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Como os livros eram feitos em 1947

Um procedimento incrível, que exigia muita organização e atenção. Reclamamos hoje em dia da dificuldade de alguns processos, quando nessa época era muito pior!

Reparem também em que parte do processo fica o diagramador. Nada do conforto da cadeira na editora ou em casa, como freelancer. Era mão na graxa! De pé, montando as linhas do livro no linotipo. Sujando e endurecendo a mão, pra deixar tudo bonitinho. E não tinha muita frescura de diminuir espaçamento, kernel, etc… é muito interessante notar as diferenças daquela época para hoje.

Aproveitem:

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Publicado por em julho 18, 2011 em design do livro, o livro

 

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Gráfica Fidalga – amor pela impressão

Quantas vezes por dia não vemos aqueles cartazes coloridos misturados à sujeira e ao barulho da cidade? Shows de funk, de pagode, de mulheres dançarinas… vemos de todos os tipos, e são tantos que quase já não são mais vistos. Alguns dizem que enfeiam a cidade, já suja e saturada e poluição. Outros tratam o lambe-lambe como expressão de arte, e até colecionam exemplares.

Você já parou para imaginar de onde vêm esses lambe-lambes? Quem faz isso? São peças que parecem ter parado no tempo, que ainda utilizam a mesma tipografia de tantos anos atrás. Apesar dos assuntos que retratam terem se adaptado ao nosso tempo, o papel colorido e fino, a tinta bicolor e as grandes letras esticadas parecem pertencer a todas as épocas.

O vídeo abaixo mostra isso e muito mais sobre esses cartazes. A Gráfica Fidalga fica em São Paulo, e produz pôsteres em uma impressora alemã de 1929, que utiliza letras de madeira entalhadas. Chamado de “lambe lambe,” o fino papel usado nos pôsteres é colado com cola de arroz. Graças à Galeria Choque Cultural, que regularmente produz pôsteres para suas exposições com a  Gráfica Fidalga, eles conseguem sobreviver, mas ainda precisam de ajuda. Caso esteja interessado, contate o diretor da galeria Eduardo Saretta.

Aposto que, depois de assistir ao vídeo, os lambe-lambes passaram a ter valor sentimental para você. Depois de perceber o amor com que são feitos, a paixão que é dosada em sua produção, e da história de vida de seus produtores, não há como não olhar pra um deles agora e não dar um pequeno sorriso.

Em um mundo aonde as coisas são tratadas com indiferença, aonde gráficas gigantes e mecanizadas produzem milhões de peças por dia, existem três caras que amam o que fazem, que passaram a vida inteira se dedicando a isso, e que “sentem a dor” da máquina quando ela tem um problema. Não precisamos todos fazer isso, mas dá um gostinho a mais na profissão ver outras pessoas que também gostam de artes gráficas a esse ponto.

Para quem acha que isso não teve nada a ver com Design de Livros, sugiro apreciarem a capa do ótimo volume e referência “Pensar com tipos”, de Ellen Lupton. São quatro tipos de capa, todas impressas em impressoras de lambe-lambe. Uma ótima idéia, com um acabamento alternativo e bonito. Confira terechos dele aqui.

pensar_com_tipos

Créditos: Mural CDesign

Em tempo: Caso você também aprecie essa arte neglicenciada, recomendo uma noite no bar Exquisito!. Lá, além do ambiente diferente e da comida boa, é possível ver paredes forradas dos mais diversos lambe-lambes, das mais diversas épocas, além de cartazes antigos do nosso cinema nacional.

A dica do vídeo que inspirou esse post é do Rodrigo Bruno.

 
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Publicado por em abril 22, 2009 em história, referências, tipografia

 

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