecer com uma tablet, pois é um aparelho específico para leitura.

Frescuras como internet e tweets estão presentes em alguns aparelhos, mas o propósito de um eReaders é apenas ler livros, e por isso possui uma tela que prioriza o conforto na leitura e a economia de bateria mas acaba perdendo recursos como a reprodução de vídeos. Quem compra um eReader compra sabendo que está comprando um gadget para desfrutar de uma obra de leitura.

Quem deve comprar

Infelizmente ainda temos uma triste realidade no Brasil em relação a eReaders. Enquanto no exterior encontramos esses simples aparelhos por preços a partir de US$100 – aproximadamente R$160 –, aqui não há um leitor por menos de R$500. E enquanto seus preços não forem mais baixos, é difícil justificar sua compra perante as vistosas tablets, que não só servem para ler livros como também possuem jogos, navegador, processador de texto, etc.

Tramitam projetos no Governo de excluir os impostos desses aparelhos, mas ainda não há boa novidade quanto a isso. Até lá, os leitores de livros digitais, os eReaders, serão praticamente rejeitados pelos brasileiros.

Prós:
• Tela de toque;
• Design caprichado;
• Já vem com 200 livros na memória;

Contras:
• Possui conexão miniUSB, e não microUSB;
• Não aceita arquivos com DRM;
• Não possui WiFi;

 
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Publicado por em outubro 3, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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Entrevista TVT – Programa Clique e Ligue

No dia 02 de agosto dei uma entrevista para Marcelo Godoy no programa Clique e Ligue. Nele, falo sobre eBooks, eReaders, o mercado dos livros digitais nacionais e também sobre a profissão do Designer de eBooks.

http://tvt.vflow.tv/api/embed.js?idContent=6005 (Sinto muito, o WordPress é chato e não me permitiu colocar o vídeo aqui :P)

O link para toda a matéria é esse.

Uma foto dos participantes, via Regina Azevedo.

 

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Resenha iriver story

iriver story
livrariasaraiva.com.br
R$800
Diferencial: Design, gravação de voz, leitura de arquivos Office
Arquivos: JPG, PPT, PPTX, PDF (com e sem DRM), ePub (com e sem DRM), DOC, DOCX, CBZ, TXT, MP3

O mínimo que podemos dizer do iriver story é que ele surpreendeu. Esperávamos receber uma cópia do Kindle 2, mas descobrimos que ele é um aparelho muito mais bonito que a segunda geração do leitor da Amazon.

Olhando de perto vemos um aparelho mais caprichado, com teclado QWERTY físico espaçoso e teclas quadradas e bonitas. Os botões para virar a página parecem fora do lugar, mas logo entendemos que eles servem para quem lê o livro com as duas mãos ao mesmo tempo.

Seu acabamento é em plástico branco fosco, e além do teclado e dos botões ele também possui, na parte de baixo, uma entrada padrão para fones, um microfone, saída miniUSB e a entrada para cartões SD, esses dois últimos cobertos por uma tampinha. Ele também é pesadinho, 289 gramas, mas tem um bom processador de 533MHz e roda em Linux.

Por dentro a beleza também não foi esquecida. É simplesmente uma das mais belas interfaces que já vimos em um leitor eletrônico. O bom design visual acaba prejudicando a usabilidade, as fontes escolhidas ficaram muito pequenas e dificultam a leitura.

O menu é bem desenhado e projetado, quem consegue enxergá-lo passeia tranquilo pelas categorias e funções, tudo em português. As categorias são automaticamente marcadas em livros, quadrinhos, documentos pessoais, marcadores e cartão SD, bem prático.

Nossos cronômetros cravaram 2,5 segundos para a transição tanto de ePubs como PDFs. Isso não é tão devagar a ponto de você perder as estribeiras. Fotos de câmeras digitais em resolução muito alta ele poderá não ler, já que sua tela tem apenas 8 tons de cinza e resolução de 800 X 600 pixels.

O story possui botões dedicados a mídia no teclado físico. Ele reproduz áudio para o fone com plugue padrão e também externamente, com caixinhas que dão pro gasto. E falando em áudio ele vem com microfone que permite gravar notas em MP3 que podem ser posteriormente transferidas para o PC. Entre outras funções incomuns estão uma agenda e também uma área exclusiva para escrever memorandos, que podem ser salvos no formato TXT.

Ele possui uma memória interna de 2GB, suficiente para 1500 livros, e vem com 221 já na memória, todos em Inglês. Mas se você quer mais espaço para músicas e audiobooks é possivel colocar um cartão SD de até 32GB. E ainda se quiser já sair lendo livros, o story vem com 200 livros gratuitos em sua memória, a maior parte em Inglês.

Para leitura ele é agradável. O contraste da tela de E-Ink não é muito forte, mas outras funções suas o tornam prático. Sua bateria, por exemplo, é a que mais dura entre os leitores disponíveis no Brasil. Dá pra usar intensamente por mais de uma semana sem se preocupar com tomada. Ele tem também no teclado um exclusivo botão pra girar a tela.

É também na hora da leitura que está sua maior vantagem. Ele aceita uma grande variedade de formatos, como PDF (com e sem DRM), ePub (com e sem DRM), DOC, XLS, PPT, CBZ, TXT, MP3. É isso mesmo, dá pra visualizar nativamente arquivos da suíte Office, mesmo que com certa dificuldade e vagarosidade. BMP, GIF e JPG também são aceitos.

No PDF ele não faz feio. Os arquivos que possuem texto reconhecível ficam com leitura melhor quando ativamos o recurso Refluxo, que tira as frescuras como fundos e bordas, deixando apenas o texto, que também pode ser aumentado. Entretanto, o zoom é extremamente lerdo.

Fotos: Eduardo Rodrigues

A falta de Wi-Fi pode ser uma desvantagem para quem procura um leitor conectado. Entretanto, para quem quer um leitor eletrônico apenas para leitura, isso não deve ser um problema. Uma outra desvantagen do iriver story é seu preço médio de mercado, sempre muito acima dos concorrentes disponíveis no Brasil.

Confira esse post para conferir modelos e valores sempre atualizados! Link

Confiram esse víde0-resenha que eu fiz:

 
9 Comentários

Publicado por em fevereiro 10, 2011 em livro eletrônico (ebook), resenhas

 

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