
No último post falamos de um pequeno resumo da hisória do livro, mas o que é um livro em si? Será apenas sua definição técnica, um agrupamento de folhas com uma capa, recheado de informações? Ou terá também sua explicação conotativa, como um transporte para mundos diferentes, o caminho para uma vida mais sábia? Vamos discorrer um pouco sobre isso.
De acordo com o dicionário Houaiss, um livro é uma “coleção de folhas de papel, impressas ou não, cortadas, dobradas e reunidas em cadernos cujos dorsos são unidos por meio de cola, costura, etc., formando um volume que se recobre com capa resistente”.
Na popular Wikipédia, um livro é “um volume transportável, composto por páginas encadernadas, contendo texto manuscrito ou impresso e/ou imagens e que forma uma publicação unitária (ou foi concebido como tal) ou a parte principal de um trabalho literário, científico ou outro”. A UNESCO, em uma conferência realizada em 1950, diz que um livro deve ser uma publicação não-periódica literária contendo mais de 48 páginas, sem contar as capas. Uma explicação muito bizarra pro meu gosto, mas serviam para fins tributários e legais.
Agora, pergunte para uma criança que acabou de aprender a ler e pegou em suas mãos um livro de contos para ler, e mergulhou em um novo mundo de fantasia. Ou então pergunte para um analfabeto que segura um livro que ensina as letras o que é aquele amontoado de papel ecadernado para ele. Uma neta que tem guardado o antigo e precioso livro de receitas de sua avó já falecida, única lembrança física que tem dela, contendo a maravilhosa receita do biscoito que ela comia quando era criança, vai achar esse conjunto de papéis dobrados e encadernados com cola muito mais do que um produto.
Qual será o valor de um compẽndio médico para um residente em medicina? E o que, além de tinta e palavras, contém em uma Bíblia para um fervoroso cristão? E a própria História, não existiria de forma tão precisa como a conhecemos hoje se nao fosse a preservação dos livros que trazem as datas, os acontecimentos e as vidas de pessoas em suas páginas. Um livro evita que uma pessoa se esqueça e também que caia no esquecimento. Evita (ou tenta evitar) que erros sejam cometidos novamente.
Até para nós, Designers de livros, esses obejtos possuem um valor muito maior do que o denominado pelos termos técnicos. O resultado de nossos trabalhos é o livro, esse mesmo que encanta e informa outras pessoas. É o que traz nosso sustento, é o que nos orgulha quando está pronto, é o que gera muitos empregos além do nosso. É o que traz reconhecimento ao autor, é o que salva vidas, é o que tira pessoas da ignorância.
Caramba, o livro é muito mais do que um limite mínimo de 48 páginas para existir e ser tributado. Quem mandou queimar os livros na época de nazistas, apesar de violento, é um dos que realmente sabia o que é um livro, compreendia e temia seu valor. Até mesmo a internet, tão comemorada como transmissora de informação a todo o mundo, não existiria sem o livro. É impossível imaginar o mundo sem livros.
Eu compartilhei meus pensamentos com vocês. O que é um livro para vocês?



Olá Stella!!
Primeiramente gostaria de agradecer sua contribuição – involuntária, mas muito significativa ao meu artigo de TCC.
Estou finalizando a Licenciatura em Educação Artística e o assunto é Livro-Objeto, sendo assim seu blog está sendo muito útil para a complementação da última parte do artigo onde falo do livro em si e de sua transformação de suporte para produto.
Obrigada!!
Ah!! Quanto ao assunto deste “Post”… assim que organizar minhas idéias e finalizar meu artigo passo por aqui para deixar esta resposta que é tão difícil…
Bjs
Olá Stella!
Gostei muito do seu post.
Estou iniciando hoje uma breve pesquisa sobre Design editorial voltado para a editoração de livros e o que você escreveu aqui me serviu como estímulo para ir mais a fundo nesta pesquisa!
Muito obrigada!